Secos e Molhados

 O Essencial na Música Popular Brasileira – RSS

Secos e Molhados

James Kafka (noreply@blogger.com)

Monday, July 15, 2013, 10:23 am

MÚSICA POP E MPB

Lista de Reprodução com 11 vídeos dos Secos e Molhados 

Componentes
Ney Matogrosso
João Ricardo
Gérson Conrad

Grupo vocal e instrumental de rock-MPB formado em 1972 na cidade de São Paulo. Apesar da sua breve duração, é considerado um dos grupos mais importantes do rock no Brasil. João Ricardo, jornalista nascido em Portugal com influências do rock, e Gérson Conrad, admirador do jazz e da Bossa Nova, buscavam um cantor que se adequasse ao seu projeto musical. Por intermédio de Luli, da dupla Luli & Lucinha, foram apresentados a Ney Matogrosso, que ingressou no grupo.
 
Em 1973, o conjunto lançou seu primeiro disco, que vendeu 800 mil cópias. Com os rostos cobertos por pinturas e muita purpurina, seus integrantes, particularmente Ney, provocavam uma atmosfera andrógina, pouco usual no Brasil daquela época. No repertório do disco, destaque para o sucesso “O vira” (João Ricardo e Luli) e “Rosa de Hiroshima” (adaptação musical feita por Gérson Conrad para o poema homônimo de Vinicius de Moraes).
 
No ano seguinte, o grupo lotou o Maracanãzinho (RJ), e o Ginásio Presidente Médici (Brasília), com suas apresentações ao vivo. Também em 1974, lançou seu segundo e último disco com a formação original, com destaque para “Flores astrais” e “Tercer mundo”, vindo a dissolver-se ainda nesse ano.
 
Todos os ex-integrantes do grupo lançaram-se em carreira solo, sendo o mais bem-sucedido Ney Matogrosso.
 
No final dos anos 1970 e início dos 1980, João Ricardo tentou, com formações diferentes, retomar o conjunto, lançando dois LPs pela Philips, porém sem obter o mesmo sucesso.
 
Em 1981, a Continental lançou um disco ao vivo com a gravação feita no show do Maracanãzinho.
 
Discografia
 
(2003) Assim, assado – Tributo a Secos & Molhados • Deck Disc • CD
 
(1981) Ao vivo no Maracanãzinho • Continental • LP
 
(1980) Secos e Molhados • Philips • LP
 
(1978) Secos e Molhados • Philips • LP
 
(1974) Secos e Molhados • Continental • LP
 
(1973) Secos e Molhados • Continental • LP
 
Fonte: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira. Veja mais!

Dilermando Reis

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Dilermando Reis

James Kafka (noreply@blogger.com)

Monday, July 15, 2013, 10:23 am

MÚSICA POP E MPB

Lista de Reprodução com 83 vídeos de Dilermando Reis 


 Dilermando dos Santos Reis

22/9/1916 Guaratinguetá, SP 

2/1/1977 Rio de Janeiro, RJ.

Violonista. Compositor. 

Começou a estudar violão com o pai, o violonista Francisco Reis, ainda na infância. Em 1931, aos 15 anos de idade, já era conhecido como o melhor violonista de Guaratinguetá. Neste mesmo ano, assistindo a um concerto do violonista Levino da Conceição, que se apresentava na cidade, tornou-se seu aluno e seu acompanhador, seguindo-o em suas excursões.
 
Em 1933 chegou ao Rio de Janeiro, em companhia de Levino da Conceição e segundo contou em depoimento ao “MIS”, “ao desembarcarmos na Central, tomamos o bonde com destino à Lapa à procura do violonista João Pernambuco”, que era amigo de Levino da Conceição. O violonista residia num quarto de uma república na Praça dos Governadores, posteriormente Praça João Pessoa localizada no cruzamento da Av. Mem de Sá com a Rua Gomes Freire. Passaram o resto do dia e a noite com João Pernambuco, entre conversas e música.
 
Em 1934, Levino Conceição, a pretexto de ir a Campos, deixou pagos 15 dias de hotel para o jovem violonista e nunca mais voltou. Sozinho na cidade, procurou auxílio com João Pernambuco, que o acolheu. Em fins da década de 1930, envolveu-se num caso amoroso com Celeste, companheira de seu ex-professor Levino Conceição. O casal passou a residir na Rua Visconde de Niterói, próximo ao Morro de Mangueira. Viveram juntos por toda a vida. Trabalhou nas casas musicais Bandolim de Ouro e Guitarra de Prata. Foi amigo do ex-presidente Juscelino de Oliveira, e segundo seu depoimento: “Ajudei a construir, com minhas próprias mãos, o Catetinho. Meu violão foi o primeiro ouvido nos céus da nova capital. Fiz também a primeira música em homenagem à cidade que nascia”.
 
Um dos mais importantes violonistas brasileiros, atuou como instrumentista, professor de violão, compositor, arranjador, tendo deixado uma obra vultuosa, versátil, composta de guarânias, boleros, toadas, maxixes, sambas-canção e principalmente de valsas e choros. Iniciou sua vida profissional aos 18 anos de idade. Segundo seu relato ao Jornal do Brasil “Naquela época as lojas de instrumentos musicais mantinham professores de música que ajudavam a aumentar a clientela. Dei aulas numa loja na rua Buenos Aires, depois fui apresentado por um aluno ao dono da loja “Ao Bandolim de Ouro”.
 
Em 1935, passou a lecionar na loja “A Guitarra de Prata”. Por essa época, começou a acompanhar calouros na Rádio Guanabara, trabalho esporádico e sem contrato. No intervalo de uma dessas apresentações, como costumava fazer, solava uma valsa “Gota de lágrima”, de Mozart Bicalho, quando o radialista Renato Murce ouviu e gostou. Levou o violonista para a Rádio Transmissora e deu-lhe um programa de solos de violão, para experimentar o resultado. O programa foi um sucesso. Iniciava-se neste momento uma carreira de violonista destinado à fama. Como já naquela época não era possível sobreviver apenas de solos de violão, continuou como acompanhador em regionais, como faziam todos os grandes violonistas da época como Garoto, Laurindo de Almeida e outros.
 
Em 1940, transferiu-se pra a Rádio Clube do Brasil. Nesse mesmo ano, formou uma orquestra de violões composta de 10 violonistas, à qual acredita-se que tenha sido uma das primeiras do gênero. Atuou com êxito na Rádio Clube e também no Cassino da Urca. Em 1941, gravou seu primeiro disco pela Columbia interpretando ao violão a valsa “Noite de lua” e o choro “Magoado”, provavelmente o mais conhecido e mais executado de seus choros, ambas de sua autoria.
 
Três anos depois, gravou seu segundo disco interpretando a “Dança chinesa” e a dança típica “Adeus pai João”, ambas de sua autoria. Em 1945, gravou mais dois discos com composições suas, o choro “Recordando”; as valsas “Saudade de um dia” e “Minha saudade” e a “Rapsódia infantil”. Gravou em 1946 a valsa “Noite de estrelas” e os choros “Dedilhando” e “Grajaú”, de sua autoria e a mazurca “Adelita”, de Francisco Tárrega. Dois nos depois gravou o choro “Vê se te agrada”; a valsa “Dois destinos” e a polca “Araguaia”, de sua autoria. Gravou as valsas “Súplica” e “Flor de aguapé” e os choros “Tempo de criança” e “Doutor sabe tudo”, de sua autoria, em 1949.
 
A década de 1950, representou a consolidação e grande avanço na carreira do artista. Em 1950, gravou as serenatas “Alma sevilhana” e “Quando baila la muchacha”. No ano seguinte, gravou solo ao violão a valsa “Promessa”; os choros “Xodó da baiana” e “Bingo” e o baião “Sentimental” e, com seu conjunto, os choros “Cuidado com o velho” e “Vaidoso”, todas de sua autoria. Em 1952, gravou de João Pernembuco o choro “Sons de carrilhões” e de Américo Jacomino, o Canhoto, a valsa “Abismo de rosas”. Em 1953, gravou de sua autoria o calango “Calanguinho”, o bolero “Penumbra” e a valsa “Alma nortista” e de João Pernambuco o jongo “Interrogando”. No ano seguinte, gravou a fantasia “Recordando a Malaguenha”; “Uma noite em Haifa” e o choro “Fingimento”, de sua autoria e o fox-trot “Eu amo Paris”, de Cole Porter. Em 1955, gravou o “Poema de Fibich”, de Zedenko Fibich; a canção “Barqueiro do Volga”, de domínio público; a polca “Rosita”, de Francisco Tárrega, a valsa “Dois destinos”, o choro “Vê se te agrada”; o baião “Chuvisco”; a polca “Limpa-banco” e o bolero “Sonhando com você”, de sua autoria.
 
Em 1956, por interferência do recém-empossado presidente JK, assinou contrato com a Rádio Nacional, para estrelar o programa “Sua majestade, o violão”, nos primeiros anos apresentado por Oswaldo Sargentelli e posteriormente por César Ladeira. O programa tinha por prefixo a mazurca “Adelita”, de Francisco Tárrega e se manteve no ar até 1969. No mesmo ano, gravou a “Tristesse – opus nº 3”, de Chopin e a mazurca “Adelita”, de Francisco Tárrega. Em 1958, gravou a valsa “Se ela perguntar”, parceria com Jair Amorim; a guarânia “Índia”, de Flores e Guerrero e as canções “Romance de amor”, de Vicente Gomes e “Pavana”, de Francisco Tárrega. No mesmo ano, lançou o LP “Sua majestade o violão”.
 
Em 1960, gravou “La despedida (Chilena nº1), de Juan Rodrigues e “Ausência”, de sua autoria. Nesse ano, lançou o disco “Melodias da Alvorada”, em homenagem à nova capital, e a seu fundador, Juscelino Kubitchek, em companhia de quem foi o primeiro músico de prestígio nacional a tocar na “solidão de Brasília”, que se iniciava a partir de 1957. O disco teve arranjos e regência de Radamés Gnattali. Também no mesmo ano, lançou o LP “Abismo de rosas” que reuniu sucesso anteriormente gravados por ele como a música título, além de novas gravações como “Ruas de Espanha” e “Uma valsa e dois amores”, de sua autoria e a “Sonata ao luar”, de Beethoven. Em 1961, gravou a “Marcha dos marinheiros”, de Américo Jacomino, o Canhoto; a valsa “Soluços”, de José Augusto de Freitas e o choro “Odeon”, de Ernesto Nazareth. Em 1962, gravou a toada “Oiá de Rosinha”, de sua autoria e o samba-canção “Abandono”, de Nazareno de Brito e P. Barros, além de acompanhar ao violão o ator Paulo Gracindo na gravação dos poemas “Pequena cantiga de Natal”, de Ghiaroni e “Idealista”, “Felicidade” e “Ato de caridade”, de Djalma de Andrade. Nesse ano, gravou com Francisco Petrônio o LP “Uma voz e um violão” no qual interpretaram clássicos como “Chão de estrelas”, de Sílvio Caldas e Orestes Barbosa; “Malandrinha”, de Freire Júnior; “Ave Maria”, de Erotides de Campos; “Rapaziada do Braz”, de Alberto Marino e “Tardes de Lindóia”, de Zequinha de Abreu. Em 1963, gravou o maxixe “Sons de carrilhão”, de João Pernambuco; a toada-brasileira “Despertar da montanha”, de Eduardo Souto; a valsa “Gotas de lágrimas”, de Mozart Bicalho e o dobrado “Cisne branco”, de A . M. Espírito Santo e B. X. Macedo. No mesmo ano, gravou o segundo disco com o cantor Francisco Petrônio, com destaque para “Sob o céu de Brasília”, de Dilermando Reis e José Fortuna; “Última inspiração”, de PeterPan; “Dois destinos”, de Dilermando Reis e José Fortuna; “Revendo o passado”, de Freire Júnior e “Lágrimas”, de Cândido das Neves.
 
Os LPs mostraram uma nova faceta do violonista: o acompanhamento de cantores com apenas um violão, que neste caso se caracterizava pela apresentação da canção, seguida de um solo, voltando ao acompanhamento para terminar. Nesse estilo de acompanhar, esteve ao lado de José Mojica quando este veio ao Brasil e fez um total de sete LPs com o cantor Francisco Petrônio. Em 1970, Radamés Gnattali dedicou ao violonista o “Concerto nº1”, gravado nesse mesmo ano. Ainda nessa ano, lançou LP com seu nome no qual interpretou, entre outras, “É só cascata”; “Sandrinha”; “Nossa seresta”; “Oriental” e “Luar de maio”, de sua autoria e “Maria Betânia”, de Capiba.
 
Como professor, ensinou a grandes violonistas dentre os quais Darci Vilaverde e Bola Sete. Foi também professor de Maristela Kubitscheck, filha do presidente Juscelino, de quem foi grande amigo e parceiro de serenatas. Essa amizade, aliás, valeu-lhe a nomeação para um cargo público, o que muito lhe aliviou as dificuldades financeiras.
 
Em 1971, lançou o sexto volume da série “Uma voz e um violão em serenata”, gravada com Francisco Petrônio na Continental, com destaque para as músicas “Cantiga por Luciana”, de Paulinho Tapajós e Edmundo Souto; “Laura”, de Alcyr Pires Vermelho; “Ave Maria no morro”, de Herivelto Martins; “Boneca”, de Benedito Lacerda e Aldo Cabral e “Três lágrimas”, de Ary Barroso.
 
Em 1972, gravou o LP “Dilermando Reis interpreta Pixinguinha” interpretando entre outras, “Carinhoso”, de Pixinguinha e João de Barro; “Lamentos”, de Pixinguinha e Vinícius de Moraes e “Segura ele”; “Chorei”; “Proezas de Solon” e “Urubatan”, parcerias de Pixinguinha com Benedito Lacerda. No ano seguinte, gravou “Homenagem a Ernesto Nazareth” disco no qual interpretou 12 obras do músico entre as quais “Odeon”; “Favorito”; “Tenebroso”; “Brejeiro” e “Apanhei-te cavaquinho”. Ainda em 1973, lançou com Francisco Petrônio o sétimo volume da série “Uma voz e um violão em serenata” do qual constava “Pierrot”, de Joubert de Carvalho e Paschoal Carlos Magno; “Maria Betânia”, de Capiba; “Maringa’, de Joubert de Carvalho; “Modinha”, de Sergio Bittencourt e “Último desejo”, de Noel Rosa.
 
Em 1975 lançou o LP “O violão brasileiro de Dilermando Reis” interpretando 12 composições de sua autoria como “Terno olhar”; “Eterna mágoa”; “Cavaquinho encabulado”; “Chegadinho”; “Miudinho” e “Gente boa”. Em 1977, por ocasião de seu falecimento, o Jornal do Brasil publicou reportagem na qual dizia: “Houve Dino e Meira, há João Gilberto – em cada mão, um estilo, uma época. Antes de todos, houve Dilermando Reis, morto aos 60 anos, de problemas cardíacos. Durante quatro décadas seu nome foi sinônimo de violão. Dilermando cumpriu o ciclo possível no Brasil a um músico de seu tempo. Fez o interior, a boemia, e as serestas das grandes cidades. Tocou nas lojas que vendiam parituras e instrumentos musicais. Foi artista de rádio, atração nos cassinos, formou sua própria orquestra. Compôs, gravou, ensinou”. Em 1978, a Continental lançou o LP póstumo “Dilermando Reis no choro” com 13 interpretações clássicas do violonista.
 
De 1941 a 1962, lançou 34 discos de duas faces com 68 músicas em 78 rpm. Dentre essas, 43 de sua autoria. Gravou também um total de 35 LPs. Em alguns de seus LPs foi acompanhado pelos grandes violonistas Horondino Silva, o Dino Sete Cordas e em outros por Jaime Florence, o Meira. Além de sua vasta obra, deixou inúmeros arranjos editados. Na década de 1990, o violonista Genésio Nogueira iniciou uma coleção de LPs e CDs dedicados à obra do violonista e compositor. Em 1995, foi lançado o CD “O melhor de Dilermando Reis” com uma compilação de sua obra. Em 2000, a Phonodisc, na série “Memórias do cancioneiro popular”, lançou o CD “Chorinhos e chorões” com um apanhado de interpretações suas. Em 2001, o pesquisador Genésio Nogueira lançou uma biografia sobre o artista. Em 2004, o selo Revivendo lançou o CD “Noite de estrelas” com gravações suas do período de 1941 a 1950 como as valsas “Noite de lua”, “Dois destinos” e “Súplica” e os choros “Magoado”, “Grajaú” e “Dedilhando”.
 
Discografia
 
(2004) Noite de estrelas • Revivendo • CD
 
(1988) Dilermando Reis Interpreta Pixinguinha • Continental • LP
 
(1986) Violão brasileiro • Continental • LP
 
(1979) Aplausos • Continental • LP
 
(1978) Dilermando Reis • Continental • LP
 
(1978) Presença de Dilermando com Orquestra de Radamés • Continental • LP
 
(1978) Dilermando Reis no Choro • Continental • LP
 
(1977) O melhor de Dilermando Reis • Continental • LP
 
(1976) Concerto Nº 1 para violão e orquestra • Continental • LP
 
(1975) O violão brasileiro de Dilermando Reis • Continental • LP
 
(1973) Homenagem a Ernesto Nazareth • Continental • LP
 
(1973) Uma voz e um violão em serenata – vol 7 • Continental • LP
 
(1972) Dilermando Reis Interpreta Pixinguinha • Continental • LP
 
(1971) Dilermando Reis • Continental • LP
 
(1971) Uma voz e um violão em serenata – volume 6 • Continental • LP
 
(1970) Grand prix • Continental • LP
 
(1970) Dilermando Reis • Continental • LP
 
(1969) Dilermando Reis • Continental • LP
 
(1968) Saudade de Ouro Preto • Continental • LP
 
(1968) Dilermando Reis • Continental • LP
 
(1967) Recordações • Continental • LP
 
(1966) Subindo ao céu • Continental • LP
 
(1965) Meu amigo violão • Continental • LP
 
(1965) Gotas de lágrimas • Continental • LP
 
(1965) Sua Majestade, o Violão • Continental • LP
 
(1965) Junto a teu coração • Continental • LP
 
(1964) Junto a teu coração • Continental • LP
 
(1963) Sons de carrilhões/Despertar da montanha • Continental • 78
 
(1963) Gotas de lágrimas/Cisne Branco • Continental • 78
 
(1963) Uma voz e um violão em serenata – volume 2 • Continental • LP
 
(1962) Oiá de Rosinha/Abandono • Continental • 78
 
(1962) Pequena cantiga de Natal/Idealista/Felicidade/Ato de caridade • Continental • 78
 
(1962) No tempo do vovô/Fingimento • Continental • 78
 
(1962) L’arlequin de Toléde/Recordando a malagueña • Continental • 78
 
(1962) Presença de Dilermando Reis • Continental • LP
 
(1962) Uma voz e um violão – Francisco Petrônio e Dilermando Reis • Continental • LP
 
(1961) Uma valsa e dois amores/Marcha dos marinheiros • Continental • 78
 
(1961) Soluços/Odeon • Continental • 78
 
(1960) La despedida (Chilena n° 1)/Ausência • Continental • 78
 
(1960) Melodias da alvorada • Continental • LP
 
(1960) Abismo de rosas • Continental • LP
 
(1958) Se ela perguntar/Índia • Continental • 78
 
(1958) Romance de amor/Pavana • Continental • 78
 
(1958) Abismo de rosas • Continental • LP
 
(1958) Volta ao mundo com Dilermando Reis • Continental • LP
 
(1956) Tristesse – opus nº 3/Adelita • Continental • 78
 
(1956) Dilermando Reis • Continental • LP
 
(1956) Sua majestade o violão • Continental • LP
 
(1955) Poema de Fibich/Barqueiro do Volga • Continental • 78
 
(1955) Dois destinos/Vê se te agrada • Continental • 78
 
(1955) Limpa-banco/Sonhando com você • Continental • 78
 
(1955) Rosita/Chuvisco • Continental • 78
 
(1954) Recordando a Malaguenha/Uma noite em Haifa • Continental • 78
 
(1954) Eu amo Paris/Fingimento • Continental • 78
 
(1953) Calanguinho/Penumbra • Continental • 78
 
(1953) Alma nortista/Interrogando • Continental • 78
 
(1952) Sons de carrilhões/Abismo de rosas • Continental • 78
 
(1951) Xodó da baiana/Promessa • Continental • 78
 
(1951) Cuidado com o velho/Vaidoso • Continental • 78
 
(1951) Sentimental/Bingo • Continental • 78
 
(1950) Alma sevilhana/Quando baila la muchacha • Continental • 78
 
(1949) Súplica/Tempo de criança • Continental • 78
 
(1949) Flor de aguapé/Doutor sabe tudo • Continental • 78
 
(1948) Vê se te agrada/Dois destinos • Continental • 78
 
(1948) Araguaia • Continental • 78
 
(1946) Noite de estrelas/Dedilhando • Continental • 78
 
(1946) Adelita/Grajaú • Continental • 78
 
(1945) Recordando/Saudade de um dia • Continental • 78
 
(1945) Minha saudade/Rapsódia infantil • Continental • 78
 
(1944) Dança chinesa/Adeus de Pai João • Continental • 78
 
(1941) Noite de lua/Magoado • Columbia • 78
 
 
 
Fonte: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira. Veja mais!

Reginaldo Rossi

 O Essencial na Música Popular Brasileira – RSS

Reginaldo Rossi

James Kafka (noreply@blogger.com)

Monday, July 15, 2013, 10:23 am

MÚSICA POP E MPB

Lista de Reprodução com 46 vídeos de Reginaldo Rossi 

Reginaldo Rossi

14/2/1944 Recife, PE.

Cantor. Compositor. Estudou Engenharia Civil por quatro anos e chegou a dar aulas de matemática. Começou a se interessar por música em 1964, ouvindo os Beatles e intérpretes da Jovem Guarda.
 
Iniciou a carreira em 1964, imitando Roberto Carlos em apresentações em bares e clubes de Recife. Na época, era acompanhado pelo conjunto The Silver Jets. Em 1966 lançou selo Chantecler seu primeiro LP, “O pão”, música título composta em parceria com Namir Cury e Orácio Faustino. No ano seguinte lançou o LP “Festa dos pães”, música título feita em parceria com Waldemar Pimentel, além de outras de sua autoria como “Maior que Deus” e “Mexerico dos quadrados”. Lançou o disco seguinte somente em 1970, já pela CBS, onde estreou com o LP “À procura de você”, música de Geraldo Nunes e Clayton. Por essa época, afastou-se do gênero rock e passou a apresentar um repertório dentro do chamado brega-romântico, do qual se tornou um ícone. Lançou ainda mais quatro LPs pela CBS. Em 1976, passou a gravar pelo selo Beverly. No ano seguinte lançou o disco “Chega de promessas”, novamente pela CBS. Ficou sem gravar até 1980, quando foi contratado pela EMI, e gravou o LP “A volta”, com inúmeras composições de sua autoria, entre as quais, “Volta”, com Dom Pixote, “Uma tentação”, com Baby Santiago e “A idade do lobo”. Seguindo-se nove discos ao longo da década, nos quais gravou, entre outras, “Sua ausência”, de Eduardo Araújo, “A volta”, de Roberto Carlos e Erasmo Carlos. Por essa época era um fenômeno de vendas no Norte e Nordeste, mas continuava esquecido no eixo Rio-São Paulo. Em 1987 lançou um de seus maiores sucessos, “Garçon”, de sua autoria e que estouraria no sul do país como grande sucesso no final da década de 1990. Em 1989 lançou o LP “Momentos de amor”, com músicas como “Saí da tua vida”, de Chico Roque e Carlos Colla, “Me tira da solidão”, de Chico Roque, Telma e Carlos Colla e “Momentos de amor”, de sua autoria. Na primeira metade dos anos 1990, lançou apenas um disco, pela modesta gravadora Celim. Em 1998 lançou pela Polydisc o CD “Reginaldo Rossi ao vivo”, com seus grandes sucessos, entre os quais, “A raposa e as uvas”, de sua autoria e “Mon amour, meu bem, ma femme”, de Cleide. Em 1999, o CD “Reginaldo Rossi the king”, contou com a participação de convidados como Wanderléia, em “Prova de fogo”, de Erasmo Carlos, Golden Boys, em “Fumacê”, de Solange Corrêa e Rossini Pinto, Roberta Miranda, em “Vá com Deus”, de autoria da própria cantora e do grupo de rock Planet Hemp, em “Negro gato”, Getúlio Cortes. O disco vendeu 1 milhão de cópias. Em entrevista à revista “Veja”, afirmou que se orgulha de ser rotulado de brega, falava de si em terceira pessoa e se comparava a Mozart. Entre seus maiores sucessos estão “O pão”, “Mon amour, meu bem, ma femme”, “A raposa e as uvas” e “Garçom”, esta última a mais pedida em seus shows. Aceitou e ostenta o título de “Rei” da música brega. Em 2001 lançou novo CD ao vivo interpretando, entre outras, “O dia do corno”, de sua autoria, “Será que foi saudade?”, de Zezé di Camargo e “Em plena lua de mel”, de Calyton e Cleide. Em 2000, teve a sua música “Garçom”, gravada por Roberta Miranda, no álbum ao vivo “A Majestade, o Sabiá”, lançado pela Universal Music. Em 2006, gravou seu primeiro DVD da carreira pela EMI Music, “Reginaldo Rossi – Ao vivo”, cujo repertório, constituído apenas de grandes sucessos, foi escolhido pelo próprio cantor. Entre outras, constaram “O Dia do Corno”, “Eu Devia Te Odiar”, “Volta Amor”, “Mon Amour, Meu Bem, Ma Femme”; além do o mega hit “Garçon”. No ano seguinte, teve as músicas “Mon amour”, “Garçon” e “Dia do corno” gravadas pelo cantor Luano do Recife no Cd “Luano do Recife – Simplesmente brega – Volume 3”. Ao longo da carreira recebeu 14 discos de ouro, dois de platina, um de platina duplo e um de diamante. Teve diversas de suas composições gravadas por diferentes cantores e grupos, entre os quais, o Mastruz com Leite, que gravou um CD com suas composições em ritmo de forró. Em 2010, mantendo-se fiel ao estilo romântico exagerado, lançou, novamente pela EMI Music, seu segundo DVD, “Cabaret do Rossi”. Na apresentação ao vivo, que contou com um cenário de tecidos aveludados, poltronas vermelhas, entre outros elementos decorativos de um cabaret, fez releituras de grandes sucessos, tais como “Taras & Manias”, “Dama de Vermelho”, “Boate Azul”, tem também “Amor I Love You”, “Só Você”; além de uma versão inédita da música “I Will Survive”. O DVD, que teve produção de Antônio Mojica e Victor Kelly, foi indicado ao 22o Prêmio da Música Brasileira, na categoria melhor álbum de canção popular. No mesmo prêmio, foi o vencedor na categoria de melhor cantor.
 
Discografia
 
 
 
 
(2010) Cabaret do Rossi – Emi Music – DVD
 
(2006) Reginaldo Rossi ao vivo – Emi Music – DVD
 
(2003) Reginaldo Rossi • EMI • CD
 
(2003) Ao Vivo, O melhor do brega • Indie Records • CD
 
(2001) Reginaldo Rossi ao vivo • Sony Music • CD
 
(2001) Para Sempre -Reginaldo Rossi • EMI • CD
 
(2000) Reginaldo Rossi • Sony Music • CD
 
(1999) Reginaldo Rossi the king • Sony Music • CD
 
(1999) Popularidade-Reginaldo Rossi • Continental • CD
 
(1998) Reginaldo Rossi-ao vivo • Polydisc • CD
 
(1992) Reginaldo Rossi. Celim • LP
 
(1990) O rei • EMI • LP
 
(1989) Momentos de amor • EMI • LP
 
(1987) Reginaldo Rossi • EMI • LP
 
(1986) Reginaldo Rossi • EMI • LP
 
(1983) Sonha comigo • EMI • LP
 
(1982) A raposa e as uvas • EMI • LP
 
(1981) Cheio de amor • EMI • LP
 
(1980) A volta • EMI • LP
 
(1977) Chega de promessas • CBS • LP
 
(1976) Reginaldo Rossi • Beverly • LP
 
(1974) Reginaldo Rossi • CBS • LP
 
(1973) Reginaldo Rossi • CBS • LP
 
(1972) Nos teus braços • CBS • LP
 
(1971) Reginaldo Rossi • CBS • LP
 
(1970) `A procura de você • CBS • LP
 
(1967) Festa dos pães • Chantecler • LP
 
(1966) O pão • Chantecler • LP
 
Fonte: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira. Veja mais!

Encantadas

 Tiago Rattes de Andrade

Encantadas

Tiago Rattes De Andrade (noreply@blogger.com)

Monday, July 15, 2013, 9:25 am

CULTURA

“(…)O mar como um livro rigoroso e gratuito como esse livro onde ele é absoluto de azul esse livro que se folha e refolha que se dobra e desdobra nele pele sob pele pli selon pli(…)” (Haroldo de Campos- Galáxias)

horizonte em linha, o sol atento
torna as marcas vivas,  usura.
retinto, o céu do cientista, (átimo
esfera em livro) fluido,  azuleia
a vida – sentido biológico.

respirar um oceano em suas
algas, e lábaros –  formados
por marés em choque, mar prisão.

dedilhar desenho à hora, grãos
de areia finita traçada a esperança.
em ondas fazer backsides de louvor.