Em dois anos, receita dos pedágios em São Paulo cresceu 26,7% contra inflação de 14%

Em dois anos, receita dos pedágios em São Paulo cresceu 26,7% contra inflação de 14%

by bloglimpinhoecheiroso

Pedagio12_Bessinha

Governador Alckmin esqueceu sua promessa de campanha e, mesmo congelando os preços por um ano, as tarifas ainda são muito altas.

Via Assembleia Permanente

Na campanha eleitoral de 2010, Geraldo Alckmin, então candidato do PSDB ao governo de São Paulo, prometeu que iria revisar o preço dos pedágios paulistas, que são os mais caros do Brasil. Já em abril deste ano o governo paulista baixaria a tarifa entre 10% e 20%. Isto custaria aproximadamente de R$6 bilhões a R$12 bilhões, o que poderia levar à prorrogação do prazo do contrato e a um contrato eterno, com altas taxas de lucro para as concessionárias em detrimento do bolso do cidadão paulista.

Alckmin esqueceu a sua promessa e resolveu congelar os preços por um ano, mas manteve as tarifas muito altas. Além do mais, para bancar o custo de aproximadamente R$500 milhões, o governador cortou em R$130 milhões os recursos para a Artesp, a cobrança do chamado eixo suspenso de caminhões, utilizar os créditos que o governo estadual tem referente a obras atrasadas, e por último a redução da receita de concessão, ônus fixo, a ser pago pelo governo estadual.

A receita de pedágio em 2011 chegou a R$6,8 bilhões e no ano passado foi de R$7,66 bilhões, ou seja, teve um crescimento de 12% de 2012, o que representa quase o dobro da inflação do período. Se tomarmos de 2010 a 2012, a receita cresceu 26,7% contra uma inflação de 14%, mostrando que talvez as concessionárias podem ter crescimento de sua receita mesmo com o congelamento da tarifa.

Obras vão atrasar ainda mais

O governo do Estado ao utilizar créditos sobre obras atrasadas para pagar às concessionárias a defasagem sobre o aumento congelado prejudica os moradores de muitas cidades, como a região entre Vargem Grande e Sorocaba, que espera há 11 anos pelas obras de duplicação da rodovia Raposo Tavares, que deveria ter sido feita em 2012, e que chegam a mais R$250 milhões.

Lucro das concessionárias subiu média de 66%

O lucro das concessionárias rodoviárias subiu de 2010 para 2012, em média, 66%, pulando de R4 963 milhões para R$1,6 bilhão. Já os investimentos, considerando as novas e antigas empresas do setor, cresceram 19%, ou seja, cresceram abaixo do valor arrecadado e por isso, em 2010 representava 24% da receita e agora em 2012 somente 22,6%, o que representa R4 120 milhões a menos.

Quanto ao lucro líquido há duas situações distintas.

As concessionárias antigas (os contratos são principalmente de 1998 a 2000) já passaram da fase de perdas dos primeiros cinco anos, quando os encargos são maiores. Integram esse grupo Autoban, Tebe, Viaoeste, Via Norte, Ecovias, Autovias, entre outras. E as concessionárias novas, que passaram a operar após 2008. Por exemplo, Ecopistas, que administra a Ayrton Senna e a Carvalho Pinto, Rodoanel e Auto Raposo Tavares.

As novas concessionárias, por estarem começando seus serviços, amargaram prejuízo de R$245 milhões em 2011 e R$124 milhões em 2012, ou seja, tiveram queda de 50% em seu déficit. Já as antigas concessionárias – que são a imensa maioria — superaram um ano de crise econômica com crescimento do lucro líquido em 38% frente a 2010, passando R$1,24 bilhão em 2010 para R$1,72 bilhão.

Desde que começaram a operar, o lucro líquido total das antigas concessionárias chegou a R$7,7 bilhões, capitaneados pela Autoban (R$2,27 bilhões), Ecovias (R$1,43 bilhão) e Via Oeste (R$986 milhões).

O maior crescimento do lucro líquido, de 2010 a 2012, ocorreu na Triângulo do Sol (+146%) e na Viaoeste (+ 57%).

A relação entre o patrimônio e o lucro líquido (indica o grau de rentabilidade das empresas) mostra que em 2010 ela chegou a 38% e em 2011 pulou para 54% e no ano passado chegou a 58%.

No mercado em geral, uma relação de 20% é fantástica. A melhor relação é a Viaoeste (96%) da Autoban (93%), Ecovias (47%), Triângulo do Sol (65%), Renovias (64%) e Centrovias (62%).

Investimentos em rodovias caem

Se o lucro das antigas concessionárias vai bem, os investimentos realizados nelas vai mal. Em 2009, foram gastos com novas construções R$684 milhões. Em 2010, essas despesas caíram R$646 milhões, em 2012, chegaram a R$456 milhões, representando um corte de R$190 milhões (–29,4%).

As maiores quedas de investimentos ocorreram na Autoban no valor R$251 milhões (64%) e na Viaoeste no valor de R$70 milhões (70%), na Centrovias (93%), Auto Raposo Tavares (24%) e Rota das Bandeiras com menos R$197 milhões (–58%). Já a Ecovias elevou os investimentos em 70%.

Manifestantes reivindicam redução do preço do pedágio

Na quarta-feira, dia 3, ocorreu o terceiro protesto de moradores do entorno da Rodovia Zeferino Vaz (SP332) contra o preço do pedágio cobrado entre as cidades de Paulínia e Cosmópolis. Os manifestantes reivindicam a redução do preço do pedágio, que atualmente custa R$6,20 para carro comum e R$3,10 para motocicleta, informou a concessionária.

A primeira manifestação

A primeira manifestação

Posted: 05 Jul 2013 08:00 PM PDT

— Senhor?

— Pois não?

— Adão na linha sete.

— Pode passar.

— Sim, Senhor.

— Alô?

— Oi, Adão. Tudo bem?

— Oi, Adão. Tudo bem?

— Tudo. E o Senhor?

— Tudo em ordem. Diga.

— Será que o Senhor pode me emprestar uma meia dúzia de anjos?

— Será que Eu posso emprestar o quê?

— Alguns dos seus anjos. Aqueles que andam com espadas de fogo. É só por algumas horas.

— Para que você precisa deles?

— Bem, é que a coisa está um pouco feia aqui embaixo, estou precisando de uma ajuda.

— O que aconteceu?

— Não sei se o Senhor tem acompanhado, mas estão acontecendo alguns protestos aqui no Paraíso.

— Protestos?

— Isso. Começaram há alguns dias, e estão cada vez piores.

— Mas quem está protestando? E contra o quê?

— Bem, são os macacos. Eles dizem que não concordam com a atual situação política do Paraíso.

— Isso não faz sentido.

— Então, eu não sei. Estou apenas repetindo o que eles ficam gritando. A primeira vez que eles protestaram, eu fui conversar com eles e foi isso o que eles me disseram.

— E o que você respondeu?

— Eu? Eu não respondi nada. Eu não sei o que é “situação política”. Mas se eu falasse isso para eles, a coisa iria ficar feia para o meu lado. Então eu disse que ia ver o que podia ser feito. Fui embora e fiquei torcendo para que, no dia seguinte, eles tivessem arrumado outra coisa para fazer.

— Mas não arrumaram.

— Não. Pelo contrário, os protestos aumentaram. Então, se o senhor puder me emprestar uns anjos por algumas horas, só para eu me garantir aqui…

— Mas eles não pediram nada específico?

— Pelo que eu entendi, eles querem o direito de cuidar do Paraíso.

— Eles querem o quê?

— Cuidar do Paraíso. Os macacos alegam que, como eu sou um primata igual a eles, eles também têm o direito de cuidar de tudo aqui embaixo.

— Mas você explicou a eles que cuidar do Paraíso não é um direito, mas sim um dever? É a sua tarefa?

— Sim, mas eles responderam que sabem que eu ganho vinte cocos por mês e querem isso também. Eu disse que se eles acham que eu estou aqui tomando conta do Paraíso por causa disso, estão muito enganados. Falei que não é apenas por causa de vinte cocos.

— Fez bem. Fez muito bem. O que mais você disse?

— Expliquei que eu não cuido do Paraíso apenas para ganhar vinte cocos, mas sim vinte cocos, três peixes e um cacho de bananas. E que eles deveriam se informar melhor antes de protestar.

— Você o quê?!

— Bom, eu não sabia o que dizer, eu estava meio nervoso. Um monte de macacos me cercando e gritando comigo, eu não ia ser louco de mentir ali. Mas eu sei que não ajudou muito, porque quando eu disse isso, eles enlouqueceram de verdade. Achei que fossem me matar, disseram que eu estou desviando recursos do Paraíso e que tenho privilégios demais.

— Adão…

— Bom, a coisa ficou feia. Por isso que estou pedindo Sua ajuda. Uma das facções dos macacos inclusive ameaçou tomar o poder à força.

— Uma das facções? Como assim, facções?

— Desde que os protestos começaram, os macacos se dividiram em duas facções diferentes. Antes, era um grupo só, com todos os macacos. Mas parece que os babuínos brigaram com os outros e se separaram. Então, não são mais apenas os macacos protestando. São dois grupos diferentes de macacos. Um tem somente os babuínos, e o outro é formado pelo resto dos macacos. Todos estão protestando contra mim, mas não são aliados.

— Não?

— Não. Aliás, parece que se odeiam. Ficam gritando para eu entregar meu cargo. Ao mesmo tempo, ficam brigando entre si, para ver qual grupo vai assumir meu cargo. Mas a coisa está ficando cada vez maior.

— Como assim?

— Ontem eles resolveram protestar aqui na frente da minha caverna. Passaram a tarde inteira aqui na porta, gritando que exigem uma reforma política e que chegou a vez deles cuidarem do Paraíso. A hora que eu olhei, tinha uma multidão aqui na frente, todos gritando e com folhas de bananeira com os nomes das facções escritos.

— Nomes?

— Isso. As duas facções tem nomes. Eles prendem as folhas de bananeira em galhos de árvores e ficam usando como se fossem bandeiras.

— Mas que nomes eles deram a isso?

— Aquela que tem todos os macacos chama Paraíso Total, mas como não cabe isso na folha de bananeira, eles desenham uma estrela e colocam as iniciais no meio. Fica escrito lá, PT, no meio da estrela. A outra, a dos babuínos, se eu não me engano, é PSDB.

— PS o quê?

— PSDB. Paraíso Somente Dos Babuínos. E, olha, acho que os babuínos estão com o apoio de alguns pássaros também, porque desde ontem eles têm um tucano pousado em cima de cada bandeira. Mas parece que só os tucanos aderiram a um dos grupos. Os outros animais não querem nem saber.

— Ainda bem.

— Mas, mesmo assim… acho que ontem todos os macacos do Paraíso estavam aqui. Nem sabia que tinha tanto macaco aqui embaixo. Ficaram horas aqui na frente, gritando… Como era mesmo? Ah sim, “Adão, fique esperto! Vamos tomar o Paraíso!”. Aí eu saí para falar com eles.

— Certo. E aí?

— Eu disse a eles que, se fossem protestar, ao menos encontrassem um grito que rimasse, para não ficar tão ridículo.

— Oi?

— Na verdade, eu fiz uma proposta: se eu mostrasse a eles palavras que rimam com “Paraíso”, eles poderiam usá-las à vontade, desde que fossem protestar longe da caverna. E, para mostrar que eu estava disposto mesmo a negociar, disse que confiaria neles e, para mostrar minha boa fé, contei que “Paraíso” rima com “juízo” e também com “aviso”. E que se eles concordassem em ir gritar lá perto do lago, eu mostraria outras palavras.

— Essa foi sua proposta?!

— Sim.

— E eles?

— Começaram a me bater com as bandeiras e gritar que eu sou ladrão. Tive que entrar correndo na caverna.

— Sabe, Adão, às vezes você não se ajuda muito.

— Bom, achei que se eu mostrasse que estou disposto a ajudá-los, eles poderiam entender que eu estou do lado deles… Mas não deu certo. E pior que passaram a usar minha rima. O pessoal dos babuínos ficou gritando que “Queremos juízo, em todo Paraíso!” e os outros macacos respondiam que “Adão, um aviso: este é o nosso Paraíso!”.

— Parabéns, Adão. Parabéns. Você lidou extremamente bem com a situação.

— O Senhor acha?

— Evidente que não!

— Bem, o protesto acabou logo em seguida, de qualquer maneira. Eles começaram a competir para ver quem gritava mais alto, até que começaram a brigar entre eles, como sempre. Acho que acabaram se esquecendo de mim. Ficaram umas duas horas brigando aqui na frente da caverna.

— Entendi.

— Aí quando eles foram embora, eu que tive que limpar tudo, claro. Porque é assim: todo mundo quer tomar conta do Paraíso, mas na hora de recolher as coisas do chão, sobra para quem? Para mim, claro.

— Claro.

— Os macacos nem se importam com a sujeira que fazem. Acho que é por isso que os outros animais nem querem chegar perto disso. Sabem que os macacos se importam somente com eles.

— Sim.

— Na verdade… bem…

— Diga.

— Eu não entendo muito de política, mas a impressão que tenho é que os dois grupos são exatamente iguais. A sensação eu tenho é que cada um quer mandar no Paraíso somente para impedir que a outra facção esteja no poder.

— Talvez você esteja certo.

— E eles não parecem muito preocupados com o Paraíso. Eles ficam tentando usar os protestos para conquistar o apoio dos outros animais. Mas, ao mesmo tempo, cada grupo fica o tempo inteiro acusando o outro de fazer justamente isso.

— Sim.

— Mas, como eu disse, eles devem voltar hoje, então estou precisando de uns anjos aqui. Com espadas de fogo e tudo mais. Se algum deles souber fazer aquele lance de transformar em sal também, pode ser uma boa.

— Adão, eu não vou emprestar anjo algum. Não é assim que se controla uma manifestação.

— Mas eles ficam gritando aqui na frente da caverna, dizendo que estou roubando o Paraíso. Não tenho como ignorar isso!

— Eu não vou reprimir um protesto com violência.

— Bem, o que eu faço então? Eles vão vir aqui todos os dias, até conseguirem o que querem.

— Você sabe se as facções têm um líder?

— Não faço ideia. Quer dizer, devem ter. Mas não posso imaginar quais macacos ali são os chefes.

— Certo. Eis o que Eu quero que você faça.

E, no dia seguinte, Adão fez exatamente o que Deus havia falado. Assim que os manifestantes apareceram na frente da caverna, ele convocou os líderes para uma conversa.

Logo, um babuíno e um chimpanzé se apresentaram. Sentados dentro da caverna, Adão explicou que conversara com Deus e estava disposto a entregar o cargo a um dos dois grupos. Os dois macacos se agitaram, mas foram interrompidos por Adão, que avisou: o cargo seria entregue à facção que estivesse mais comprometida com o Paraíso. E que a única maneira de provar isso seria administrar o Paraíso sem nenhuma regalia. Nada de cocos, nada de peixes.

E, principalmente, nada de bananas.

Os líderes não pareceram muito felizes com a proposta de cuidar do Paraíso inteiro sem ganhar nada em troca. Ambos saíram para conversar com os respectivos companheiros e, menos de dez minutos depois, tanto os macacos do PT como os do PSDB comunicaram que estavam desistindo da manifestação e que não tinham mais interesse em governar o Paraíso. Enrolaram suas bandeiras e partiram de volta para a floresta, cuidar de suas vidas.

No dia seguinte, ninguém lembrava mais de facções ou dos protestos no Paraíso.

A não ser, claro, a serpente.

Desde que as manifestações começaram, a serpente havia discretamente fundado uma terceira facção, batizada de Pecado no Paraíso (ou PP) e que vinha ganhando cada vez mais poder nos bastidores. Isso porque, no início dos protestos, a serpente secretamente se tornou aliada das duas facções maiores. Assim, passou os últimos dias aconselhando os líderes das principais facções — nenhum deles, claro, sequer desconfiava que ela fazia o mesmo do outro lado — e aumentando o ódio de um grupo pelo outro.

Seu plano era perfeito. Na pior das hipóteses, uma das facções assumiria o poder e ela conseguiria um cargo de secretário; na melhor das hipóteses, os dois grupos se desgastariam tanto com os outros animais que criaria o cenário perfeito para que ela se lançasse como candidata ideal a governar o Paraíso.

Contudo, com a desistência dos macacos em tomar o poder, teve que adiar seus planos. Mas não desistiria. A política era o modo ideal de aumentar o seu poder. Se não no Paraíso, em outro lugar, no futuro.

Além disso, tinha certeza de que o slogan da sua campanha política — “rouba, mas faz” — era bom demais para ser jogado fora.

SERÁ QUE FRANKLIN MARTINS ESTÁ VOLTANDO?

SERÁ QUE FRANKLIN MARTINS ESTÁ VOLTANDO?

ANTONIO CRUZ-ABR:

 

Segundo o colunista Ilimar Franco, do Globo, ele já voltou e tem sido presença constante no Palácio do Planalto nas reuniões travadas com o núcleo duro da presidente Dilma Rousseff para debelar a crise política; defensor da Lei de Meios e da democratização dos meios de comunicação, Franklin assusta os barões da mídia tradicional

 

6 DE JULHO DE 2013 ÀS 08:52

 

247 – O ex-ministro da Comunicação Social, Franklin Martins, tem sido visto regularmente no Palácio do Planalto. É o que informa o colunista Ilimar Franco, do Globo, numa nota curta, mas relevante:

O ex-ministro


Franklin Martins está de volta. Sem cargo, ele é presença constante no Planalto nas reuniões para debater como debelar a crise.

Franklin assusta os barões da imprensa tradicional porque defende propostas, também apoiadas pelo PT (leia mais aqui), como a Lei de Meios e a democratização da mídia.

Ao deixar o governo do ex-presidente Lula, de quem se tornou amigo pessoal, Franklin deixou nas mãos do ministro Paulo Bernardo, das Comunicações, uma proposta de regulamentação da mídia – que foi engavetada.

Em recente entrevista à revista Veja, Bernardo afirmou que esse projeto não será retomado e disse ainda que setores do PT defendem a censura à imprensa.

Mais uma que não estará na Globo

 DoLaDoDeLá – RSS

Mais uma que não estará na Globo

Saturday, July 06, 2013, 9:29 am

BLOGS DE POLÍTICA

Periódico – não digo qual -acusa a Globo de Manipulação.
Ih, o mundo descobriu o que a gente já sabia…
E agora?
Clique na imagem para ampliá-la e repare na legenda.
Colocaram a foto da jornalista agredida pela POLÍCIA, e disseram que foram os manifestantes.

(sugestão da jornalista Leo Rodrigues)

 

Se derem vez ao morro, toda cidade vai cantar

Se derem vez ao morro, toda cidade vai cantar

Saturday, July 06, 2013, 9:29 am

BLOGS DE POLÍTICA

por Jânio de Freitas

Prejudicar manifestações de interesse público seria manifestar-se também, mas em marcha a ré
Se as arruaças de marginais forem motivo para opor-se à continuação das manifestações pacíficas, como se começa a perceber, estará dada aos governos e suas polícias a solução mais fácil contra os protestos e reivindicações. É só incentivar baderneiros. Ou, ainda mais simples, não os reprimir.
 
Os ataques a bens públicos e a quebradeira são revoltantes. Mas fazem parte da movimentação de protesto em sociedades com presença grande de marginalidade e delinquência. No Brasil temos vários outros casos de oportunismo arruaceiro na violência de torcidas violentas, em festas de massa como a Virada Cultural paulistana e mais. Nem por isso se acabaram os eventos.
As manifestações provocadas pelas passagens de ônibus já trouxeram resultados muito além de sua motivação. A partir dos R$ 0,20 nas passagens, estamos discutindo questões institucionais complexas. Seja o que for que daí resulte, esses temas não terão recuo, deles só se irá adiante, mais cedo ou mais tarde.
É difícil controlar as arruaças. Mas prejudicar, por isso, manifestações de interesse público seria manifestar-se também, mas em marcha a ré.
A CORRERIA
Uma gloriosa exibição de cinismo coletivo –assim se define a repentina eficiência da Câmara e do Senado, demonstrada até na quantidade de horas de atividade parlamentar, além das aprovações de projetos já amarelados pelo tempo e pela perversão política.
As duas Casas do Congresso cumprem o seu dever de ouvir as ruas, dizem os dirigentes do Senado e da Câmara, com ares de pessoas ocupadas. Nos plenários, amplíssimas maiorias aprovam o que frearam ou recusaram, como no episódio inigualável dos ruralistas dando votos favoráveis ao projeto, que os levava à ira, contra o trabalho análogo à escravidão no campo.
Até quando trabalha, o atual conjunto de congressistas é a negação de um Congresso ao menos minimamente respeitável.
O BOM-SENSO
Quatro helicópteros, inúmeros carros e motos da PM, contingentes de repórteres e fotógrafos, todos acompanhando metro a metro a passeata de moradores da Rocinha à moradia de Sérgio Cabral, na praia do Leblon. Tudo preparado pela certeza de uma baderna daquelas.
A PM não deixou que a passeata se aproximasse do acampamento montado, e permitido, por um grupo da classe média diante do prédio de Cabral. Agora, na certa viria o choque. Outra frustração: a passeata apenas tomou o caminho de volta, sob a mesma vigilância. Se alguma coisa foi quebrada, nos dois percursos, é o pé de quem pisou em um dos buracos da avenida Niemeyer recém-recapeada.
A Rocinha perdeu a viagem, mas quem não estava na passeata perdeu muito mais. A mensagem levada a Cabral era uma demonstração prática, e fundamental, da distância entre as alturas políticas e a realidade social: “Não precisamos de teleférico, use esse dinheiro para o saneamento de que nós precisamos”. O planejado pelos governos estadual e federal é assim: no alto o bondinho suspenso, embaixo os valões de esgoto aberto entre as casas.
Não houve a baderna, logo, ninguém se interessou pelo que merecia interesse

“NÃO foi o GIGANTE que ACORDOU, foram Vocês que estavam DORMINDO!!

“NÃO foi o GIGANTE que ACORDOU, foram Vocês que estavam DORMINDO!!

Saturday, July 06, 2013, 9:47 am

BLOGS DE POLÍTICA

O GiGANTE ACORDOU desde quando o governo Lula colocou outros tantos bilhões na classe média!!!

O GiGANTE ACORDOU desde quando o Brasil começou a bater recordes de exportação!!!

O GiGANTE ACORDOU desde quando o Brasil passou a ser a 5ª nação mais rica do planeta.

O GiGANTE ACORDOU desde quando os governos Lula/Dilma criaram mais de 18 milhões de empregos com carteiras assinadas. O GIGANTE ACORDOU desde quando o governo Lula criou 214 novas escolas técnicas federais. O GIGANTE ACORDOU desde quando o governo Lula criou 14 novas universidades federais e o de Dilma 4.

O GIGANTE ACORDOU desde quando o orçamento da Educação passou de 33,1 bilhões de reais para 86,2 bilhões de reais.

O GIGANTE ACORDOU desde quando foram criadas 1,1 milhão de bolsas para estudantes de baixa renda nas faculdades particulares (PROUNI) O GIGANTE ACORDOU desde quando passou a ter 6,7 milhões de universitários – eram 3,5 milhões em 2002.

O GIGANTE ACORDOU desde quando o PRONATEC registrou – 2 milhões de alunos matriculados. (Programa Nac. De Ensino Técnico)

O GIGANTE ACORDOU desde quando foram destinados em 2013 (este ano) – 116 bilhões de reais para Fundeb – (Ensino Básico).

O GIGANTE ACORDOU desde quando a Evasão escolar nos primeiros anos do ensino fundamental caiu de 8,2% para 1,6!!!

“NÃO foi o GIGANTE que ACORDOU, foram Vocês que estavam DORMINDO!!!”

Por Helio Borba

TUCANOS AGORA COBRAM DO GOVERNO FEDERAL TUDO O QUE FHC NÃO FEZ

TUCANOS AGORA COBRAM DO GOVERNO FEDERAL TUDO O QUE FHC NÃO FEZ

Saturday, July 06, 2013, 9:49 am

BLOGS DE POLÍTICA

FHC  fala em picuinha porque o PT critica seu governo e não reconhece os avanços  (1995-2002).  Vamos aos “avanços do governo FHC”:

Miséria: em 2002  o país tinha 54 milhões de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza(IBGE 2002).  Não existia o Bolsa Família e os programas sociais eram mínimos, só para inglês ver.

Economia : o país  quebrou  três vezes  com as crises financeiras internacionais, os juros eram estratosféricos, não havia crédito, ninguém comprava, ninguém vendia. O FMI  mandava e desmandava na nossa economia.

Desemprego: o desemprego bateu recorde,  atingiu mais de 20% da PEA,  os salários eram baixos, as demissões ocorriam em massa, as greves eram frequentes.

Falta de investimento:  a falta de investimento em setores importantes, como as elétricas, levou ao apagão, ao racionamento de energia elétrica e à queda da produção. Afalta de investimento determinou  o afundamento da P36, a maior plataforma petrolífera do mundo, com 9 mortes e um prejuízo  que passou de R$ 1 bilhão. A falta de investimento na Petrobras era proposital, pois a intenção era criar clima para privatizar.

FHC também não investiu  em rodovias, ferrovias, portos, aeroportos.

Educação:  não havia educação para os mais pobres, só  a classe abastada tinha como frequentar a universidade. Não existia o PROUNI.

INSS: as filas eram intermináveis, o segurado era tratado com  desprezo, FHC chegou a dizer que os aposentados eram vagabundos: “São vagabundos, que se locupletam de um país de pobres e miseráveis”. Notem que ele sabia que o Brasil  era um país  de pobres e miseráveis, mas não fez absolutamente nada para acabar com essa miséria. No entanto, FHC socorreu os banqueiros com o PROER dos Bancos.
Ele tinha um ótimo PGR, o Geraldo Brindeiro, que ficou conhecido como “engavetador geral da República”, Nenhuma denúncia era apurada, nada era investigado em seu governo: a compra de votos para  a reeleição, as privatizações escusas (alguém sabe o que foi feito com o dinheiro das privatizações?).

Nas campanhas eleitorais para  presidente (2002-2006-2010), Serra e Alckmin escondiam FHC, não tocavam no nome dele e muito menos em seu desastrado governo. Não havia obras, programas ou qualquer virtude para usar como referência  do governo de FHC.

O Plano Real: o plano Real  é  obra  do ex-presidente Itamar Franco, e FHC se apossou da fama indevidamente. Em vídeo, Itamar Franco esclarece que o Plano Real não é obra de FHC: