Uma nova fase nos protestos?

Uma nova fase nos protestos?

– ON 10/08/2013CATEGORIAS: BRASILCIDADESDESTAQUESMOBILIDADE URBANA

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Convocada pelo MPL, manifestação desta semana foca corrupção no Metrô-SP e pode questionar relações entre poder econômico e política

Por Tadeu Breda

Na próxima quarta-feira, 14 de agosto, os paulistanos, quem sabe todos os brasileiros, terão mais uma oportunidade de dar um chacoalhão na classe política tradicional. Para este dia está marcado um protesto contra o “propinoduto tucano”, alcunha com que se convencionou denominar ao recém-divulgado esquema de corrupção envolvendo três administrações do PSDB à frente do governo do estado (Mário Covas, Geraldo Alckmin e José Serra) e grandes empresas do setor metroferroviário, como a alemã Siemens, a francesa Alstom, a japonesa Mitsui e a espanhola CAF.

Assim como nas manifestações pela redução da tarifa do transporte público, que sacudiram a capital no último mês de junho, é o Movimento Passe Livre quem está convocando a passeata. E, mais uma vez, os jovens que lutam pela tarifa zero contam com o apoio do Sindicato dos Metroviários de São Paulo e outras entidades sociais. O novo protesto é um prolongamento bastante lógico da mobilização impulsionada pelo MPL desde sua fundação, em 2005, e que há dois meses chegou ao ápice, com milhões de pessoas nas ruas da cidade – e com reflexos multitudinários pelo país afora.

Coerente com seu discurso político, o Passe Livre vem denunciando repetidamente o servilismo do Estado e Município de São Paulo aos interesses das empresas de transporte. São elas que, de acordo com o movimento, concentram a maior parte dos recursos financeiros destinados às linhas de ônibus, trem e metrô, enquanto a o preço da passagem só faz aumentar e o poder público não se movimenta no sentido de defender os interesses da população, quando isso fere os interesses dos cartéis ou máfias que se formam entre os empresários do setor.

No caso do propinoduto tucano, assim como no da revogação da tarifa, é exatamente de cartéis que se trata. Há dois meses, eram empresas de ônibus que se juntam para pressionar a prefeitura e garantir preços vantajosos a seus negócios, com violência, se preciso for. Agora, denúncias da própria Siemens ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) indicam que corporações estrangeiras se uniram, com as bênçãos do governo estadual, para burlar a concorrência e elevar o preço das licitações para a construção de novas linhas de metrô e para a reforma de trens em São Paulo.

Assim como acontece com o preço das tarifas, quem acaba pagando a conta é sempre o cidadão. E duas vezes: primeiro, no imposto, que vai para o Tesouro e acaba sendo mal gasto – ou roubado – pela má-fé de governantes mancomunados com empresas, e que preferem atender o benefício delas ao invés do direito da população; depois, na passagem que desembolsamos ao tomar a condução de cada dia. Ainda por cima, como todo mundo já sabe, somos obrigado a utilizar um serviço lento, sucateado e lotado. E aí passamos a pagar outro preço, que não é mais monetário, mas psíquico e social – ou infernal, como diria Marilena Chauí.

A manifestação de quarta-feira articula, mais uma vez, a defesa do transporte público com a denúncia de boa parte da podridão política paulistana – e brasileira. Por um lado, protestar contra o propinoduto tucano tem a ver com ir ao ponto nevrálgico do preço da tarifa, que, como o MPL não se cansa de repetir, está na concepção do transporte público como serviço voltado a gerar lucro, e não como um direito social inalienável do cidadão. Assim nos ônibus como nos trens e metrôs. Ou alguém acredita que o dinheiro adicional gasto pelo governo do estado para pagar os serviços superfaturados da Siemens, Alstom e CAF não incide sobre o cálculo do preço que será cobrado pela tarifa depois de finalizadas as obras?

Por outro lado, o propinoduto tucano é mais uma mostra de que o valor abusivo que cada um de nós paga diariamente para se locomover pelas metrópoles brasileiras está intimamente relacionado ao funcionamento do sistema político – e é apenas mais um exemplo do quão necessária e urgente se mostra uma reforma que institua, por exemplo, o financiamento público das campanhas eleitorais.

É amplamente sabido que no Brasil vigora uma velha equação: empresas doam ao candidato xis, que vence as eleições e, em troca do dinheiro que viabilizou sua vitória, defende os interesses de seus benfeitores no congresso, assembleias legislativas, câmaras de vereadores e palácios de governo. Eis o verdadeiro ninho da corrupção, que é estrutural, e não apenas obra da safadeza de fulano ou sicrano. Por isso, querer que a corrupção acabe apenas porque é errado, como prega o discurso moralista em voga, não passa de ingenuidade.

Eu não me surpreenderia em saber que Alstom, Siemens e CAF doaram para as campanhas tucanas de Covas, Alckmin e Serra em São Paulo. Nem em saber que doaram também para a campanha rival, no caso, petista ou malufista. Empresas que têm muita bala na agulha – e muitos interesses – doam para todos que tenham chances de ganhar. Assim, garantem seu favorecimento no governo de quem quer que seja. Também não me surpreenderia em saber que os vereadores paulistanos têm o rabo preso com as empresas de transporte da cidade.

Se se espalhar pelo país, como em junho, a nova manifestação convocada pelo MPL em São Paulo pode ser um passo firme na direção de um país efetivamente mais justo, porque está definindo seus alvos com mais precisão. Não digo que não conseguirão, mas, ao menos desta vez, a grande mídia, com Globo e Arnaldo Jabor adiante, não terão a mesma facilidade em se apropriar do slogan “Não é só por 20 centavos” e moldá-lo a seu bel-prazer, ignorando totalmente o discurso de quem havia convocado as manifestações. Caso a rebeldia volte a explodir, também não será tão fácil aos políticos bem instalados no poder matar no peito o descontentamento popular, tergiversar os gritos das ruas e manter tudo exatamente como está, o status quo intacto, sem nem mesmo precisar abdicar do sagrado recesso branco no meio do ano.

Absolutamente nada mudou no Brasil desde tomamos as ruas: nenhum interesse foi ferido, nenhuma estrutura ruiu ou sequer balançou. A máquina da injustiça segue azeitada – e produzindo. Os otimistas dirão que o brasileiro entendeu que vale a pena protestar e ressuscitou a utopia no imaginário coletivo da nação – e é verdade, mas tudo continua exatamente como está.

No dia 14, os 20 centavos não estarão em pauta, mas sim estará seu significado original: a podridão político-empresarial que se apoderou da democracia brasileira em todos os níveis e em todos os grandes partidos, aproximando nossos representantes dos interesses das elites e afastando-os dos anseios da maioria da população. Na quarta-feira veremos se o tal gigante – aquele criado a ovomaltine e leite com pera – realmente acordou ou se a causa da justiça social no Brasil terá que ser defendida mais uma vez, como sempre foi, pelos insones anões que jamais se deixaram enganar pelo brilho da tevê. E que apanham da polícia sem ter quem lhes defenda.

 

#MAISMEDICOS: PERGUNTINHA BÁSICA PARA A TURMA DO CFM

#MaisMedicos: Perguntinha básica para a turma do CFM

 

Ponto Final

na coluna do Ancelmo Gois

Que tal o Conselho Federal de Medicina (CFM) incluir os pacientes das 700 cidades que não possuem médicos para explicar por que são contra a importação de profissionais para aqueles lugares? Cartas a Redação.
 
Postado por Mario Lobato da Costa às 19:28 
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Fallece el folclorista argentino Eduardo Falú a los 90 años

 
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El compositor y guitarrista Eduardo Falú, el influyente músico argentino que tocó junto a sobresalientes artistas como Atahualpa Yupanqui y Mercedes Sosa, falleció este viernes a los 90 años, anunció la Academia del Folclore de ese país suramericano.

Con su voz grave característica, Falú fue considerado una figura indispensable en la música popular argentina, con un amplio cancionero de más de 200 piezas, entre las que destacan “La tonada del viejo amor” y “Zamba de la Candelaria”.

“Trago de sombra”, “Canción del jangadero”, “Romance de la Muerte de Juan Lavalle”, sobre textos del escritor Ernesto Sábato, “Choro del caminante” y “Camino a Sucre” son otras de sus obras emblemáticas.

La vida artística del compositor fue llevada a la pantalla en el documental “Eduardo Falú, canto al paisaje soñado”, realizado en 2009 por los directores suizos Oliver Primus y Arno Oehri.

Falú, quien falleció este viernes a los 90 años en su casa, había nacido en la provincia norteña de Salta el 7 de julio de 1923, donde vivió hasta que en 1945 se radicó en Buenos Aires para convertirse allí en un guitarrista de trascendencia internacional.

Durante su larga carrera, ofreció conciertos tanto dentro como fuera de Argentina, en países como Estados Unidos, Francia, Japón, España, Reino Unido, Alemania, Austria, Suiza, Suecia, Holanda y Noruega.

Entre otros artistas, trabajó junto a Jaime Dávalos, su compañero de ruta, y le puso música a textos de grandes escritores como Jorge Luis Borges y Ernesto Sábato. Además, acompañó con su guitarra a sus compatriotas Atahualpa Yupanqui y Mercedes Sosa.

“Siempre sostuve que la música es importante, pero si no estuviesen estos poetas magníficos que pintaban el paisaje con señorío, hoy mi obra no sería popular”, había dicho el artista en una entrevista.

Falú logró unir el folclore con la música clásica académica y realizó conciertos con la Orquesta Sinfónica Nacional.

“Mis obras tienden un puente entre lo popular y la música culta, a través de la guitarra”, decía.

“Sólo podemos detenernos a escuchar su música y a sentirlo más grande cada día”, escribió la Sociedad Argentina de Autores y Compositores (Sadaic), que lo tuvo como socio y directivo.

T/TeleSUR / La Radio del Sur
 
 
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Dilma ironiza médicos brasileiros: “Todos escolheram o litoral.”

bloglimpinhoecheiroso

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Via Yahoo Notícias

A presidente Dilma Rousseff disse no sábado, dia 10, em Porto Alegre que a maioria dos profissionais brasileiros que se inscreveram no Programa Mais Médicos do governo federal optou por cidades do litoral para atender à população. A informação, usada em tom irônico, foi uma estratégia da presidente para justificar a chamada de 715 médicos formados no exterior para o programa, que prevê bolsa de R$10 mil mensais mais ajuda de custo por três anos de contrato.

“Cerca de mil médicos brasileiros já começaram a preencher as mais de 15 mil vagas, mas tirando Manaus e Brasília, todos escolheram o litoral”, afirmou a presidente durante discurso para uma plateia de prefeitos.

Os gestores municipais são os maiores aliados de Dilma na implantação do Mais Médicos, que pretende suprir a carência de profissionais da saúde em cidades do interior e na periferia das grandes cidades. Os estrangeiros chamados…

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Western Pond Turtle

The ancient eavesdropper

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Today I had my first encounter with this clandestine creature! It was a large, healthy female who remained calm as I measured her carapace length and body weight. She represents the future of the turtle population, each clutch producing 3 to 11 eggs from May to July during nesting season. Sexual maturity isn’t attained until turtles are around 8 years old. Larger females like this one can be between 30 to 40 years old. What an amazing ectotherm to behold!

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“Poema dos olhos da amada”, por Caetano Veloso

Autores e Livros

 

Ó minha amada
Que olhos os teus
São cais noturnos
Cheios de adeus
São docas mansas
Trilhando luzes
Que brilham longe
Longe nos breus…

Ó minha amada
Que olhos os teus
Quanto mistério
Nos olhos teus
Quantos saveiros
Quantos navios
Quantos naufrágios
Nos olhos teus…

Ó minha amada
Que olhos os teus
Se Deus houvera
Fizera-os Deus
Pois não os fizera
Quem não soubera
Que há muitas eras
Nos olhos teus.

Ah, minha amada
De olhos ateus
Cria a esperança
Nos olhos meus
De verem um dia
O olhar mendigo
Da poesia
Nos olhos teus.

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