Por que mulheres maduras gostam de homens jovens

 

Por que mulheres maduras gostam de homens jovens

FABIO HERNANDEZ 9 DE JULHO DE 2013

Uma amiga do escritor Fabio Hernandez tem um depoimento a dar.

A Primeira Noite de um Homem

A Primeira Noite de um Homem

Vi ontem a cena em que Miss Robinson seduz o jovem Benjamin em A Primeira Noite de um Homem.

Uma veterana e um garoto. Não era comum como hoje. Isto me trouxe à lembrança uma carta que recebi de uma amiga jornalista que, como Miss Robinson, gosta de derrubar jovens. A carta foi uma resposta a um texto em que eu dizia que era patético um casal em que a mulher parecesse mãe — às vezes avó — do cara.

Note, não estou dizendo que com homens velhos e garotas que pareçam netas a coisa seja melhor.

O desabafo de minha amiga, que se não gostasse tanto de dar nas horas vagas poderia ter virado uma escritora:

Mulheres bonitas, sensuais e maduras despertam, sim, paixão em homens mais jovens e interessantes. E as cinqüentonas que já experimentaram na cama ou no chão o vigor selvagem de um rapaz no seu auge, entendem direitinho o entusiasmo de um amigo mais velho que de repente se deixa fisgar pelo frescor físico e mental de uma moça. Mesmo que, depois, venha o abandono.

Homens podem achar que não, mas mulheres conversam sobre pau. Pau grande, pequeno, grosso, fino, reto, torto. Falam dos paus que não precisam de manuseio nem de nenhum guindaste especial. Nem de álcool, nem de clima nem de Viagra. Homens que se excitam loucamente só de falar com você ao telefone, só de dizer oi, só de estar na sua frente, mesmo que ambos estejam completamente vestidos. Francamente, desculpem-me os coroas, isso não acontece com os homens mais velhos. Não acontece sobretudo com os maridos mais velhos nos longos casamentos.

Posso contar um segredo? Os homens que sentem urgência em levar uma mulher madura e inteira para cama não são os mais velhos. São os mais jovens. Os bonitos e inteligentes se sentem envaidecidos. Antes, por excesso de pudor ou autocrítica, muitas mulheres nem sequer ousavam. Agora, há quem experimente e recomende. Não para casar. Mas, para conhecer algo novo, surpreendente. Mesmo que seja uma roubada a longo prazo. Mesmo que ela se iluda achando que poderá manter o controle sobre os sentimentos.

É como aprender, depois dos 50 anos, a mergulhar de cilindro em águas transparentes ou se jogar num vôo de asa delta. Muda a respiração. A gravidade, o ambiente. Aceleram-se os batimentos cardíacos. O prazer ganha, por alguns momentos, uma outra dimensão. É efêmero, sim, e daí?

Se quisermos aprender com os gregos antigos sobre o assunto, é prudente recorrer a um discípulo de Sócrates, o filósofo hedonista Aristipo de Cirene (435 AC – 356 AC). Hedonismo vem do grego hedone – “prazer”. Na descrição da Wikipédia, o hedonismo é “a tendência a buscar o prazer imediato, individual, como única e possível forma de vida moral, evitando tudo o que possa ser desagradável”. Mas, atenção mulheres, para o detalhe que faz toda a diferença: Cirene defendia um controle racional sobre o prazer para que não se desenvolvesse uma dependência perniciosa. Para que não nos tornássemos reféns incondicionais dos prazeres. Se você quiser experimentar, vá com calma, desfrute, aproveite, ensine, aprenda, leia a bula, evite overdose. Um rapaz no seu auge faz muito bem à pele, aos cabelos, e ao ego. É melhor do que todos esses cremes importados que prometem milagres

 
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Na Islândia a premiê é lésbica e isso não é notícia

 

Na Islândia a premiê é lésbica e isso não é notícia

PAULO NOGUEIRA 9 DE JULHO DE 2013

Quanto mais avançada uma sociedade, menor a carga de preconceito.

Primeiro caso no mundo de chefe de governo abertamente gay

Primeiro caso no mundo de chefe de governo abertamente gay

Os gays chineses festejaram como nunca, esta semana, a visita de um chefe de governo estrangeiro.

A visita tinha finalidades meramente comerciais, mas os gays viram, ali, uma oportunidade de avanço para sua causa, ainda um tabu na China.

Compreende-se.

O visitante comemorado era Jóhanna Sigurðardóttir, 69 anos, premiê da Islândia. Ela é a primeira chefe de governo do mundo abertamente gay.

Mãe de dois filhos de um primeiro casamento, Jóhanna viajou acompanhada de sua mulher, uma escritora. Esteve com ela em todas as cerimônias oficiais. É, afinal, a primeira dama da Islândia.

A Islândia é parte de um dos pedaços mais fascinantes do planeta: a Escandinávia. São países singulares, em que o capitalismo se impregnou de um forte sentimento igualitário. Disso resultou um Estado de Bem-Estar Social sem paralelo no mundo.

A Escandinávia é uma espécie de utopia que hoje vai se tornando referência internacional: floresce economicamente em meio ao caos generalizado, e isso oferecendo a seus habitantes condição de vida sem paralelo em nenhuma outra parte.

A Escandinávia – Suécia, Dinamarca, Noruega, Finlândia e Islândia – lidera consistentemente as listas sobre os países socialmente e tecnologicamente mais desenvolvidos, em que a vida é melhor para a população.

Jóhanna Sigurðardóttir, que milita no Partido Trabalhista, de centro-esquerda, faz parte de um universo singular.

O prefeito da capital Reiquijavique, Jon Gnarr, 47 anos, é um comediante que jamais fizera política. Gnarr certamente inspirou o italiano Beppo Grillo, que como ele trocou com sucesso a comédia pela política.

Gnarr, o prefeito da capital

Gnarr, o prefeito da capital

O partido que Gnarr criou se chama Best Party. Quando ele o anunciou, muita gente pensou que fosse uma piada contra a política e os políticos do país.

A Islândia acabara de passar pelo trauma financeiro que deixou o país quebrado, e os islandeses estavam irritados com seus políticos.

O Best Party venceu as eleições para a prefeitura de  Reiquijavique – cidade de 100 mil habitantes — com uma plataforma em que havia itens desconcertantemente bem humorados.

O Best Party avisava antecipadamente que não iria mesmo cumprir as promessas eleitorais, ao contrário dos demais partidos que mentem que vão. Uma delas era a garantia de toalhas de graça nas piscinas públicas.

Aos que se preocupavam com um comediante no poder, ele tinha uma mensagem tranqüilizadora. Se fosse o Worst Party, o Partido Pior, haveria de fato razões para sobressalto. Mas não sendo o Melhor Partido.

“Não é porque você brinca que você não é sério”, diz ele. Gnarr tem um programa bem-sucedido na televisão islandesa. Como tantas crianças engenhosas, teve sérios problemas na escola. Acabou deixando os estudos aos 14 anos. Ingressou na cena musical punk da Islândia e com o tempo encontrou seu caminho na comédia, onde se estabeleceu. É casado com uma massagista.

Personagens incomuns como Jóhanna Sigurðardóttir e Jon Gnarr você só encontra na Escandinávia.

O Diário reafirma aqui, ainda uma vez, seu compromisso na luta por um Brasil à escandinava.

Para poder dizer viver valeu

 Ricardo Gondim

Para poder dizer viver valeu

Monday, July 08, 2013, 7:03 am

CULTURA, ESPIRITUALIDADE

Para poder dizer viver valeu
Ricardo Gondim

Desisto da felicidade que me ensinaram. Procurei por esta dama virtuosa feito um caçador de borboletas. Armado de rede e binóculos, percorri florestas e cavernas buscando prender a libélula da satisfação plena. Acabei frustrado: quanto mais eu persegui a tal felicidade, mais ela voou para longe de mim.

Rejeito a felicidade dos folhetins. Agora vou perseguir um outro tipo de existência. Pergunto aonde foi parar o mundo que eu experimentei em minha infância. Nós andávamos pela cidade sem o pavor da morte. Os meninos achavam mangueiras para jogar pedras e lagoas para nadar. Acabei inconformado com a crueldade tecnológica que desmanchou a brincadeira de pular corda, de amarelinha. O universo dos aparelhos, das conexões, dos jogos eletrônicos parece menos infantil.

Não quero uma felicidade que evita o abraço esquálido dos que foram condenados à miséria ou o sorriso dos idosos que se arrastam pelas calçadas esburacadas da cidade. Prometo que não vou blindar as portas do meu coração para a dor de mães que choram pelos filhos drogados. Não permitirei que os fossos do preconceito e do desdém me isolem numa masmorra que confunde paz com indiferença.

Abro mão de perseguir a amizade de gente famosa. Por tanto tempo fui estúpido, acreditando que a companhia deles me faria importante e feliz. Vou procurar novos amigos. Pretendo andar ao lado de gente simples, e aprender a grandeza dos humildes. Minha intuição me avisa que uma conversa despretensiosa vale mais que mil encontros sofisticados.

Abro mão dos projetos magníficos. Só agora acordei para a tolice de conquistar metas irrealizáveis. Imaginei que sucesso nos objetivos mais fantásticos seria fonte de alegria, mas eu só me arranhei. Almejo aprender a viver cada vão momento como sagrado, transformando o almoço em liturgia, celebrando os encontros como solenidade e cantando as minhas músicas prediletas como hinos de gratidão à vida.

Cansei de defender honra, reputação e posicionamentos. Abdico de estar certo. De agora em diante, confesso abertamente as minhas incertezas. Recuso-me rolar insone na cama porque alguns, que sequer conheço, me têm em baixa conta. Não vou retrucar quando me sentir atingido. Ando, crescentemente, disposto a aprender o significado da afirmação:quem quiser ganhar sua vida a perderá e quem perder sua vida a ganhará.

Não pretendo segurar o amor de ninguém. Anseio por relacionamentos livres, leves e soltos, deixando que meus amigos acertem ou não o caminho deles. Que cada um conviva com as suas escolhas e construa o seu caminho no caminhar. Arrisco conviver na gratuidade dos afetos, sem cobrança. Preciso acreditar que ninguém deve nada a ninguém senão respeito à liberdade e à dignidade. Aventuro -me fazer o bem e não cobrar nada em troca.

Já que desisto de um jeito de ser feliz, resta-me seguir pela vereda incerta da minha verdade. É melhor deitar a cabeça, sabendo que sou honesto comigo mesmo, do que aceitar os jogos de poder que me asfixiaram por anos. Não quero fórmulas fáceis, não aceito “cinco passos para uma vida tranquila”. Essas receitas me roubaram meu bem mais precioso: tempo. Sei que o porvir não se converterá em um idílio no estalar dos dedos. Contento-me com pequenas alegrias e poucos sorrisos que pontuarão a minha existência. Não anelo por muito mais. Essas pitadas serão suficientes para eu dizer no fim de tudo: viver valeu.

Soli Deo Gloria

Exército mata 51 islamistas no Egito

 para leitura – RSS

Exército mata 51 islamistas no Egito

Tuesday, July 09, 2013, 11:43 am

CULTURA

FOLHA

 
Presidente interino se autoconcede poderes de legislar e propõe eleições parlamentares só daqui a seis meses

Improviso. Partidários do presidente deposto Mohamed Mursi carregam o corpo de um manifestante baleado durante orações no Cairo: ataque causou indignação coletiva 

Khaled Abdullah/REUTERS

CAIRO – Testemunhas falam de um massacre. Soldados das Forças Armadas do Egito abriram fogo contra centenas de civis, partidários do presidente deposto Mohamed Mursi, durante as orações da manhã diante do complexo onde acredita-se que ele está detido desde o golpe militar de quarta-feira. O Exército, por sua vez, assegura que atirou para se defender de um ataque terrorista e diz que perdeu dois soldados e dois policiais no conflito. As versões sobre a matança ocorrida ontem no Cairo divergem, mas ao menos 51 pessoas morreram e outras 400 ficaram feridas, a maioria, baleadas, num episódio que promete acirrar ainda mais a violência e reduzir as chances de um diálogo político nacional a um dia do mês sagrado do Ramadã – que tem início amanhã.

O novo governo interino sequer foi nomeado, mas o presidente Adly Mansour emitiu seu primeiro decreto, outorgando-se poderes para legislar, após consultas com o futuro Gabinete de transição. Novas eleições parlamentares devem ser convocadas em seis meses – antes disso, a Constituição aprovada na era Mursi passará por revisão e será submetida a um novo referendo popular. As eleições presidenciais ocorreriam posteriormente. Em busca urgente de consenso, o ex-ministro das Finanças Samir Radwan foi cotado para assumir o posto de primeiro-ministro interino depois que as duas primeiras tentativas de apontar um nome para o cargo fracassaram.

SALAFISTAS ABANDONAM NEGOCIAÇÃO POLÍTICA

O grupo islamista Irmandade Muçulmana, ao qual pertence Mursi, convocou novas manifestações para hoje em todo o Egito.

– Vamos protestar contra o golpe militar e o massacre que ocorreu ao amanhecer – garantiu Hatem Azam, um porta voz do grupo.

A Irmandade diz que vai permanecer nas ruas até que Mursi seja libertado e retome seu posto de chefe de Estado. Para os islamistas, a carnificina ocorrida no bairro de Cidade Nasser, onde as facções religiosas têm se reunido em repúdio ao golpe que destituiu Mursi, comprova o caráter autoritário do Exército – e a disposição em usar força letal para calar qualquer voz dissidente.

“Isto também é uma violação ao direito do povo de protestar pacificamente”, denunciou o grupo.

A violência só aumentou a polarização – e fez até alguns daqueles que apoiaram o golpe militar contra Mursi voltarem atrás e se aliarem de novo à Irmandade. O segundo partido religioso mais importante do país, o salafista al-Nour, condenou o que classificou como massacre e se retirou das negociações para formar o governo interino.

– Queríamos evitar um banho de sangue, mas agora sangue já foi derramado. Então, nós anunciamos nossa retirada de todas as negociações com as novas autoridades – afirmou o porta-voz do grupo, Nader Bakar.

O ex-candidato salafista moderado Abdel-Moneim Abul-Fotouh, um crítico da Irmandade, pediu que o presidente interino, Adly Mansour, renuncie depois de “um crime horrendo contra a Humanidade e todos os egípcios”. Os salafistas já haviam barrado no fim de semana a indicação de um liberal-democrata, o prêmio Nobel da Paz Mohamed ElBaradei, ao cargo de primeiro-ministro.

Ontem, ElBaradei, agora cotado para a vice-Presidência, também lamentou.

“Violência gera violência e deve ser condenada fortemente. Uma investigação independente é obrigatória, e uma transição pacífica o único caminho”, escreveu, no Twitter.

O porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, negou a possibilidade de os EUA cortarem imediatamente a ajuda militar anual de US$ 1,5 bilhão ao governo egípcio, apesar do cenário nebuloso. Segundo ele, o governo Obama ainda avalia se a queda de Mursi pode ser considerada um golpe – o que forçaria, pela lei americana, a interrupção do apoio.

– É uma situação incrivelmente complexa e difícil. Não é do nosso interesse tomar uma decisão precipitada – declarou Carney.

No Cairo, testemunhas tentam recontar o horror. O ataque contra os partidários de Mursi ocorreu por volta das 4h (hora local). Centenas de pessoas faziam a primeira oração do dia na rua, diante do complexo da Guarda Republicana, onde supõe-se que Mursi esteja detido pelos militares. A violência eclodiu repentinamente. Primeiro, houve disparos de balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo. Depois, soldados e policiais recorreram à munição de verdade. Nas calçadas, correria. Pelos alto-falantes, pânico.

– Onde estão os defensores internacionais de direitos humanos? – pedia uma voz feminina.

Entre gritos, atropelos e sangue, um homem fez um apelo emocionado:

– Exército, somos todos irmãos. Somos todos muçulmanos. Por favor, não atirem na gente! Somos muçulmanos!

Os islamistas já chamam o episódio de “o massacre da Guarda Republicana”. Mas o porta-voz das Forças Armadas, Ahmed Ali, garantiu que os oficiais foram atacados primeiro e atiraram para se defender.

– O Exército sempre lida com essas questões de maneira inteligente, mas certamente há um limite para a paciência – declarou.

Imagens da TV estatal mostraram simpatizantes de Mursi atirando pedras contra soldados e homens jovens, carregando bastões, se escondendo atrás de prédios para lançar bombas de fabricação caseira. Vídeos do Youtube, por sua vez, denunciavam um homem, aparentemente militar, atirando com um rifle do alto de um edifício. A veracidade dos vídeos não foi comprovada.

 

Enegrecer o feminismo, uma questão de prática

 Blogueiras Negras

Enegrecer o feminismo, uma questão de prática

Tuesday, July 09, 2013, 1:47 pm

BLOGS DE POLÍTICA, CULTURA

Por Larissa Santiago para o Blogueiras Negras

É público e notório que o feminismo tem sua origem com as mulheres trabalhadoras brancas. É também fato que há diferentes “categorias” de mulheres, diferentes opiniões e visões de mundo – isso é inquestionável. O que pretendemos discutir nesse texto é o que praticamente pode ser feito para que o feminismo paute questões raciais sem (infindáveis) desgastes, mas com amadurecimento. Discutindo e refletindo muito nessas últimas semanas, esta autora tentou elaborar um pequeno pensamento sobre como sermos práticas nas discussões sobre feminismos e feminismo negro.

PANTERA NEGRA

No seu texto clássico, Enegrecer o feminismo: a situação da mulher negra na América Latina a partir de uma perspectiva de gênero, Sueli Carneiro cita a feminista negra americana Patricia Collins:

“(…) O pensamento feminista negro seria um conjunto de experiências e ideias compartilhadas por mulheres afro-americanas, que oferece um ângulo particular de visão de si, da comunidade e da sociedade… que envolve interpretações teóricas da realidade das mulheres negras por aquelas que a vivem…” A partir dessa visão, Collins elege alguns “temas fundamentais que caracterizariam o ponto de vista feminista negro”. Entre eles, se destacam: o legado de uma história de luta, a natureza interconectada de raça, gênero e classe e o combate aos estereótipos ou “imagens de autoridade”.

Ora, oferecer um ângulo particular de visão significa dizer que todas (brancas, índias) podemos entender e reconhecer as demandas da mulher negra, mas o nosso lugar de fala é diferente e precisa ser respeitado. O mimimi do “eu sou privilegiada e não posso falar de feminismo negro” precisa ser enterrado junto com toda prática de negação desse privilégio. O diálogo prático acontece quando as pessoas reconhecem seus lugares e se ouvem solidariamente.

No trecho acima, Patricia Collins fala dos três temas fundamentais, destacarei por enquanto somente um deles: O legado de uma história de luta. Assim como os movimentos tem sua história particular, o feminismo negro ou a luta da negritude não pode ser ignorada quando se dialoga em qualquer instância. Esquecer isso é negar um passado de resistência, de afirmação e construção coletiva de memória – o feminismo precisa entender que a mulher negra conhece essa luta e quer ser considerada neste lugar quando inserido for o recorte de raça no movimento.

Por fim, enegrecer o feminismo é também falar de branquitude: é entender o privilégio, reconhecer que mesmo não concordando nem compactuando com o sistema simbólico do ser branco, ter privilégio racial é uma questão de reconhecimento externo.  É o que Johnson (2005, 103-7) chama de “a experiência paradoxal de ser privilegiado sem se sentir privilegiado”.

Tentando ser prática, esta autora pretende continuar a discussão sobre como pautar as demandas das mulheres negras nos diferentes movimentos em outros posts. Talvez com mais conversa, consigamos todas nós entender o que pode ser mais prático do que apontar erros, insistir no enfrentamento ou mesmo construir soluções no dia-a-dia. Com o peito cheio (de diversas coisas misturadas) e esperando trazer reflexões, convido vocês a lerem algumas das companheiras.

Can black women exist within a feminist movement dominated by white women?

Eu, mulher negra e racista: uma conversa que também é sobre  é você

As ferramentas do mestre nunca vão desmantelar a casa do mestre


Larissa é baiana e escreve no Mundovão e no Afrodelia.


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Preços do boi gordo devem subir no 3º trimestre, diz Rabobank

 Valor Econômico – Brasil

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Tuesday, July 09, 2013, 3:42 am

BRASIL

Baixa disponibilidade de bovinos criados no pasto e a limitada oferta de gado engordado em confinamentos exercem forte pressão altista

Extensão do curso de medicina é polêmica, mas constitucional

 Valor Econômico – Brasil

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Tuesday, July 09, 2013, 3:42 am

BRASIL

Segundo advogado especialista em Direito da Saúde Suplementar, o governo tem poder para definir qual será o conteúdo de um curso de medicina