LEI DA MÍDIA DEMOCRÁTICA

Pressão Popular

LEI DA MÍDIA DEMOCRÁTICA

Para construir um país mais democrático e desenvolvido precisamos avançar na garantia ao direito à comunicação para todos e todas. O que isso significa? Significa ampliar a liberdade de expressão, para termos mais diversidade e pluralidade na televisão e no rádio.

Ainda que a Constituição Federal proíba os oligopólios e os monopólios dos meios de comunicação, menos de dez famílias concentram empresas de jornais, revistas, rádios, TVs e sites de comunicação no país. Isso é um entrave para garantir a diversidade.

Pare e pense! Como o índio, o negro, as mulheres, os homossexuais, o povo do campo, as crianças, aparecem na televisão brasileira? Como os cidadãos das diversas regiões, com suas diferentes culturas, etnias e características são representados? A liberdade de expressão não deveria ser para todos e não apenas para os grupos que representam os interesses econômicos e sociais de uma elite dominante? Existem espaços para a produção e…

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Jornalista Juca Kfouri é internado no Hospital Mater Dei

Jornalista Juca Kfouri é internado no Hospital Mater Dei

 
Álvaro Castro – Hoje em Dia
Reprodução
Jornalista Juca Kfouri é internado no Hospital Mater Dei

 

O jornalista Juca Kfouri, que trabalha para a Rádio CBN, os canais ESPN, e para o jornal “Folha de S. Paulo”, deu entrada nesta quarta-feira (26) com suspeita de acidente vascular cerebral (AVC), no hospital Mater Dei, bairro Santo Agostinho, região Centro-Sul de Belo Horizonte.
Segundo assessoria do hospital, um boletim com o estado do colunista será divulgado ainda durante esta tarde. Kfouri veio a BH para acompanhar o jogo entre Brasil e Uruguai, pelas semifinais da Copa das Confederações.
Juca Kifouri é notório por seu humor ácido e críticas apuradas à CBF, Seleção Brasileira e demais assuntos “indigestos” do esporte nacional. Trabalhou em veículos como a revista “Placar”, o programa “Cartão Verde” (TV Cultura), Rede Record, Globo, SBT, Rede TV!, CBN, “Folha de S. Paulo”, “Estadão”, “O Globo”, “Lance!” e ESPN. Ele é pai de quatro filhos, entre eles o também jornalista André Kfouri, repórter e apresentador da ESPN.

ÓTIMA NOTÍCIA…

Haddad cancela licitação de ônibus para São Paulo para haver mais participação popular

 
O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, cancelou a licitação para a contratação de empresas de ônibus, que vão prestar o serviço nos próximos 15 anos.

“Eu estou cancelando a licitação por uma razão muito simples. Nós não podemos assinar contratos de 15 anos sem participação popular. O momento que nós estamos exige a participação da sociedade. Eu vou instalar o Conselho de Transporte Público, um conselho municipal, com a participação dos usuários, com a participação do movimento social, junto com os empresários e com o governo”, disse o prefeito.

Segundo Haddad, o conselho poderá abrir as planilhas de custos do transporte público da cidade, “para que as pessoas tenham consciência dos custos que estão sendo enfrentados, com a presença do Ministério Público para que fique tudo em pratos limpos”. 

Os contratos atuais serão prorrogados até que a sociedade tenha segurança de que a nova licitação vai ser um contrato bom para a cidade, anunciou o prefeito. (Com informações da Agência Brasil)

Movimentos de comunicação marcam ato na sede da Rede Globo em São Paulo

POR MAIS VOZES

Movimentos de comunicação marcam ato na sede da Rede Globo em São Paulo

Protesto deve ser realizado na próxima quarta-feira (3). Plenária realizada ontem debateu agenda unificada. Ideia é aproveitar efervescência política para pautar democratização da mídia
por Gisele Brito, da RBA publicado 26/06/2013 10:46, última modificação 26/06/2013 11:01

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CC/MÍDIA NINJA
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São Paulo – Movimentos que defendem a democratização dos meios de comunicação realizaram na noite de ontem (26) uma plenária no vão livre do Masp, na Avenida Paulista, em São Paulo, para traçar uma estratégia de atuação. A ideia é aproveitar o ambiente de efervescência política para pautar o assunto. Concretamente, cerca de 100 participantes, decidiram realizar uma manifestação diante da sede da Rede Globo na cidade, na próxima quarta-feira (3).

A insatisfação popular em relação à mídia foi marcante nas recentes manifestações populares em São Paulo. Jornalistas de vários veículos de comunicação, em especial da Globo, foram hostilizados durante os protestos. No caso mais grave, um carro da rede Record, adaptado para ser usado como estúdio, foi incendiado.

Na plenária de ontem, o professor de gestão de políticas públicas da Universidade de São Paulo, Pablo Ortellado, avaliou que os jornais Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, a revista Veja e a própria Globo, por meio de editoriais, incentivaram o uso da violência para reprimir os manifestantes. Mas em seguida passaram a colaborar para dispersar a pauta de reivindicações que originaram a onda de protestos, ao incentivar a adoção de bandeiras exteriores à proposta do MPL – até então restrita à revogação do aumento das tarifas de ônibus, trens e metrô de R$ 3 para R$ 3,20.

Os movimentos sociais, no entanto, ainda buscam uma agenda de pautas concretas para atender a diversas demandas, que incluem a democratização das concessões públicas de rádio e TV, liberdade de expressão e acesso irrestrito à internet.

“Devíamos beber da experiência do MPL (Movimento Passe Livre) aqui em São Paulo, que além de ter uma meta geral, o passe livre, conseguiu mover a conjuntura claramente R$ 0,20 para a esquerda”, exemplificou Pedro Ekman, coordenador do Coletivo Intervozes. “A gente tem que achar os 20 centavos da comunicação. Achar uma pauta concreta que obrigue o governo federal a tomar uma decisão à esquerda e não mais uma decisão de conciliação com o poder midiático que sempre moveu o poder nesse país”, defendeu.

“A questão é urgente. Todos os avanços democráticos estão sendo brecadas pelo poder da mídia, que tem feito todos os esforços para impedir as reformas progressistas e para impor uma agenda conservadora, de retrocesso e perda de direitos”, afirmou Igor Felipe, da coordenação de comunicação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

A avaliação é que apesar de outras conquistas sociais, não houve avanços na questão da democratização da mídia. “Nós temos dez anos de um processo que resolveu não enfrentar essa pauta. Nós temos um ministro que é advogado das empresas de comunicação do ponto de vista do enfrentamento do debate público”, disse Ekman, referindo-se a Paulo Bernardo, da Comunicação.

Bernardo é criticado por ter, entre outras coisas, se posicionado contra mecanismos de controle social da mídia. “Eu não tenho dúvida que tudo isso passa pela saída dele. Fora, Paulo Bernardo!”, enfatizou Sérgio Amadeu, professor da Universidade Federal do ABC e coordenador do programa Praças Digitais da prefeitura de São Paulo.

Amadeu acusa o ministro de estar “fazendo o jogo das operadoras que querem controlar a Internet” e trabalhar para impedir a aprovação do atual texto do Marco Civil do setor. “Temos uma tarefa. Lutar sim, para junto dessa linha da reforma política colocar a democratização”, afirmou.

Rosane Bertotti, secretária nacional de comunicação da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e coordenadora geral do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação, enfatizou a importância da campanha de coleta de assinaturas para a proposta de iniciativa popular de uma nova lei geral de comunicação.

O projeto trata da regulamentação da radiodifusão e pretende garantir mais pluralidade nos conteúdos, transparência nos processos de concessão e evitar os monopólios. “Vamos levá-lo para as ruas e recolher 1,6 milhão de assinaturas. Esse projeto não vem de quem tem de fazer – o governo brasileiro e o Congresso –, mas virá da mão do povo”, disse.

PEC 37: GLOBO E GURGEL GANHAM MAS NÃO LEVAM

Publicado em 26/06/2013

PEC 37: GLOBO E GURGEL 
GANHAM MAS NÃO LEVAM

Se o monopólio da Polícia é um monstro, o que dizer das investigações secretas, opacas do MP ?

 

Faltam 26 dias para Gurgel descer à planície e encontrar o senador Collor.

A Globo lhe ofereceu um “golden parachute” – aquelas despedidas douradas que as empresas americanas dão aos leais servidores na hora de partir para o anonimato eterno.

O paraquedas de ouro foi a derrota retumbante da PEC-37 no Congresso.

A vitória só foi possível porque a Globo empurrou a questão na cobertura das passeatas e, inexplicavelmente, passaram a aparecer no meio dos telejornais (?) da Globo comerciais de 30” que custam, por inserção, R$ 400 mil, R$ 500 mil.

Quem pagou essa ninharia ?

O Demóstenes ?

(Quando o Demóstenes vai revelar o conteúdo das gravações que tem ?)

O Cachoeira ?

A vitória da Globo na campanha publicitária da PEC-37 foi provisória.

Agora, vem a regulamentação.

E se muitos congressistas não queriam ficar nas mão de um monstro – o monopólio de investigação da Polícia, muitos não querem ficar na mão de outro monstro – o Ministério Público descontrolado, de poderes ilimitados.

Clique aqui para ler “MP é o DOI-CODI da democracia”.

Assim é que na hora de a onça beber água e quando for feita a regulamentação, o Ministério Público será obrigado a investigar sob o regime do mesmo estatuto da Polícia.

Sob o controle da Magistratura, portanto.

Não pode sair por aí a investigar em silêncio, grampear quem bem entender, com a ajuda de um inexplicável Guardião, um verdadeiro gramping center.

Sob o controle a Magistratura, a investigação terá que estar aberta ao contraditório, sem agendas ocultas, pessoais.

O que interessa à sociedade é a produção das provas.

E o respeito às regras da Democracia no trabalho de produzir provas.

Se as provas vierem do MP ou da Polícia, é indiferente.

Desde que policiais e promotores se submetam às mesmas leis.

Tenham que prestar contas de seus métodos.

Vamos supor que essas regras estivessem para ser aprovadas ontem.

Mas, em respeito à “voz das ruas” (com a legenda da Globo) muitos parlamentares preferiram se fingir de mortos.

Vamos supor, amigo navegante, que um tresloucado Procurador de nome João Francisco de Oliveira e Souza resolva investigar um dos filhos de um filho do Roberto Marinho – eles não tem nome próprio.

Por uma vendeta pessoal, inconfessável.

O Procurador Souza não avisa a ninguém, grampeia o indigitado jovem, investiga sua vida pessoal e empresarial, compõe um dossiê completo sobre ele – no plano da pessoa e da vida dos negócios.

E resolva extrair dele um beneficio – em dinheiro, em prestígio, em poder.

Um comercialzinho de 30” no jn.

Ou apenas vingar-se.

Mostra o dossiê.

E o que faz o filho do filho do Roberto Marinho ?

Vai reclamar ao Gurgel ?

Quantos brasileiros já foram vítimas de investigações de promotores inescrupulosos absolutamente impunes ?

Na região de Campinas, por exemplo.

Terá sido possível ?

É uma hipótese remota, mas sempre uma hipótese.

E você, amigo navegante ?

Tem algum desafeto ?

E se o desafeto for amigo de um promotor ?

É isso o que a Globo quer para ela ?

Ela sabe melhor do que ninguém: o mundo gira e a Lusitana roda.

O mundo gira e o Procurador roda.

Paulo Henrique Amorim

Ecuador Risks

<nyt_headline version=”1.0″ type=” “>Ecuador Risks Trade Problems With U.S. if It Grants Asylum to Snowden

Meridith Kohut for The New York Times

Workers packaged roses on Tuesday at an industrial farm in Cayambe, Ecuador that supplies roses to Whole Foods stores in the United States. Analysts say that if the government of Ecuador grants asylum to Edward J.  Snowden, trade between the two countries could be impacted.

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By  and 
Published: June 25, 2013
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QUITO, Ecuador — President Rafael Correa of Ecuador has more than just the ire of United States to consider as he weighs an asylum request from Edward J. Snowden, the fugitive intelligence contractor trying to dodge American authorities.

Mr. Correa has some tangible factors to think about as well — namely Ecuadorean exports like fresh-cut roses and frozen broccoli.

In recent months, Mr. Correa’s government has been in Washington, lobbying to retain preferential treatment for some key Ecuadorean products. But that favored status, which means keeping thousands of jobs in Ecuador and cheaper goods for American consumers, could be among the first casualties if Mr. Correa grants asylum to Mr. Snowden.

While the downside for Ecuadorean rose growers, artichoke canners and tuna fishermen (whose products also get preferential treatment) is clear, the material benefits of granting asylum to Mr. Snowden are far less so. The decision could ultimately rest on the combative personality of Mr. Correa and his regional ambitions.

“The risks are enormous,” said Michael Shifter, president of the Inter-American Dialogue, a policy group in Washington. Referring to Mr. Correa, he said, “It would bring the United States down very hard on him.”

Mr. Correa, fresh off a landslide re-election victory, glories in a fight. He relishes tweaking the United States and may aspire to take on the mantle of leader of the Latin American left that was once worn by Hugo Chávez, the loudly anti-imperialist president of Venezuela, who died in March.

“Rhetorically, he aspires to be a leader, and this may be a situation that’s hard for him to resist just given his nature and his temperament,” Mr. Shifter said.

Relations with the United States have been rocky almost since Mr. Correa first took office in 2007. He stopped American antidrug flights from an Ecuadorean military base. In 2011, he kicked out the American ambassador, angered by a diplomatic cable revealed by WikiLeaks that suggested he was aware of police corruption and looked the other way.

Last year, he gave asylum in the Ecuadorean Embassy in London to the WikiLeaks founder, Julian Assange, on the grounds that he risked persecution and possibly the death penalty if he were to be charged in the United States for revealing secret State Department cables and other materials.

The two countries exchanged ambassadors again last year, but things have not always gone smoothly for the new American envoy, Adam E. Namm.

Last month, Mr. Correa, who has warred continually with the news media in his country, reacted angrily after Mr. Namm attended an event in favor of freedom of expression that was organized by the National Journalists Union. Mr. Correa called Mr. Namm a meddler and warned him to behave. The foreign minister, Ricardo Patiño, said darkly that the next time he might get more than just a warning.

The last sustained high-level contact between the two countries may have come in 2010, when Secretary of State Hillary Rodham Clinton visited Ecuador. During that visit, Mr. Correa told her, “We’re not anti-American; we love America,” and he described his years as a student at the University of Illinois as the happiest of his life.

But Mrs. Clinton pressed him on his government’s crackdown on the news media, and when an Ecuadorean journalist challenged him about his policies at a news conference, the president rebuked him while Mrs. Clinton watched stone-faced.

The most likely casualty of sheltering Mr. Snowden would be the trade preferences, which have been in place since the early 1990s. Originally designed for several Andean nations, Ecuador is the last remaining recipient. But the preferences, which applied to about $429 million in non-oil exports last year, expire at the end of July unless they are renewed by Congress.

That renewal was already in doubt, not least of all, officials said, because the oil giant Chevron has been lobbying hard against Ecuador. The campaign is part of Chevron’s response to an $18 billion penalty against the company ordered by an Ecuadorean court in a case over environmental damages related to oil drilling in the Amazon.

But Ecuador has begun its own campaign to keep the preferences, including a Web site called Keep Trade Going, that urges Americans to contact their legislators to ask them to vote in favor of the pact.

At the same time, Ecuador has staked out a fallback position, petitioning to include roses, frozen broccoli and canned artichokes in a separate trade program, the Generalized System of Preferences. That decision is controlled by the White House, so Ecuador is essentially asking President Obama’s help in getting around opposition in Congress.

Mr. Obama must decide by Monday whether he will include those items — a move that becomes increasingly thorny as the standoff over Mr. Snowden continues.

The question remains how heavily Mr. Correa will weigh such economic considerations.

“It is something that will adversely affect the Ecuadorean economy,” said Dan Restrepo, an adviser to Mr. Obama on Latin American policy until last year. “But I don’t know whether it’s enough to stop him.”

Analysts said that if Mr. Correa gives asylum to Mr. Snowden the United States could also try to isolate Ecuador politically, asking allies in the region to step up pressure on issues like press freedom. The same weekend that Mr. Snowden’s asylum request was made public, Mr. Correa signed a new media law that critics say would quash much critical coverage of the government.

But Orlando Pérez, the director of El Telégrafo, a government-owned newspaper, said that granting asylum to Mr. Snowden should not provoke a confrontation with the United States. “What is at play is to guarantee human rights,” he said. “Rather than hurt Ecuador it puts it in a kind of political vanguard in Latin America.”

Many in Latin America feel that the Obama administration has not made relations in the region a priority, and the episode may become another example of Washington’s waning influence.

The standoff last year over Mr. Assange, who took refuge in Ecuador’s embassy in London to escape being sent to Sweden, where he is wanted for questioning on allegations he sexually assaulted two women, gave Mr. Correa a chance to portray himself as the defiant leader of a tiny country standing up to a world power. Mr. Snowden’s request allows him to do the same again.

Both cases also helped Mr. Correa defend himself against charges that he is too harsh with the press, allowing him to portray himself as a champion of transparency.

Mauricio Gándara, a former ambassador to London who is critical of Mr. Correa, said the president aspired to become an admired Latin American leftist like Mr. Chávez or Fidel Castro.

“How much damage it does to Ecuador is another matter,” Mr. Gándara said. “They want to go beyond Chávez, they want to challenge the world.”

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William Neuman reported from Quito, Ecuador, and Mark Landler from Washington. Maggy Ayala contributed reporting from Quito.