A casa caiu para a BBOM. Justiça manda fechar pirâmide.

 Acerto de Contas

A casa caiu para a BBOM. Justiça manda fechar pirâmide.

Thursday, July 11, 2013, 8:55 am

ECONOMIA

Depois do fechamento da Telexfree por parte da justiça, chegou a vez de outra pirâmide disfarçada de empresa de Marketing Multinível ser fechada pela Justiça: a BBOM.

BBOM é uma pirâmide que vende rastreadores para carros como disfarce.

Segundo estimativas, 300 mil pessoas já estavam no negócio. A Justiça congelou R$ 300 milhões, com o intuito de remunerar aqueles que entraram por último, minimizando as perdas.

O que impressiona é a capacidade de proliferação deste tipo de negócio sem o menor controle das autoridades. E também como é fácil recrutar novas pessoas para este golpe, mesmo com especialistas alertando.

Ainda temos outras, como a “espetacular” Priples, que paga 60% ao mês de retorno. Um negócio mais rentável que o tráfico de drogas.

Deve ser a próxima.

Mas confesso que preferia que este negócio fechasse por si só, por falta de recursos. Com o fechamento por parte da justiça, ainda temos que assistir ao povo da Telexfree falar em perseguição.

Haja paciência.

E por falar em pirâmides, amanhã participo de um debate sobre o assunto no programa Opinião Pernambuco, na TV Universitária, às 19:30h.

O que fazer com o Minhocão

 Sorry Periferia

O que fazer com o Minhocão

Thursday, July 11, 2013, 3:23 pm

DE TUDO UM POUCO

O Minhocão e seus 3.4 quilômetros de vergonha: retrato horroroso, porém justo da São Paulo no início do século 21. foto: Flickr/Fernando Stankuns

O elevado Costa e Silva, também conhecido pelo singelo epíteto de Minhocão, deveria ser encarado por todo mundo que vive em São Paulo como uma espinha de peixe urbana entalada em nossa garganta, uma espécie de brontossauro fedorendo instalado em nossa sala de jantar e que de lá merece ser arrancado a todo custo. Mas não é isso que ocorre. Porque São Paulo cresceu sem os princípios básicos do urbanismo e a essência do desenvolvimento brasileiro é o “vai do jeito que dá”, o paulistano está eternamente condicionado a se acostumar.

Nossos prédios são horrorosos e compõem um genocídio visual se vistos de perto ou de longe, mas a vida é assim mesmo e o importante é achar um apê razoável pra morar. Nossos muitos rios são todos poluídos e a maioria está canalizada, mas dane-se, que canalizem logo o Tietê e o Pinheiros e os transformem em mais vias pra eu passar com o meu carro. O Minhocão é uma aberração urbanística responsável pela decadência acentuada do centro da cidade, mas o que importa é que ele desafoga o trânsito.

Viver não pode ser assim, e talvez esse seja a grande razão pra eu nunca ter me acostumado com São Paulo em 12 anos vivendo aqui (não que seja muito melhor em várias outras cidades brasileiras).

Uma pesquisa Estadão/Ibope sobre sugestões populares de melhorias em São Paulo aponta a transformação do Minhocão em parque elevado como uma das melhores avaliadas. Na verdade, qualquer solução para o elevado que não seja a demolição é ruim. A ideia de um parque suspenso é boa para você e para mim, mas não resolve o problema de quem tem a janela de casa a 10 metros do elevado. E também não deixa de ser mais um paliativo numa cidade que cresceu a custa deles.

Minha sugestão é cara e complexa: desapropriar toda a área entre a São João e a rua das Palmeiras, e entre a Amaral Gurgel e a Rêgo Freitas. Por desapropriar entenda indenizar e dar a oportunidade de quem vive e tem comércio ali de se instalar nos entornos, República e Sé, o que inclusive ajudaria a trazer as pessoas de volta para a região, que tem grande número de prédios abandonados ou fechados.

Nesta enorme faixa urbana seria possível substituir as faixas do Minhocão por novas faixas na própria São João. Mais que isso: haveria espaço para um corredor de ônibus, uma ciclovia que ligaria o centro a Barra Funda. E o melhor de tudo: uma faixa verde horizontal na região, como o Parque Central de Havana ou a Avenida Unter den Linden, em Berlim.

O preço para uma operação dessas ficaria na casa dos bilhões e não seria feita em menos de dez anos, talvez vinte. Mas uma intervenção deste tamanho poderia marcar a retomada do centro de São Paulo como referência na cidade. Mais que isso, sinalizaria uma guinada urbanística, um norte em revitalização urbana. O Brasil tende a ser destaque na economia mundial pelas próximas décadas, não é possível que sua maior cidade não tenha planos agressivos de revitalização.

Em 2010, o prefeito Gilberto Kassab anunciou que o elevado Costa e Silva será demolido. O anúncio caiu em descrédito já no dia seguinte, uma vez que ele não apresentou um plano concreto sobre como fazê-lo, o que (ele omitiu essa parte) poderia ter início somente em 2026, com tudo ocorrendo bem (e de lá pra cá nada andou). No fundo, o Minhocão mostra o contra-senso do habitante de São Paulo mediano: acha lindo que pensem em demolí-lo, mas no fundo não está nem um pouco preocupado se isso vai ocorrer de verdade ou não.

Planejada pelo Brasil, “importação” de médicos é fenômeno mundial

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Planejada pelo Brasil, “importação” de médicos é fenômeno mundial

Thursday, July 11, 2013, 10:58 am

CULTURA

DIÁRIO DO CENTRO DO MUNDO

PAULO NOGUEIRA

Em uma década, o Reino Unido conseguiu aumentar consideravelmente o número de médicos que atuam no país. O índice de dois profissionais por mil habitantes saltou para os atuais 2,8. No Brasil, a proporção é de 1,95.
Mas o feito inglês inclui uma receita que atualmente levanta polêmica entre brasileiros: a importação de médicos.
Atualmente, quase 40% dos quase 235 mil médicos registrados no Reino Unido são estrangeiros. Grande parte deles vem das 20 nações mais pobres do mundo, incluindo a Libéria – que possuiu 0,014 médico por mil moradores – e o Haiti. A Índia é o principal fornecedor para os ingleses, com 25 mil profissionais.
A “importação” de médicos é um fenômeno mundial que se acentuou nos últimos anos, estimulado por programas nacionais para suprir a falta desses profissionais. “O êxodo de médicos dos países pobres para os mais ricos é uma catástrofe para os países mais pobres e também um problema global”, afirma Otmar Kloiber, diretor da Associação Médica Mundial (WMA, sigla em inglês).
Kloiber aponta melhores condições de trabalho e de vida, além de melhores salários, como fatores que levam médicos a imigrar.
Esse déficit atinge diversos países – incluídos os desenvolvidos –, mas são os mais pobres que sofrem com a carência.
Além de formarem pouca mão de obra, as regiões mais carentes ainda perdem médicos para as nações mais ricas.
A África é o continente mais atingido: nessa região estão concentradas mais de 24% da carga global de doenças. Em contrapartida, o continente possuiu apenas 3% dos profissionais de saúde do mundo e menos de 1% dos recursos financeiros mundiais destinados ao setor.
Os Estados Unidos também são um grande importador. A cota de profissionais estrangeiros ultrapassa 25%. Uma grande parte deles vem de países como Índia, Canadá e do México.
O governo americano possui um programa especial para médicos, o Conrad 30, pelo qual esses profissionais recebem um visto de estudante se concordarem trabalhar três anos em uma região mais carente desse tipo de serviço.
A Noruega é outro exemplo de país que atrai mão de obra do mundo menos desenvolvido. Seu programa de importação de médicos é considerado um exemplo.
“Países escandinavos, especialmente a Noruega, têm excelentes programas para atrair médicos estrangeiros. Eles investiram muito no ensino da língua e na integração da família”, diz Kloiber.
 
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