Poemas de Orley Mesquita

passeipostei

 Poema biográfico

                                      

 

 

Minha vida sou eu de lado alado.
Se colho uma flor do meu jardim
Um gato reinventa-se no telhado.

Quando a lua me deixa embriagado,
Cerro os olhos de nojo e sofrimento.
Visto meu terno branco, hoje cinzento,
E vou-me divertindo com o diabo.

A noite do que fui deixou-me cego;
Nem me restaram versos a rezar.
Cubro meu corpo de jóias impossíveis
E bebo geometrias do sonhar.

Faço contas. Passo tudo a limpo.
Varro o chão de vidro do pesar.
Embriaga-me o fruto adormecido
E sou meu próprio sangue: sou o mar.

Prego bandeiras de papel carbono
Datilografo o nome a rasurar.
Corrijo o verbo, penso esquecimentos,
E referto de mim vou-me deitar.

 

 

 

 

 

Imagem 

Poema Fácil

 

 

 

Amei Fernando
E amei Julinho.
Amei a pedra
E a flor insana.
Amei o mundo
E os seus mistérios,
Que…

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