Na delegacia, irmão de pastor Marcos

Na delegacia, irmão de pastor Marcos se nega a falar sobre postagens na internet

Allan Pereira, irmão do pastor Marcos Pereira, saindo da 64ª DP (São João de Meriti), após prestar depoimento
Allan Pereira, irmão do pastor Marcos Pereira, saindo da 64ª DP (São João de Meriti), após prestar depoimento Foto: Fabiano Rocha / Extra / Agência O Globo
Rafael Soares
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O delegado Delmir Gouvêa, da 64ª DP (São João de Meriti), afirmou que Allan Pereira, irmão do pastor Marcos – preso acusado de dois estupros de fiéis da Assembleia de Deus dos Últimos Dias -, não quis se pronunciar na delegacia sobre as acusações de injúria por conta de postagens no Facebook. Duas supostas vítimas, o pastor Rogério Menezes, testemunha no inquérito que investiga estupros cometidos pelo pastor, e o delegado da Delegacia de Combate às Drogas, Márcio Mendonça, registraram ocorrência contra Pereira. O depoimento de Allan, na manhã desta quarta-feira, durou cerca de 50 minutos.

Mendonça é chamado de “delegado do diabo” na página do irmão do pastor. Já as duas vítimas tiveram imagens tiradas de suas contas na rede social e postadas na de Allan, acompanhadas do texto: “Será que o pastor Marcos teria coragem de pecar com esses dragões?”.

 

Allan Pereira chama vítimas de
Allan Pereira chama vítimas de “dragões”

 

– Ele só negou que quisesse ofender as pessoas, mas todas as ocorrências vão para a Justiça ainda hoje. A pena vai de um a seis meses por condenação e pode ser aumentada por conta da injúria contra o delegado, que foi ofendido no exercício de sua profissão – explicou Gouvêa.

O delegado também enviou ao Ministério Público nesta quarta-feira o inquérito que investiga a coação de uma vítima e uma testemunha por conta do inquérito que investiga os supostos estupros do pastor. Foram indiciados o pastor, considerado o mandante das ameaças, seu filho, Felipe Pereira, e dois funcionários da Assembleia de Deus dos Últimos Dias, igreja fundada pelo pastor.

Durante as investigações, as duas vítimas – um casal que havia parado de frequentar a igreja por conta dos supostos abusos sexuais sofridos pela mulher – relataram em depoimento que, no dia em que foram depor na Delegacia de Combate às Drogas (Dcod), em março do ano passado, cinco pessoas, entre elas o filho do pastor, foram à casa delas. Do lado de fora do portão, os acusados teriam gritado: “Cuidado com o que vocês estão falando do ungido”, se referindo ao pastor. Os acusados negam que foram fazer ameaças ao casal e afirmam que foram à casa porque já haviam marcado encontro. Em depoimento na prisão, o pastor negou que soubesse do encontro.

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Julgamento de embargos sem previsão de tempo

País

Hoje às 20h14 – Atualizada hoje às 20h18

Julgamento de embargos sem previsão de tempo

Barbosa acha que sessões só começarão em agosto

Jornal do BrasilLuiz Orlando Carneiro+AAImprimir

Brasília –  Em rápida sessão administrativa realizada na noite desta quarta-feira (22/5), por proposta do decano Celso de Mello, os ministros do Supremo Tribunal Federal decidiram que o início do julgamento dos embargos declaratórios dos 25 condenados na ação penal do mensalão só ocorrerá 10 dias depois de o relator do processo, Joaquim Barbosa, se considerar “preparado”, e mandar publicar, no Diário da Justiça e no site do STF, a data do reinício das sessões.

Barbosa: "estou longe de estar preparado" 
Barbosa: “estou longe de estar preparado” 

Logo depois da reunião, Barbosa admitiu, ao ser indagado pelos repórteres, que as sessões para a discussão e votação dos embargos (apenas os declaratórios) só devem ser realizadas depois do recesso de julho do STF.

Duranta a sessão administrativa, ele disse aos seus pares que “estou longe de estar preparado” para levar já os recursos a julgamento, já que há peças de mais de 150 páginas.

A proposta feita pelo ministro Celso de Mello não estava na pauta da sessão administrativa, mas o decano pediu ao presidente do STF que “todos” (ministros, o chefe do Ministério Público, os réus e seus advogados) fossem informados do início do julgamento dos embargos com uma antecedência de pelo menos 10 dias, a fim de que se preparassem devidamente os seus votos, e não fossem surpreendidos pelo relator. No caso, o próprio ministro Joaquim Barbosa logo concordou com a proposta, assim como os demais ministros.

 

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