JUSTIFICATIVA DO REFERIDO PROMOTOR!!!

Curioso o jornal evocado pelo promotor que incitou publicamente o crime em sua página do Facebook e depois deletou o post. Eis sua emenda tal qual o soneto.

Fica a questão: a Corregedoria do MP vai ser acionada? Os demais promotores acham normal que um colega sugira no Facebook que a PM atire em manifestantes do Movimento Passe Livre que ele arquivaria inquérito? Acompanhemos.

Por Rogério Zagallo em sua Página do Facebook

Prezados amigos.

Com relação ao post que circulou em minha página do facebook na última sexta-feira, sobretudo diante de sua enorme repercussão, venho aqui novamente para expressar o quanto segue:

1 – QUE entendo como lícita e válida toda forma de protesto, debate e discussão sobre temas que estão na pauta da administração de uma grande cidade. Penso ser corolário da democracia o direito ao inconformismo e ao questionamento das decisões de nossos governantes. Sinceramente, acredito que o Movimento Passe Livre, exercitou seu legítimo direito ao protesto;

3 QUE, apesar de entender que o MPL estava exercitando um direito legítimo, discordo, democraticamente, da forma de protesto.
De fato, acredito que o o MPL estava rigorosamente dentro da legitimidade ao protestar contra o aumento da tarifa de ônibus, todavia, não me retrato (da permanência em minha página) acerca do mérito do comentário, pois, não concordo com a forma de execução da legítima manifestação do grupo chamado MPL Movimento do Passe Livre.
Sobre esse assunto, invoco o editorial de um dos mais respeitados e lidos jornais do Brasil, o O Estado de São Paulo, publicado no dia de ontem (09/06).
Dele se extrai a seguinte comentário ao qual adiro plenamente:
“DEVE-SE LEVAR EM CONTA AINDA QUE A CAPITAL PAULISTA ESTÁ PAGANDO O PREÇO DA FALTA DE FIRMEZA DAS AUTORIDADES – AO LONGO DAS ÚLTIMAS DÉCADAS – DIANTE DE MANIFESTAÇÕES SELVAGENS COMO A DE QUINTA-FEIRA. PEQUENOS GRUPOS AGUERRIDOS – O PROTESTEO DO MPL REUNIU APENAS CERCA DE MIL MANIFESTANTES – PARA QUANDO QUEREM A AVENIDA PAULISTA E OUTRAS VIAS IMPORTANTES DA CIDADE, DESCONHECENDO SOLENEMENTE AS PROIBIÇÕES EXISTENTES NESSE SENTIDO. PARA NÃO FICAR MAL PERANTE OS CHAMADOS MOVIMENTOS SOCIAIS, AS AUTORIDADES TÊM TOLERADO OS SEUS DESMANDOS. AGORA MESMO, O PREFEITO FERNANDO HADDAD, EM VEZ DE CONDENAR O VANDALISMO PROMOVIDO PELO MOVIMENTO PASSE LIVRE, SE APRESSOU AO DIÁLOGO. VAI DISCUTIR COM ESSE BANDO DE VÁNDALOS A TARIFA ZERO?” (sic).
Mais não é preciso falar. Notem que o respeitado jornal O Estado de São Paulo fala em “MANIFESTAÇÃO SELVAGEM” e “BANDO DE VÁNDALOS”…
Nesse sentido, entendo que muitas pessoas que necessitavam de auxílio médico ou que tinham compromissos pessoais e profissionais ficaram cerceados de alguns de seys comezinhos direitos entre eles, o de ir e vir. Por sinal, registro que recebi – e tenho recebido – inúmeras manifestações de apoio e concordância, o que demonstra a viabilidade do desabafo perante algumas camadas da sociedade que também se sentiram importunadas com tais atos;

4 – QUE o comentário foi fruto puramente de desabafo feito por pessoas que estavam há muito tempo paradas no trânsito (3 horas ao total), mas que tinham compromisso com seus filhos de poucos anos de idade que os aguardavam sozinhos para serem apanhados. Sabia-se que as crianças estavam nervosas e ansiosas esperando serem resgatadas e levadas para suas casas;

5 – QUE o comentário relativo ao arquivamento de inquérito policial foi apenas uma forma de expressão, jamais caracterizando a aquiescência com execuções ou arbitrariedades. Por sinal, qualquer pessoa minimamente dotada de boa-fé perceberia que aquilo jamais poderia representar a verdade ou caracterizar minha forma de atuar como Promotor de Justiça. Evidentemente, qualquer interessado pode consultar minha biografia para perceber que aquilo foi apenas a maneira de extravazar um descontentamento com o momento e com a incapacidade de alcançar, junto com outro amigo, os filhos que, angustiados, clamavam, pelos respectivos telefones, por suas chegadas;

6 – QUE apesar de ter permitido a veiculação em minha página do facebook de um comentário relativo ao meu modo de atuar perante o Tribunal do Júri, EM NENHUM MOMENTO AGI COMO PROMOTOR DE JUSTIÇA, mas sim como cidadão e, especial, na qualidade de um pai que estava deveras angustiado com a enorme dificuldade em alcançar seu filho de pouca idade que, nervoso, o esperava ;

7 – QUE, por questão de justiça, afasto qualquer vinculação do comentário que permiti fosse veiculado em minha página com o Ministério Público ou com sua atuação. Como dito, minha atuação foi de um cidadão, um pai tenso e preocupado;

8 – QUE, quando permiti a permanência do comentário em minha página do facebook, avaliei que estaria fulcrado no direito à livre expressão e opinião, garantido pela Constituição Federal. Se a avaliação foi equivocada, atribuo ao enorme nervosismo a que estávamos submetidos em face da preocupação com o bem estar de seu filho;

9 – QUE, em face da enorme repercussão do comentário, hei por bem retira-lo de minha página do facebook;

10 – QUE quando permiti a veiculação do citado desabafo pelo facebook, não tinha a intenção de ofender alguém, mas, agora, ciente que isso pode ter ocorrido, desde logo, em ato sincero, peço escusas pelos inconvenientes. Se alguém entender que errei, por favor, aceite minhas desculpas como forma de reparar o inconveniente.

Agradeço a todos e, com essa explicação, espero ter ajudado a colocar uma pá de cal nessa celeuma que, involuntariamente, dei causa.

JOELMA ANUNCIA FIM DA BANDA E INÍCIO DE CARREIRA GOSPEL – DEUS OUVIU AS MINHAS PRECES!!!

Joelma anuncia fim da banda e início de carreira gospel

 

Joelma anuncia fim da banda e início de carreira gospel
Com o suposto fim da banda Calypso, a cantora Joelma avisou aos fãs que pretende seguir agora a carreira gospel. A declaração foi dada durante um show no final da noite deste sábado, 8, no São João da Capitá, festa junina de Recife.  Os fãs que estavam presentes na apresentação ficaram consternados com a mudança de estilo.
A filha da artista, Natália Sarraff, usou seu perfil no Facebook para apoiar a decisão da mãe: “tudo que é bom dura pouco? Pelo contrário, tudo que é bom dura para sempre, pois tudo de Deus dura para sempre. Feliz por sua decisão, minha mãe. Eu te apoio, pois te conheço e sei o que se passa em seu coração, e sei que agora você está feliz de verdade”.
Natália também comentou a comoção dos fãs de Joelma: “só acho assim: ninguém morreu, pelo contrário, acaba de nascer uma nova vida, a vida que Deus escreveu muito antes do nascimento. Então vamos parar de falar bobagens e agradecer a Deus! Pois tudo nessa vida só acontece se Ele permitir, e tudo é para Sua glória. Só sei dizer que estou feliz, feliz por saber que a pessoa que mais amo está feliz”.
Em entrevista ao G1 de Pernambuco, o empresário da banda Fábio Macedo afirmou que, por conta dos compromissos já assumidos, Joelma, que é evangélica, só vai se dedicar ao novo ritmo em 2015. A assessoria da banda, no entanto, ainda não se pronunciou sobre o fim da banda Calypso.
“A Joelma, em seus momentos de reflexão e oração, pede muito conselho a Deus sobre a carreira. Então hoje, diante do governador do estado, Eduardo Campos, e do prefeito [do Recife] Geraldo Julio, ela disse que teria muita vontade de entregar a sua carreira à obra de Deus e só cantar música gospel”, disse o empresário.
Polêmica – O suposto fim da banda está atrelado também à polêmica que Joelma se envolveu ao fazer declarações contra os homossexuais. Em março deste ano, em entrevista ao colunista Bruno Astuto, da revista Época, a cantora afirmou que ser gay é “como um drogado tentando se recuperar”.
“Tenho muitos fãs gays, mas a Bíblia diz que o casamento gay não é correto e sou contra… Já vi muitos se regenerarem. Conheço muitas mães que sofrem por terem filhos gays. É como um drogado tentando se recuperar”, afirmou ela.
 
Fonte http://atarde.uol.com.br/

O que a pesquisa DataFolha contra Dilma não mostrou e o que inventou

O que a pesquisa DataFolha contra Dilma não mostrou e o que inventou

 

postado porDaniel Menezes
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Há várias maneiras de manipular uma pesquisa de opinião (enviesar perguntas, concentrar a aplicação em determinados grupos sociais ou regionais, etc). Mas é preciso também ficar atento ao modo como os números são seletivamente apresentados pela imprensa. É que a manchete e a “análise” acabam por levar o leitor a uma compreensão diferente do que está posto pelos dados. Nesse sentido, a sondagem publicada hoje pela Folha, em que a aprovação do governo Dilma cai 8 pontos, é significativa.

Alguns apontamentos:

01 – A pergunta de escala (ótimo, bom, regular, ruim ou péssimo) não é a mais indicada para medir “aprovação”. Ela serve para “avaliar”. Por que ressaltar a diferença? Ora, porque o cidadão pode não está, circunstancialmente gostando do desempenho do governo, mas pode aprovar a presidente. A questão não é só de nomeclatura. Avaliar é diferente de aprovar. Veja que a confusão conceitual leva a conclusão jornalística de que Dilma está menos “popular” (texto da Folha se encontra depois das minhas ponderações).

Exemplo concreto de como a diferença é importante: Fernando Henrique, durante a sua reeleição, tinha a gestão mal “avaliada”. No entanto, sua popularidade como aquele que seria supostamente o mais capaz para enfrentar a crise de 1998 fez com ele lograsse êxito em sua jornada.

02 – No infográfico do levantamento é possível perceber que dos 8% em queda, 6% saíram do “bom e ótimo” e passaram para o “regular”. Esse movimento é típico do cidadão que assim raciociona: “estou desconfiado em relação a X fatores – daí a queda na avaliação –, mas ainda estou suscetível a aprovar o governo”.

O pequeno revés não pode ser desconsiderado. Entretanto, está claro que o eleitor não saiu de sua zona de conforto e ainda elegeria, se a eleição fosse hoje, a candidata do PT.

03 – O levantamento deveria aliar a pergunta de avaliação (ótimo, bom, regular, ruim ou péssimo) com a de aprovação (aprova ou não aprova). Desse modo, saberíamos se a queda foi de avaliação e/ou de popularidade.

Minha sensação? Penso ser improvável que a pergunta não tenha sido feita. Ninguém aplica uma pesquisa de tamanha magnitude sem empreender um levantamento sobre diferentes aspectos e enfoques, como foi o caso, conforme dados demonstrados sobre percepção do cidadão em relação a outros cenários, corrida eleitoral, etc.

Alias, os jornais tendem a não publicar aquilo que não “consideram” relevante. Quando faço levantamentos, sempre entrego a pesquisa integralmente e é o períodico quem seleciona o que vai entrar na reportagem. A linha ideológica do jornal dá o viés de como as estatísticas serão demonstradas. E pelo modo como a Folha sistematicamente pinta o Brasil como sinônimo de caos, acredito que os números bons foram deixados de lado.

As manchetes negativas imperam. Quando algo bom ocorre, o fato positivo é sempre contrabalançado com um “mas” e um evento desabonador depois – exemplo: Brasil melhora nisso, mas isso, isso e aquilo nos mantêm na pior posição e tal…

04 – Diz a Folha: “A presidente perdeu (“)popularidade(“) entre homens e mulheres, em todas as regiões do país, em todas as faixas de renda e em todas as faixas etárias, segundo o Datafolha”.

Qual é a base de tais afirmações (terroristas)?! Para isso ocorrer, seria necessário que todas as submudanças regionais, de sexo e de renda ocorressem para além da margem de erro em comparação a um contexto anterior. E é improvável que isso tenha acontecido, dado o revés de 8% (subamostras têm margem de erro maior). É uma fala jogada ao vento sem nenhum embasamento técnico mínimo.

Tanto é que nenhum número foi exposto.

05 – O texto diz ainda: “Os números do Datafolha indicam que a deterioração da imagem de Dilma é um reflexo do aumento do pessimismo dos brasileiros com a situação econômica do país e mostram que a população está mais preocupada com a inflação e o desemprego”.

Acho que estou sendo repetitivo, mas é inevitável: qual a base de tais afirmações?! Até acredito na inflação como argumento (a matéria demonstra um dado concreto quanto a inflação), mas não estamos em período de “pleno emprego” e “renda acima da inflação”?!

O que fundamenta análise tão perspicaz?!

AUSÊNCIA DE RIGOR CONCEITUAL

Produzo o meu doutorado sobre o impacto, grosso modo, de pesquisas de opinião e eleitoral. E impressiona o modo descuidado com que o Instituto Datafolha constroi conceitos empregados nas suas sondagens. O assunto é preocupante, pois uma simples palavra trocada/mal situada pode alterar a maneira como o respondente atribuirá uma sentença.

Exemplo prático:

Você é a favor da homossexualidade?

Ou

Você é a favor do homossexualismo?

Em estudo recente, o DataFolha aplicou a segunda indagação. Ora, a noção “homossexualismo”, ao contrário de “homossexualidade”, tem carga valorativa negativa e carrega o estigma de ter sido utilizada no passado como enquadramento patológico das relações homoafetivas, algo que a Organização Mundial de Saúde já rechaçou.

Em que pese o erro gritante, a Folha de São Paulo mobilizou alguns colunistas a se prestarem ao vergonhoso papel de defender o uso do abolido termo médico.

CIRCUITO DE LEGITIMAÇÃO

Na década de 1970, o sociólogo Pierre Bourdieu já tinha “cantado a pedra” – a imprensa forma a opinião, repetindo-a pelos mais diferentes caminhos e aspectos (vide o terrorismo contemporâneo no que tange o tema inflação, tecendo comparações esdrúxulas entre o período anterior ao controle inflacionário e o atual) e, ao término, aplica uma pesquisa mostrando a suposta novidade – a “opinião pública existe e tem medo da inflação”.

É por essas e outras que o estatístico americano George Gallup também denominava a pesquisa de opinião como “método de manipulação da opinião pública”.

 

Da Folha

Governo Dilma tem 57% de aprovação após queda de 8 pontos, diz Datafolha

 

A popularidade da presidente Dilma Rousseff caiu pela primeira vez desde o início de seu mandato, há dois anos.

Pesquisa feita pelo Datafolha na quinta e na sexta-feira mostra que 57% da população avalia seu governo como bom ou ótimo. São 8 pontos a menos que no levantamento anterior, feito em março.

A presidente perdeu popularidade entre homens e mulheres, em todas as regiões do país, em todas as faixas de renda e em todas as faixas etárias, segundo o Datafolha.

Os números do Datafolha indicam que a deterioração da imagem de Dilma é um reflexo do aumento do pessimismo dos brasileiros com a situação econômica do país e mostram que a população está mais preocupada com a inflação e o desemprego.

Para 51%, a inflação vai subir. Em março, esse índice era de 45%. A mesma tendência pode ser observada em questões sobre desemprego, poder de compra do salário, situação econômica do país e do próprio entrevistado.

 

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Apesar da queda de popularidade, a presidente Dilma Rousseff continua sendo a favorita para vencer a eleição presidencial do ano que vem.

No cenário mais provável da disputa, em que teria como adversários a ex-senadora Marina Silva (Rede), o senador Aécio Neves (PSDB) e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), Dilma teria 51% das intenções de voto, segundo o Datafolha.

São sete pontos a menos que o verificado no levantamento anterior, de março. Mas ainda assim é o suficiente para liquidar a eleição já no primeiro turno.

Em segundo lugar, com os mesmos 16% da última pesquisa, aparece Marina, atualmente engajada na criação de um novo partido político, a Rede Sustentabilidade.

Aécio foi o único que cresceu em relação ao levantamento de março. Ele tem agora 14% das intenções de voto, quatro pontos a mais que na pesquisa anterior.

Nessas oportunidades, Aécio criticou o governo com muita ênfase na inflação, objeto de crescente preocupação da população, conforme a mesma pesquisa.

Em quarto lugar na pesquisa, com 6% das intenções de voto, aparece o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB). O índice é mesmo obtido por ele no último levantamento.

A pesquisa foi realizada nos dias 6 e 7 de junho. Foram feitas 3.758 entrevistas. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Daniel Menezes

Sociólogo. Twitter: @DanielMenezesCP Email: danielgmenezes@hotmail.com