Mauricio Dias: STF e o avanço do arbítrio

bloglimpinhoecheiroso

Mauricio Dias na Carta Capital

Os adeptos da judicialização da política sustentam o estandarte de que cabe ao Supremo Tribunal Federal “errar por último”. O lema foi resgatado, agora por oportunismo, dos tempos em que a República brasileira engatinhava e se equilibrava nas influentes formulações de Rui Barbosa.

Rui falou “causa finita”. Era o bastante. Mas, com o tempo, a tese tornou-se biombo de perigos agora palpáveis.

“O Supremo está se tornando uma fonte de insegurança jurídica, contrariando em momentos jurisprudenciais estratégicos a codificação legal e processual existente no País e alargando o território delegado ao arbítrio do juiz”, alerta o cientista político Wanderley Guilherme dos Santos.

A população aprova o STF? O Ibope testou essa questão pela primeira vez, logo após a votação do dito “mensalão do PT”. O resultado não confirma. O tribunal alcançou apenas 54 pontos. O que pensar da mais alta Corte de Justiça do País…

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Cruzada Nacional Contra el Hambre paga $1 500 000 por diseño de imagen.

ExpresionSigloXXl

La cruzada nacional contra el hambre no ha causado más que malestar entre la población, el derroche de recursos del proyecto a cargo de Rosario Robles sale a la luz, con información publicada en SEDESOL se puede ver que la imagen de la cruzada tuvo un costo de $1 500 000 de pesos. El diseño de ‘Pepe Tenedor’ costó más que todo el apoyo que recibirá todo el estado de Tabasco por dicha cruzada, esto por poner un ejemplo. Además SEDESOL no aclara si la empresa encargada del diseño es la misma donde labora la hermana menor de Rosario Robles, dicha empresa se encarga de la publicidad de PEPSICO, una de las compañías con las que tiene acuerdo la cruzada contra el hambre.

Además la semana pasada salió a la luz que Rosario Robles decidió promocionar un hash tag en twitter cuyo costo es de $2 400 000 pesos al…

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OMS: ‘no podemos relajarnos’ ante gripe aviar

UDUAL Press

Los expertos de la Organización Mundial de la Salud (OMS) llegados a China para estudiar el avance de la nueva cepa de gripe aviaria H7N9, que ya ha causado 22 muertos, indicaron hoy que “aún no podemos relajarnos”, al mismo tiempo que felicitaron al Gobierno chino por su pronta respuesta y control.

“Aún no podemos relajarnos. Va a ser muy importante ver qué pasa en los próximos días o meses. Es posible que se encuentren otras infecciones y que con la primavera se reduzca la transmisión. Así que habrá otros efectos contribuyentes”, indicó la responsable del Centro de Cooperación de la OMS en Melbourne para la Investigación sobre la Gripe, Anne Kelso, en conferencia de prensa en Pekín.

Kelson añadió que “la drástica disminución” de los casos de afectados por el virus H7N9 en la ciudad oriental de Shanghái, que hasta el momento ha registrado 33 casos y…

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O trem e o pé de laranja lima, por José de Abreu

O trem e o pé de laranja lima, por José de Abreu

O TREM E O PÉ DE LARANJA LIMA

 

José de Abreu

 

No final década de 50, na minha natal Santa Rita do Passa Quatro-SP, uma das maiores e arriscadas diversões da molecada era pegar o trem de bitola estreita, com locomotiva à vapor, que ligava minha cidade ao mundo, com destino à Usina Vassununga de Açucar e Álcool. Numa subida bem íngreme, onde a força do vapor era suficiente apenas para fazer o trem se arrastar morro acima, saltávamos, corríamos feito loucos por um caminho demarcado por pés de erva-cidreira que margeava os trilhos e esperávamos, exaustos, a chegada do bicho. Subíamos de volta ao trem segundos antes da chegada no topo da montanha, a partir de onde, pela facilidade do terreno, ele voltava à velocidade normal, uns 5 ou 10km/h.

 

Um dia veio a terrível notícia de que o ramal de bitola estreita seria desativado. Logo em seguida também o de bitola larga que ia de Porto Ferreira para a capital: os ônibus haviam chegado, assim como o asfalto, junto com JK.

 

Ainda peguei, alguns anos depois, o noturno de São Paulo para Ourinhos indo pra fazenda de um tio no Paraná, com restaurante, cabine e leito, assim como o que fazia Rio-São Paulo, um dos últimos a resistir ao domínio do asfalto.

 

Os outros contatos com o trem vieram mais tarde através da literatura, de Bandeira do “café com pão” a Tolstoi, e pela música de VillaLobos e Milton e seu clube de mineiros das esquinas da vida. Aliás o trem tem tudo a ver com Minas, a ponto da palavra ter seu significado ampliado na expressão “ô trem bão, sô!”. No sul, meus amigos Kleiton e Kledir estouraram com Maria Fumaça numa deliciosa viagem musical. De trem.

 

Pois agora, tal qual  Anna Karenina, eis que o “Portuga” do filme “Meu Pé de Laranja Lima”, (adaptação de Marcos Bernstein e Melanie Dimantas do romance de José Mauro de Vasconcelos)  é atropelado tal qual a personagem do clássico russo. E quase como num suicídio: com seu Citroen 11-Legère, Traction Avant, Portuga adorava disputar com o trem quem cruzava primeiro uma “passagem de nível”. Um dia o trem foi mais “ligeiro”, com o perdão do trocadilho infame e equivocado, e lá se foi o Portuga. ( O tal carrinho, “que se alguém conseguisse capotar ganharia um novo”, como se dizia na época, era por muitos chamados de “ligeirinho”, apesar do significado da palavra “légère” ser “leve”.)

 

Reassistindo ao filme agora, no lançamento, a presença do trem se tornou ainda mais forte e reativou ainda mais minhas memórias da infância. Hoje a estação da Companhia Paulista de Estrada de Ferro em Santa Rita se tornou um Centro Cultural como em muitas cidades do Estado de São Paulo e de outros Estados. Mais precisamente o Museu Zequinha de Abreu, meu honônimo, embora sem parentesco, autor de uma das músicas mais gravadas de todos os tempos, Tico Tico no Fubá.

 

O filme “Meu Pé de Laranja Lima” se passa em Minas, fala da infância do protagonista Zezé, de seus medos, sofrimentos e sonhos, e o trem é um personagem marcante.

 

Trem, para os brasileiros da minha geração lembra infância, saudades, tempos vividos. O trem no Brasil nao tem presente, só passado. E revendo o filme percebi o tamanho do equivoco de um dos personagens que mais gostei de fazer no teatro e no cinema: Juscelino Kubisticheck de Oliveira. Um mineiro. Ô trem esquisito, sô!

 

José de Abreu, ator, produtor e diretor 

LEIA E REPASSE…

Amaury Ribeiro Júnior em coletiva no Barão rechaça neoliberalismo e afirma: “concessão é privatização”

abril 24th, 2013 by mariafro

Campanha “Amaury Ribeiro Júnior na Academia Brasileira de Letras” ganha corpo e avança contra FHC

Em coletiva no Barão de Itararé, autor de “A privataria tucana” rechaça neoliberalismo e afirma: “concessão é privatização”

Por Leonardo Wexell Severo

 

24/04/2013

Foto: Elineudo Meira – Chokito

Altamiro Borges, Amaury Ribeiro Júnior e Paulo Henrique Amorim, durante coletiva no Barão de Itararé,

A campanha “Amaury Ribeiro Júnior na Academia Brasileira de Letras” ganhou novo impulso após a entrevista coletiva realizada com nomes pesados da globosfera e da mídia alternativa – transmitida ao vivo pela TVT -, na noite desta terça-feira (23), no Centro de Estudos de Mídia Barão de Itararé, em São Paulo. Durante uma hora e meia, o autor de “A privataria tucana” demonstrou as razões pelas quais sua candidatura à “imortalidade” vem mobilizando tanta gente, em contraposição à indicação de Fernando Henrique Cardoso.

Esbanjando bom humor, Altamiro Borges – Blog do Miro–  e Paulo Henrique Amorim – Conversa Afiada  fizeram o preâmbulo, ridicularizando o mau gosto da indicação do tucano, citado para a cadeira 36 da ABL pela pena de Celso Lafer, o submisso ex-ministro de FHC. Sem o mínimo de dignidade e respeito à representação do povo brasileiro, de forma vexatória, recordaram, Lafer retirou os sapatos para entrar nos Estados Unidos.
Eduardo Guimarães – Blog Cidadania –  lembrou que o silêncio dos grandes conglomerados de comunicação sobre a obra “imortal” de Amaury fala por si, e da repulsa popular à grande “obra” de Fernando Henrique, a dilapidação do patrimônio público nacional. “Na caminhada até a sede da ABL para protocolar a candidatura do Amaury vamos lançar a campanha ‘A cadeira 36 é nossa’, para que FHC não a privatize”, ironizou Sérgio Cruz, representando o jornal Hora do Povo.
Rodrigo Viana – Escrevinhador – condenou a tentativa de “assassinato da reputação” de Amaury, jornalista que trabalhou em “O Globo”, “Correio Braziliense”, “IstoÉ”, “Estado de Minas”, e hoje é produtor especial de reportagens na “TV Record”, e que já ganhou três vezes o Prêmio Esso de Jornalismo. “Esses jornais que Amaury trabalhou, inclusive para a família Marinho, começaram a tratá-lo como um cidadão de segunda classe, quase como um bandido”, frisou Rodrigo, denunciando o “cerco pessoal” a que o jornalista foi submetido.
Para Joaquim Palhares, coordenador da Carta Maior, como a figura de Fernando Henrique está colada com as privatizações, “com um governo que quebrou o país três vezes”, a candidatura de Amaury representa o necessário contraponto das forças progressistas e da nação brasileira.

CONTRA DILMA, MÍDIA TIROU A MÁSCARA
Amaury avalia que os conglomerados privados de mídia tiveram um papel militante, de oposição à candidatura de Dilma Rousseff, perfilados com o tucano José Serra. “Na eleição passada a imprensa tirou a máscara mesmo, nem tentou disfarçar, e partiu para a canalhice de vez. Disseram: nós temos candidato e vamos fazer qualquer jogo sujo. Perderam a vergonha mesmo. Só não foi uma tragédia graças a vocês, que eles chamam de ‘blogueiros sujos’, que fizeram a diferença e evitaram um massacre. Se não fossem vocês, eu também estaria morto”, declarou.

Essa campanha de desinformação e calúnias da mídia tinha um propósito. “Todos os dias eles me colocavam no jornal Nacional como um bandido”, lembrou o autor, alertando que para levar Serra ao segundo turno era necessário blindá-lo e acusar os denunciantes sobre os crimes da privatização. Essa “verdadeira roubalheira” tem sido escondida, “porque não há um promotor de justiça, delegado da Polícia Federal ou juiz que não tenha o livro, só não tem apuração”.

“CONCESSÃO É PRIVATIZAÇÃO”
Ao condenar a “maquiagem de privatização” atualmente em curso no país, Amaury destacou que “concessão como a dos aeroportos, de certa forma é privatização”. “Isso foi a maior bobagem que esse governo fez, pois conseguiu levantar uma coisa que estava praticamente morta”. [O processo de “privatizações através de concessões” foi assumido pelo presidente do BNDES, Luciano Coutinho, que tem outra avaliação sobre a “bobagem”]. Infelizmente, disse Amaury, “agora temos que ouvir a Elena Landau dizer que a Dilma é a mãe das privatizações”, o que além de ser ruim para o país, desarma a militância do ponto de vista político e ideológico e confunde a população. Essa inflexão do governo, informou, repercutiu negativamente nas vendas do seu livro, que tiveram vertiginosa queda após o anúncio dessas “concessões”, jogando um balde de água fria na contundência da denúncia.

Anunciando que vem aí a Privataria II, o autor recordou que o tema das privatizações é uma marca de um momento histórico cuja “tragédia” não deveria ser jamais esquecida, pelo que representou enquanto dilapidação e entrega do patrimônio público, mas também enquanto dramas pessoais, pois “teve gente que se matou”.

Sobre a campanha popular em defesa da vaga na ABL, o autor foi enfático: “O candidato é o livro, a privataria é imortal”.