olhar diferente

A luta permanente contra as desigualdades sociais

Noreply@blogger.com (josé Claudio De Paula)

Segunda-feira, Agosto 05, 2013, 3:47 pm

BLOGS DE POLÍTICA

O Partido dos Trabalhadores é o depositário das esperanças e demandas da maioria da população brasileira, mais especificamente de todos os assalariados que possuem, como único bem, sua força de trabalho. Esta representação classista está na origem da existência do PT. 
Foi o reconhecimento da limitação da luta sindical que levou os fundadores do nosso partido a iniciar um processo de construção partidária que superasse os limites e, assim, estendesse a todos os trabalhadores brasileiros os direitos restritos a algumas categorias profissionais.
O decorrer do tempo (o PT tem mais de três décadas de fundação) não resolveu todos os problemas dos trabalhadores brasileiros, especialmente porque a estrutura institucional brasileira é montada de modo a assegurar privilégios e manter (e ampliar) as desigualdades sociais e regionais.
Mesmo assim, desde a posse do presidente Lula em janeiro de 2003, o Brasil experimentou um período importante de crescimento econômico com distribuição de renda como nunca havia ocorrido na história de nosso país. Algumas mudanças importantes garantiram a inclusão social de milhões de pessoas e estancaram o processo capitalista de concentração de renda e de riquezas.
Os defensores dos interesses das classes dominantes, inconformados com a mudança de rumo de nossa economia, sempre se opuseram à implantação de mudanças mais profundas e permanentes, que mantivessem a tendência de redução das desigualdades sociais existentes em nosso país, ainda que a distância entre os mais pobres e os mas ricos ainda seja grande.
Em 2000, por exemplo, a renda média dos 20% mais pobres em cada município era de R$ 58. Uma década depois a mesma renda média passou a ser de R$ 103. No mesmo período, a renda média dos 10% mais ricos em cada município passou de R$ 1.484 para R$ 1.894. Ainda  que a desigualdade tenha diminuído, a renda dos mais ricos ainda é mais 18 vezes maior do que a dos mais pobres. No ano 2000 essa diferença era de 26 vezes.
Para que a desigualdade tenha diminuído de tamanho foram essenciais as políticas públicas de distribuição de renda promovidas pelo governo federal. Ainda temos muito que avançar. A luta contra as desigualdades sociais deve ser permanente e não pode depender apenas de políticas governamentais. O PT e os trabalhadores brasileiros têm um compromisso com o aprofundamento das mudanças. O futuro, certamente, será de mais justiça social do que os dias atuais e as desigualdades podem ser totalmente eliminadas. Para isso, ainda que as vitórias eleitorais sejam importantes, será essencial a mobilização da parte de baixo da pirâmide social de nosso país em defesa das demandas e reivindicações que reduzam as injustiças sociais ao ponto de elas não mais existirem.   
 
  

Beethoven, o heroi que compôs a Eroica

musicaefantasia

Não foi toa que militantes do movimento negro apontaram em Beethoven traços fisionômicos que sugerem ancestralidade africana. Além da conhecida genialidade musical, ele era também muito ético, e estava envolvido nos melhores movimentos políticos de seu tempo.

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GURGEL ABSOLVE “FAXINADOS” DOS TRANSPORTES

De saída do cargo, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, concluiu não haver provas contra o senador e ex-ministro Alfredo Nascimento (PR-AM) e o deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP), condenado no mensalão, da acusação de que comandariam um esquema de corrupção no Ministério dos Transportes.

As denúncias motivaram o afastamento da cúpula do PR do comando do ministério há dois anos e deflagraram a “faxina ministerial” no primeiro ano do governo Dilma Rousseff.

DO BLOG DO CADU

FHC é o retrato da elite lelé da cuca

 
 
A cada pesquisa divulgada sobre a qualidade de vida dos brasileiros, uma lágrima deve cair dos olhos de um tucano. A comparação entre os períodos governados pelo PSDB e pelo PT deixa bem clara qual a direção que ambos os partidos concebem que deve ir o Estado brasileiro. Agora o dado revelado foi o de que em 80% dos municípios brasileiros a desigualdade de renda caiu entre 2000 e 2010. No período anterior a desigualdade cresceu.
 
O Índice de Gini nunca esteve tão bom no país. Na década de 1990 a desigualdade aumentou 58% das cidades. Ou seja, na década governada por Fernando Henrique Cardoso (FHC), os brasileiros ficaram mais pobres. Na década de Lula a renda per capita dos domicílios cresceu 63% acima da inflação.
 
A década tucana foi marcada pelo alto desemprego, o que gerou a concentração de renda entre os mais ricos. Por conta do alto número de pessoas sem trabalhar, o salário era extremamente comprometido, sem valorização. Bem diferente dos anos Lula e Dilma. Esta a maior conquista dos trabalhadores: a valorização dos salários. A renda média dos 20% mais pobres cresceu 217%. Aumentou quatro vezes mais rápida do que a dos 10% mais ricos.
Na década de 2000, a renda dos mais pobres era 26 vezes menor do que a dos mais ricos. Em 2010, essa diferença caiu para 18%.  Mesmo a distancia sendo enorme, a queda da diferença nunca foi registrada na história do Brasil. E segundo o IPEA, foi o trabalho o maior responsável por isso.
 
Não à toa estamos com nosso índice de emprego em 94%. O mais alto da história do Brasil. Somente no primeiro semestre de 2013 foram gerados mais empregos do que o saldo dos oito anos do governo de FHC. Por isso que ninguém viu um único cartaz pedindo emprego nas manifestações de junho.
 
O “príncipe dos sociólogos” escreveu em seu artigo publicado n’O Globo que “chega de mania de grandeza” e que “basta de corrupção”. Para quem se lembra de seu tempo à frente do país, ministros tiravam os sapatos para passar por alfândegas em viagens oficiais. O chefe de Estado do Brasil tomava esporros do presidente dos EUA em fóruns internacionais e o desemprego dava na canela.
 
Talvez seja isso que ele diga ser “mania de grandeza”. O Brasil tem 6% de desemprego enquanto a Espanha tem 40%. “Basta de corrupção”. Isso mesmo, basta. Começa devolvendo o dinheiro da privataria e do escândalo do metrô em São Paulo. Discurso velho e batido da UDN, corrupção é transgressão de lei. Não há lei alguma que não possa ser burlada. Mas foi agora que se sancionou uma lei contra os corruptores. Não existe corrupção sem corruptor. Siemens que o diga.
 
FHC não tem discurso, nem agenda. A não ser a volta ao passado. Onde os trabalhadores não tinham o mínimo de valorização, onde o complexo de vira-lata é o norte da governança e a elite branca vai voltar a ter conforto em aeroporto.