DO BLOG DO XICO SÁ…

Em um encontro no final de semana, aqui em SP, para um evento do Sesc Santo Amaro, tive a felicidade de dividir a mesa do botequim sentimental com o historiador Paulo César de Araujo (“Eu não sou cachorro não”), Fausto Fawcett (o homem de Kátia Flávia e Favelost) e o joiadíssimo Falcão (“I’m not dog no”).

O papo era sobre a música cafona, romântica ou brega. Brega, defendeu Araújo, como substantivo, não adjetivo. Falou e disse tudo o baiano censurado pelo Rei –a sua biografia “Roberto Carlos em detalhes” foi retirada das livrarias.

No que Fawcett lembrou da genialidade de Evaldo Braga (“Sorria, meu bem”), pioneiro ao incorporar “black music” ao breguismo, cantor fluminense morto ainda em 1973, aos 27 anos. Daí viajamos a respeito de outros astros do gênero.

Aquela conversa me levou a uma lista dos “12 mais do brega”, um LP completo da nossa canção romântica. Os fundamentais, digamos assim. Fazer lista é cometer injustiças. Arrisco:

Ih, de cara aponto as falhas imperdoáveis: Fernando Mendes, Wanderley Cardoso, Sidney Magal, Bartô Galeno, Genival Santos, Raimundo Soldado, Maurício Reis, Adelino Nascimento… E como pude deixar de fora o Amado Batista, madre de Diós? Agora cabe a você, amigo, reparar as injustiças.

BLOG DO EMIR SADER

 

16/01/2013

 

Os epicentros das guerras imperialistas

 

 
 

Entra ano e sai ano da era da hegemonia imperial norte-americana, a agenda das guerras não deixa de se alongar. Ao Afeganistão e ao Iraque se somaram a Líbia e a Síria e a lista só tende a ser maior.

Os presidentes dos EUA, em cada aniversário da invasão do Afeganistão e do Iraque, se felicitam pela vitória nessas guerras. Quem olha para esses países e se lembra das promessas de instauração de democracias – estilo ocidental –, só pode achar totalmente absurdas essas afirmações. Bastaria perguntar para algum deles se gostariam de passar as férias em algum desses países, se mandariam seus filhos ou netos estudar lá, para que eles mudassem na hora de fisionomia.

Eles se consideram vitoriosos, diante de países completamente devastados, que continuam a ser assolados pela violência cotidiana, porque seu critério é outro. Os EUA consideram que lograram seu objetivo, porque este era que não houvesse mais atentados como aqueles de 2001. O que lhes interessa é restabelecer a invulnerabilidade do seu território, ao preço que seja.

Não importa se devastaram a civilização mais antiga da humanidade, se militarizaram totalmente a vida daqueles dois países, com centenas de milhares de mortos. Estão contentes porque, desde então, os surtos de violência nos EUA se dão nos massacres nas escolas, feitos por norte-americanos, com armas norte-americanas.

Desde então vieram os bombardeios na Líbia, agora o armamento da oposição na Síria e as contínuas ameaças ao Irã. É esse o cenário da Pax Norte-americana no mundo.

Enquanto isso, na África a fragilidade dos Estados neocolonizados se vê às voltas, cada vez mais, com rebeliões. Sociedades sem nenhuma coesão, sustentadas por exércitos treinados e armados pelos EUA e pelas potências neocoloniais europeias, com sociedades dilapidadas pela exploração de suas riquezas naturais, são frágeis diante da coesão que grupos religiosos permitem. Dispondo de armamentos que as próprias potências imperialistas despejam em grande quantidade em conflitos em que se envolvem – como, por exemplo, na Líbia e na Síria -, esses grupos vêem como presas fáceis os Estados sustentados militarmente pelas FFAA e pelo apoio externo.

O Mali é apenas um dos tantos casos. Depois de ser considerado um modelo de democracia pela mídia ocidental, em abril as FFAA derrubaram sem nenhuma resistência ao presidente eleito, e não foram convocadas eleições até hoje. Os ataques dos grupos que já controlam o norte e parte do centro do Mali encontram resposta armada da França, que bombardeia sistematicamente as regiões controladas pelos opositores. Mas não há nenhuma condição de ocupar esses territórios, mesmo militarmente.

O conflito é um pântano em que a França se meteu e onde, cada vez mais, vai se afundar. Hoje, 75% da população francesa – por enquanto, quando ainda não chegam cadáveres de franceses – apoiam a ação militar e 84% da esquerda a apoia. Isso confirma que o elemento neocolonial francês sobrevive, e conta com os socialistas para isso. Mas a aventura vai custar caro à França e ao próprio governo Hollande.

Postado por Emir Sader às 21:03

Saiba quais são e onde estão os drones usados pelos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, realizará nesta quinta-feira um discurso no qual defenderá o uso de drones (aeronaves não-tripuladas) no exterior e estabelecerá um caminho para o fechamento da prisão militar na baía de Guantánamo (Cuba). Saiba mais sobre os equipamentos americanos:

  Editoria de Arte/Folhapress  

Leia 

MAIS DENGUE

Assim como a Baixada Santista, pelo menos 55 cidades do interior de São Paulo já enfrentam epidemia de dengue neste ano. A concentração de casos ocorre nas regiões de São José do Rio Preto (438 km de São Paulo) e Ribeirão Preto (313 km de SP). Só a cidade de Rio Preto, são 11.051 casos confirmados em 2013, segundo boletim divulgado na manhã desta quinta-feira (23). Naquela região, há no total ao menos 32 municípios com estado epidêmico da doença neste ano

Baixada Santista bate recorde de casos de dengue

A Baixada Santista bateu o recorde de casos de dengue neste ano. A região registrou 25,8 mil casos desde o início do ano, superando todo o ano de 2010, quando 25,3 mil pessoas foram infectadas pela doença. Os dados foram coletados com as prefeituras, que apontam a incidência do vírus tipo 4 da doença como principal fator para a epidemia. O tipo 4 não é considerado o mais agressivo, mas preocupa porque boa parte da população não tem imunidade contra esse vírus. O recorde considera os números desde 1990, quando começou o controle estatístico (veja quadro abaixo). Até esta quarta-feira (22), haviam sido confirmadas 11 mortes em virtude da doença, sendo cinco em Santos, três em Cubatão, duas em São Vicente e uma em Guarujá. Outros cinco casos aguardam confirmação do Instituto Adolfo Lutz. Em 2010, 71 pessoas morreram em virtude da doença

Aluguel residencial novo sobe 8% na cidade de São Paulo

Os contratos de aluguel residencial firmados em abril na cidade de São Paulo subiram 8% em 12 meses, de acordo com pesquisa do Secovi-SP (Sindicato da Habitação). O percentual é maior que os 6,5% da inflação oficial do período, medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). A alta do aluguel também ficou maior que a variação do IGP-M (Índice Geral de Preços-Mercado), da Fundação Getúlio Vargas, de 7,3%. O IGP-M serve de referência para o reajuste da maioria dos contratos de aluguel. Na comparação de abril com março, a alta dos contratos de aluguel fechados em abril foi de 1%.