Denúncia do mensalão do DEM deve ser julgada neste ano, diz relator

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STJ vai decidir se abrirá ação penal contra 37 acusados de envolvimento. Suposto esquema de corrupção no Distrito Federal foi revelado pela PF.

Via A TribunaNews

Legenda: O ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda.

A denúncia do Ministério Público Federal contra o ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda e outros 36 acusados de participar do chamado mensalão do DEM deve ser julgada ainda neste ano pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), afirmou o ministro Arnaldo Esteves Lima, relator da ação.

Segundo a denúncia da Procuradoria Geral da República, eles participaram de um esquema de corrupção e pagamento de propina no governo do Distrito Federal, revelado após a deflagração, em 2009, da Operação Caixa de Pandora pela Polícia Federal. Arruda sempre negou envolvimento com o suposto esquema.

O ministro Arnaldo Lima disse que organizará no gabinete um “pequeno mutirão” para acelerar a análise da defesa dos acusados e elaborar…

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A queda de um mito: Salário mínimo não gera informalidade

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João Sicsú, via CartaCapital

No dia 1º de maio, comemora-se no Brasil o Dia do Trabalhador, mas também é o dia da criação do salário mínimo. Em 1940, o presidente Getulio Vargas, em discurso no campo do Vasco da Gama, na cidade do Rio de Janeiro, anunciou a sua criação:

“[…] assinamos, hoje, um ato de incalculável alcance social e econômico: a lei que fixa o salário mínimo para todo o País. […]. À primeira vista, poderão pensar os menos avisados que a medida é prematura e unilateral, visto beneficiar, apenas, os trabalhadores assalariados. Tal, porém, não ocorre no plano do governo. A elevação do nível de vida eleva, igualmente, a capacidade aquisitiva das populações e incrementa, por conseguinte, as indústrias, a agricultura e o comércio, que verão crescer o consumo geral e o volume da produção.”

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A visão do presidente Getulio Vargas não era que o salário mínimo seria…

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Quem precisa de críticos?

Cítrica

O texto a seguir foi originalmente publicado no livro Série Crítica das Artes – Leituras Possíveis nas Frestas do Cotidiano, disponível para download.

 

O disco do ano

 

O cantor e compositor maranhense Zeca Baleiro lançou no primeiro semestre de 2012 seu novo disco. Se você ainda não o ouviu, saiba: tem tudo para se transformar no novo megahit do Youtube, no hype dos ringtones. Caetano Veloso e Nelson Motta falaram muito bem do álbum e agora falta apenas que a revista Rolling Stone o destaque em sua capa e que a Folha de S. Paulo e os demais meios de comunicação dediquem generosos espaços a este que é, sem dúvida, o disco do ano.

Sim, o que você leu no parágrafo acima é uma glosa da letra da canção “Mamãe no Face”, canção que encerra O disco do ano, de Zeca Baleiro. Como se adverte, tanto…

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Criatividade sem fronteiras

Cítrica

Oficinas de processos artísticos no Sertão da Bahia.

 

Todo mundo é criativo? Quando me coloco essa questão, reafirmo minha crença inabalável no potencial de criatividade das pessoas. Tenho trabalhado constantemente no desenvolvimento de projetos que promovem essa maravilhosa “descoberta” do ser humano sobre si mesmo.

Viajei, algumas vezes, ao interior da Bahia para realização de oficinas de criação nos Cursos de Licenciatura em Artes da Plataforma Freire (PARFOR), um programa do Governo Federal para Formação Docente.  Levava, na bagagem, a tarefa de ministrar o módulo “Processos Criativos”, o que me fazia refletir sobre a melhor maneira de realizar essa tarefa para um público que ainda não havia se aventurado nos caminhos da construção de uma obra artística. O objetivo final era fazer com que cada professor-aluno vivenciasse o seu próprio processo criativo.

A experiência da arte no campo de ensino e aprendizagem contempla ações de fruição, construção da obra…

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RJ – Na ABI, mais de 600 pessoas exigem a saída de deputado/pastor do PSC da presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara

 
 
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Caetano Veloso conversa com Jean Wyllys; ao fundo, Preta Gil fala com Marcelo Freixo na sede da ABI. Foto: Pedro Kirilos/Agência O Globo.

Cássio Bruno – O Globo

RIO – Um ato que reuniu na noite desta segunda-feira, no Rio, artistas como Caetano Veloso e Wagner Moura, além de parlamentares e lideranças religiosas de vários segmentos pediu a saída do deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) da presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. O evento, realizado no auditório da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), foi organizado pelo deputado federal Jean Wyllys e pelo deputado estadual Marcelo Freixo, ambos do PSOL.

No local, foram recolhidas assinaturas para um abaixo-assinado contra Feliciano, que será entregue nesta terça-feira ao presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). Alves, inclusive, já disse que a situação de Feliciano ficou “insustentável” e que o caso seria resolvido amanhã. Em seu discurso, Caetano Veloso afirmou que o momento é de união:

– Não é admissível que essa Comissão de Direitos Humanos e de Minoria esteja sendo dirigida e presidida por um pastor que expressou nitidamente a intolerância, tanto da ordem sexual como racial. É fato conhecido e notório. Esse é um momento que nós deveríamos estar reunidos para tentar defender o que significa ter um Congresso. Porque o maior perigo é levar o povo brasileiro a desprezar esse nível do exercício do Poder Legislativo. Isso pode criar uma má impressão do que é democracia. Estamos reunidos aqui hoje para dizer que no Congresso não se pode fazer coisas absurdas, significa também dizer que nós não queremos viver sem o Congresso – afirmou o músico e compositor, muito aplaudido pela plateia de pelo menos 600 pessoas, que lotaram o auditório da ABI.

O ato contou ainda com a participação de entidades como a ONG Justiça Global e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), além dos deputados Chico Alencar (PSOL) e Alessandro Molon (PT). As atrizes Leandra Leal e Dira Paes, a cantora Preta Gil, índios da Aldeia Maracanã e ativistas do grupo Femen também foram à ABI. Ativistas do movimento negro, representantes da Igreja Católica, da Igreja Presbiteriana, da Ubanda e judeus também estiveram no local.

Jean Wyllys ressaltou que a iniciativa do protesto não é apenas lutar contra a permanência de Marco Feliciano à frente da comissão, mas também, segundo o parlamentar, lutar contra o “projeto fundamentalista” que Feliciano representa. Ele disse ainda que os possíveis pré-candidatos à Presidência da República em 2014, Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB), Marina Silva (REDE) e Eduardo Campos (PSB) deveriam participar deste debate.

– Toda a sociedade está engajada. E o comportamento dessas quatro pessoas potenciais candidatos no ano que vem é ignorar esse movimento. Isso é inadmissível – declarou o deputado, lembrando de questões referentes aos direitos LGBT e à religião. Para ele, este tema foi ignorado na última eleição para a Presidência da República, em 2010.

Marcelo Freixo também ressaltou que o objetivo não é apenas retirar Feliciano do cargo. Ele disse que 11 dos 18 deputados da comissão pertencem ao grupo político de pastor:

– Hoje ou amanhã o Feliciano pode ser trocado e entrar um deputado que não diz tanta coisa que choque, mas pode representar a mesma política de anulação da comissão.

Chico Alencar ironizou a fala de Feliciano ao programa “Pânico na TV”. Ele havia dito que só sairia morto da comissão.

– Ouvi dizer que ele (Feliciano) disse que só sairia morto. Nós, defensores dos direitos humanos, queremos matá-lo politicamente.

Já o ator Wagner Moura criticou a postura de membros do PSC.

– Acho muito desonesto os parlamentares do PSC dizerem que a oposição ao nome do Feliciano à presidência é uma intolerância contra a figura dele. É, portanto, significativa a presença de vários líderes religiosos aqui, inclusive os pastores presbiterianos

http://extra.globo.com/noticias/brasil/na-abi-caetano-veloso-militantes-pedem-saida-de-feliciano-7943416.html