Mídia Ninja é destaque na imprensa mundial

A Política Além da Notícia

Sob holofotes, desde o início da onda de protestos no Brasil, o coletivo de jornalismo Mídia Ninja (Narrativas Independentes, Jornalismo e Ação) faz planos ambiciosos para o futuro

Equipe da Mídia Ninja em São Paulo | Foto: Mídia Ninja
Ninjas planejam expansão das atividades e financiamento do público

 

Por Camilla Costa – Via BBC Brasil

Ninjas planejam expansão das atividades e financiamento do público

Sob os holofotes desde o início da onda de protestos no Brasil, o coletivo de jornalismo Mídia Ninja (Narrativas Independentes, Jornalismo e Ação) faz planos ambiciosos para o futuro.

“O nosso ideal é ajudar a criar uma rede financeiramente viável que dê conta não só da demanda do público por informação de qualidade, mas também da oferta de jornalistas que não encontram vagas no mercado ou que estão sendo despedidos das grandes redações”, disse à BBC Brasil o jornalista Bruno Torturra, um dos membros do grupo em São Paulo.

O primeiro passo começa nesta semana…

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DO BLOG DO CADU…

PSDB e metrô: quadrilha ou cartel?

 
 
 
Segundo o dicionário, cartel significa “acordo comercial entre empresas, que se organizam numa espécie de sindicato para impor preços no mercado, suprimindo ou criando óbices à livre concorrência”. E formação de quadrilha é quando um grupo de pessoas age organizadamente para burlar a lei.
 
Na prática, qual a diferença? E a denúncia da Siemens, empresa de engenharia alemã, sobre o metrô em São Paulo, o que é?
 
Desde o governo de Mário Covas (1995 – 2001) que, segundo a denúncia da empresa alemã, existe um forte esquema na construção e aquisição de trens de metrô na capital paulista e do Distrito Federal que já teria desviado algo em torno de 500 milhões de reais. Os governos do PSDB abocanhavam 30% dos valores das licitações. Tudo era feito através de empresas de fachada.
 

O esquema é alvo de investigações desde 2008 e nada foi feito pelos governos tucanos. Geraldo Alckmin e José Serra, assim como Mário Covas, teriam compactuado com jogo. Na armação para tornar as licitações de mentirinha estavam outras multinacionais como a francesa Alstom, a canadense Bombardier, a espanhola CAF e a japonesa Mitsui.
 
A denúncia foi feita pela revista Istoé na edição 2279, mas o restante da “grande imprensa” demorou a reverberar – a “coisa feita em papel couché” que atende pela alcunha de Veja ainda não elaborou uma de suas mirabolantes capas sobre o tema – e mesmo assim o partido em questão, o PSDB, não é citado, tampouco o nome de Geraldo Alckmin ou do Serra. Tudo virou “governo paulista”.
 
Como parte da tática de desviar o foco, agora, de mãos dadas, governo tucano e “grande imprensa” jogam a culpa do esquema no CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), autarquia ligada ao Ministério da Justiça. Vale relembrar que o esquema é de 1995, governo Mário Covas, em São Paulo e, FHC era o presidente do país. Se o CADE foi conivente, que os responsáveis paguem por isso com o rigor da lei, mas daí a tentar impor essa desviada de foco, não.
 
Se algo de bom no comportamento da nossa “querida” autoproclamada “grande imprensa” é mais uma prova de seu partidarismo. Ou você tem dúvidas que se São Paulo fosse governada por partidos de caráter trabalhista as chamadas e trato do tema em geral seria diferente?
 
Fosse o Fernando Haddad, prefeito eleito de São Paulo no ano passado pelo PT, o governador, as manchetes dos jornalões e as chamadas do Jornal Nacional não seriam muito destoantes dessas: Governo do PT desvia mais de meio milhão de reais do metrô ou Fernando Haddad, do PT, participou de esquema internacional que desviou mais de R$ 500 milhões de reais do transporte público.
 
A palavra cartel jamais seria usada. A cada cinco linhas, em quatro a palavra quadrilha estaria escrita. As caretas de desaprovação e vergonha moral de William Bonner e Patrícia Poeta na bancada do JN seriam algo digno dos filmes do Jim Carrey. Os comentários do Arnaldo Jabor fariam você ter pesadelos com trens descarrilhando. Folha e Estadão lançariam edições especiais sobre o tema, talvez ligando o esquema às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).
 
Mas como se trata de governos do PSDB e de multinacionais – a direita brasileira adora multinacionais – chegam a pedir cautela. Imagine só, a Folha de S. Paulo que publicou uma ficha falsa do DOPS da Dilma, em plena campanha eleitoral, feita de forma tosca e divulgada na internet através de, essencialmente, spams em emails, pediu cautela sobre o envolvimento do PSDB no esquema do “trintão do metrô”.
 
Essa é a nossa “grande imprensa”: tenta fraudar eleições, manipula a informação de forma descarada, denuncia, julga e condena sem o menos traço de prova. Basta ser do campo progressista e pronto, banho de lama em sua reputação. Mas se for tucano, lustre nos bicos e amaciante nas penas.
 
E você, o que acha sobre o assunto? Cartel ou quadrilha? As perguntas também valem para a grande mídia.
 
 

Indiciamento de Matarazzo é o começo. Vem mais tucano aí.

6 de Aug de 2013 | 08:01

O caso Siemens-Alstom começou a mastigar tucanos de alta linhagem.

O primeiro lugar coube ao senhor Angelo Andrea Matarazzo, ex-secretário de Covas, ex-Ministro da Secom de Fernando Henrique, ex-secretário de Alckmin eex-guardador de lugar para Serra concorrer a prefeito.

Andrea Matarazzo foi indiciado pela Polícia Federal, anuncia a Folha, “por considerar que ele recebeu propina do grupo francês Alstom quando foi secretário estadual de Energia, em 1998.”

O inquérito está concluído desde agosto do ano passado e está esperando (esperando, esperando, esperando) o Ministério Público do Dr. Roberto Gurgel.

Junto com ele, foi pedida a responsabilização judicial de dois dirigentes de uma estatal paulista que negociou com a Alstom um contrato de R$ 72 milhões, a Empresa Paulista de Transmissão de Energia, depois privatizada, e de dois diretores da multinacional francesa.

Em sua defesa, Matarazzo diz que os diretores da EPTE  ” já estavam quando tornei-me (sic) secretário”.

Já no Estadão, que fica nu com a mão no bolso é o senhor Geraldo Alckmin.

O jornal publica a decisão do Ministério Público de criar uma força-tarefa de 10 promotores para levar adiante 45 inquéritos sobre a atuação do cartel dos trens em licitações do governo de São Paulo.

O promotor Valter Santin, ao lado de dois outros colegas, diz aquilo que o governador de São Paulo deveria saber ou parar de fingir que não sabe:

“O cartel é investigado pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica, ligado ao Ministério da Justiça). Nós apuramos a improbidade administrativa e o enriquecimento ilícito de agentes públicos”

Não é isso o que o Dr. Alckmin diz que quer apurar?

Por isso, ontem, este Tijolaço afirmou que sua atitude era teatral.

E o seu papel cínico de “vítima” não durou nem 24 horas.

 

Por: Fernando Brito

A imprensa presta servilismo ético e estético a autoritários disfarçados de autoritários

Qualquer semelhança do título, do post, com o post do tio Rei, é pura intenção de mostrar que o blogueiro da Veja quer medir as pessoas com a sua régua.

O blogueiro da Veja afirmou, em mais um post desnecessário e desrespeitoso, publicando fotos que Pablo Capilé aparece ao lado de Haddad, Dilma e Zé Dirceu, que a Mídia Ninja não seria isenta. 

E você, tio Rei, é o que? E a sua imprensa, kirido?