Mandela está consciente e responde espontaneamente, diz neto do ex-presidente sul-africano

 Agência Brasil

Mandela está consciente e responde espontaneamente, diz neto do ex-presidente sul-africano

Talita.cavalcante

Monday, July 15, 2013, 7:00 am

BRASIL

Renata Giraldi*
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Hospitalizado há 38 semanas, o ex-presidente da África do Sul e Prêmio Nobel da Paz Nelson Mandela, de 94 anos, está consciente e responde espontaneamente quando lhe fazem perguntas, segundo seu neto Ndba. “Meu avô está animado e responde positivamente quando falam com ele”, disse Ndba. O ex-presidente da África do Sul Thabo Mbeki, que acompanha o tratamento de Mandela, disse que ele poderia ter recebido alta médica para continuar a recuperação em casa.

“Sei que os médicos estão tratando muito bem [dele] e fazendo um trabalho excelente”, disse Mbeki. “Estou bastante confiante de que Madiba [apelido de Mandela cujo significado é Conciliador] terá alta”, acrescentou ele, que sucedeu Mandela no poder de 1999 a 2008.

Madela foi internado há cinco semanas, em 8 de junho, devido a uma infecção pulmonar crônica. Segundo o neto Ndba, o estado de Mandela permanece “grave, mas estável”. A três dias de comemorar 95 anos, o ex-presidente é esperado para as celebrações na África do Sul.

O governo pede à sociedade que mantenha as orações e a confiança no restabelecimento de Mandela. Há uma campanha nacional elencando as principais realizações do líder que combateu o apartheid [regime de segregação racial] e, por isso, passou 27 anos preso.

“Um movimento global de mudança positiva começa com pequenas ações, a partir de como cada pessoa age e isso estimula a mudança positiva, sensibilizando e expandindo os valores de Mandela, na luta contra a injustiça, ajudando as pessoas em suas necessidades e praticando a reconciliação”, diz a campanha nacional do governo sul-africano.

A campanha reúne possibilidades de as pessoas contribuírem com os projetos de prevenção ao HIV/aids, apoio a clínicas de doentes mentais e terminais, doações de brinquedos e livros, entre outras ações. A finalidade é que os sul-africanos vivam os valores da Constituição, que prevê os direitos de todas as pessoas que vivem no país, além de afirmar valores democráticos da dignidade humana, igualdade e liberdade para todos.

*Com informações da emissora multiestatal de televisão, Telesur e da Presidência da República da África do Sul.

Edição: Talita Cavalcante

Em vinte anos, dobra o número de casas com carros na garagem

 Início

Em vinte anos, dobra o número de casas com carros na garagem

Cepat.cepat@terra.com.br (cepat)

Monday, July 15, 2013, 7:52 am

COMPORTAMENTO, CULTURA

O número de domicílios com carros no Brasil quase dobrou nas duas últimas décadas. Saltou de 23% para 40% do total de moradias, ou seja, de cada mil residências, 400 têm um ou mais veículos nas garagens, de acordo com estatísticas tabuladas pelo Estadão Dados com base no último Censo.

A reportagem é do jornal O Estado de S.Paulo, 14-07-2013.

Nos Estados Unidos, há um movimento oposto. No início dos anos 90, 5,7% dos lares não tinham automóveis, porcentual que subiu para 9,3% no ano passado e deve chegar a 10% este ano, segundo a consultoria americana CNW Marketing.

As deficiências no transporte público – que recentemente desencadearam uma onda de protestos em várias partes do País – e o próprio desejo do brasileiro de ter um carro tendem a manter o mercado automobilístico aquecido nos próximos anos. Mesmo com a falta de mobilidade nas grandes cidades e o alto custo para o consumidor para manter um veículo, as montadoras apostam em vendas de 5 milhões de unidades ao ano a partir de 2017.

No período em que o número de lares com carros cresceu 74% no País, as vendas de veículos novos quase quintuplicaram. Saíram de 712,7 mil unidades, em 1990, para 3,5 milhões, em 2010. Neste ano, devem atingir o recorde de quase 3,9 milhões de unidades.

“No Brasil, o carro ainda é um símbolo de status e a deficiência do transporte público é um fator que incentiva a compra”, confirma a sócia da Prada Assessoria, Leticia Costa. O Brasil tem atualmente 5,5 habitantes por veículo, enquanto nos EUA essa paridade é de 1,6 e, na Europa, de 1,9. “Os EUA são o país com a maior penetração de veículos por habitante do mundo, com muito pouco espaço para crescimento, enquanto o Brasil ainda pode crescer”, afirma Leticia.

As áreas rurais e cidades menores são as que mais devem ampliar o volume de carros em circulação, acrescenta o consultor sênior da A.T. Kearney, David Wong. Em metrópoles como São Paulo, a paridade habitantes/veículo já se aproxima dos índices americano e europeu.

Letícia ressalta que, nos países desenvolvidos, há hoje maior consciência ambiental, principalmente na Europa. Além disso, a qualidade do transporte público e o surgimento de alternativas de transporte (como o compartilhamento) fazem com que algumas pessoas prefiram não ter carros.

Nos EUA, há também outro fenômeno, lembra Wong. “Jovens de 18 a 35 anos estão menos dispostos a ter automóveis.” O país é o segundo maior mercado mundial de veículos – cerca de 15 milhões de unidades ao ano –, atrás da China, que ocupa o topo desse ranking nos últimos cinco anos. A crise de 2008 também levou a uma postergação de compra nos EUA.

Wong concorda que, para o brasileiro, ter carro “é uma demonstração social, é uma questão de status”, somado aos significativos problemas no transporte urbano. Na semana passada, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, pediu ao governo federal R$ 10,8 bilhões para expansão do metrô e construção de dois corredores de ônibus. O prefeito Fernando Haddad, por sua vez, solicitou R$ 6,5 bilhões para corredores de ônibus.

Inimigo

O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores(Anfavea), Luiz Moan, acredita que o número de domicílios com carros deve dobrar nas próximas décadas no Brasil. Além de EUA e Europa, ele cita que a vizinha Argentina tem 3,7 habitantes por veículo.

Ele diz que o transporte coletivo “não é nosso inimigo, ao contrário, os associados da Anfavea também produzem ônibus e defendemos a integração entre as várias modalidade de transporte”. O que não é correto, na visão do executivo, “é impedir as pessoas de ter carro”. 
Em 1995, o País tinha 9,7 habitantes por veículo, paridade que está em 5,5, segundo o último estudo sobre a frota brasileira publicado pelo Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças).

A frota atual em circulação no País é de cerca de 38 milhões de veículos, descontada a “taxa de mortalidade” – veículos que deixam de circular por vários motivos, como acidente com perda total e desmanche. Há 20 anos, a frota era de 15 milhões, incluindo caminhões e ônibus.

O brasileiro passou a ter mais acesso ao carro novo a partir das duas últimas décadas com a melhora da renda, queda no desemprego e expansão do crédito. Em 1990, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita no Brasil era de US$ 5,3 mil. Em 2010, estava em US$ 11,2 mil. Em igual período, a população aumentou de 147,6 milhões para 190,7 milhões, segundo o Censo.

Ativistas do Greenpeace ocupam usina para forçar governo francês a reduzir produção de energia atômica

 Agência Brasil

Ativistas do Greenpeace ocupam usina para forçar governo francês a reduzir produção de energia atômica

Talita.cavalcante

Monday, July 15, 2013, 8:00 am

BRASIL

Renata Giraldi*
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Ativistas da organização não governamental (ONG) Greenpeace ocuparam hoje (15) a Usina Nuclear de Tricastin, na região de Drome, no Sul da França. A ideia é forçar o governo do presidente François Hollande a fechar usinas nucleares e, assim reduzir a produção de energia deste tipo no país. Os manifestantes estão com bandeiras e faixas com críticas à produção de energia atômica. De acordo com a organização do Greenpeace, alguns manifestantes foram presos. Não foi informado o número.

Nas bandeiras e faixas, havia mensagens como “Tricastin: Um Acidente Nuclear” e “François Hollande: Presidente de Uma Catástrofe?”, em referência ao presidente francês. Os responsáveis pela usina ainda não se manifestaram.

No site do Greenpeace, os ativistas dizem que Tricastin é uma ameaça à segurança e provoca agressões às pessoas e à natureza. Os ativistas dizem que a usina é uma das mais antigas do país, em atividade há cerca de 30 anos.

Os manifestantes lembram que o governo Hollande se comprometeu a reduzir a produção de energia nuclear na França pela metade até 2025, o que na prática representa o fechamento de dez reatores até 2017 e 20 até 2020, segundo os cálculos do Greenpeace.

Nos últimos anos, ativistas do Greenpeace organizaram várias ocupações em usinas nucleares, na tentativa de chamar a atenção para o que descrevem como perigos da energia atômica e para expor os problemas de segurança nas centrais elétricas.

*Com informações da agência pública de notícias de Portugal, Lusa.

Edição: Talita Cavalcante

Economia chinesa cresce menos de abril a junho

 Agência Brasil

Economia chinesa cresce menos de abril a junho

Talita.cavalcante

Monday, July 15, 2013, 8:00 am

BRASIL

Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Pelo segundo período consecutivo, houve diminuição no crescimento econômico da China. O Escritório Nacional de Estatísticas da China informou hoje (15) que o Produto Interno Bruto (PIB) referente ao período de abril a junho cresceu 7,5%, percentual inferior ao primeiro trimestre do ano, que registrou 7,7%. Oficialmente, o governo informa em comunicado que a economia do país promoveu um desenvolvimento sustentado e cresceu a um ritmo moderado.

Os dados indicam que as exportações caíram de forma acentuada. O yuan (moeda chinesa) registrou alta em comparação às moedas dos principais países industrializados. As autoridades chinesas, segundo analistas, também estão pagando o preço de reduzir os investimentos na proteção e preservação do meio ambiente.

As informações oficiais são que o governo da China prepara reformas estruturais na tentativa de retomar o crescimento econômico estável. Internamente, as autoridades adotam mecanismos para manter o consumo doméstico ao expandir os gastos dos consumidores.

Em nota, o Escritório Nacional de Estatísticas da China diz que o menor crescimento, nos últimos trimestres, é explicado pelo reajuste do modelo econômico chinês, dependente das exportações e da demanda externa. O total de investimentos do PIB cresceu em 24,8 trilhões de yuan, segundo os dados oficiais, volume elevado para a maioria das nações, mas que indica queda para os chineses.

O comunicado do governo também se refere à produção de grãos, registrando aumento de 1,5% ao ano. Porém, a produção de carne suína, bovina, de carneiro e de aves registrou queda de 0,2% na totalidade, embora tenha apresentado exceções isoladamente. A produção de carne suína, por exemplo, aumentou 1%. A nota menciona ainda o crescimento na produção industrial de forma constante.

De acordo com o texto, as vendas no varejo mantiveram crescimento estável, registrando aumento de 0,3%, no segundo semestre, em comparação aos três primeiros meses do ano. Houve aumento nas vendas de carros, móveis, eletrodomésticos e equipamentos eletrônicos.

O comunicado completo pode ser obtido na página do Escritório Nacional de Estatísticas da China.

Edição: Talita Cavalcante