DIAS QUER ESCLARECER CASO PETROBRAS, MAS NÃO SIEMENS

DIAS QUER ESCLARECER CASO PETROBRAS, MAS NÃO SIEMENS

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Senador do PSDB protocolou requerimento para que o lobista João Augusto Henriques possa esclarecer denúncia publicada pela revista Época, sobre um suposto esquema de desvio na estatal que financiaria campanhas políticas; ao receber a sugestão do petista Humberto Costa para convocar Adilson Primo, ex-presidente da Siemens no Brasil, que possivelmente sabe muita coisa sobre o escândalo do Metrô em São Paulo, Alvaro Dias respondeu, porém, que está satisfeito com as providências adotadas pelo governo paulista sobre o caso

 

12 DE AGOSTO DE 2013 ÀS 18:46

 

Agência Senado – Em pronunciamento nesta segunda-feira (12), o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) disse que protocolou requerimento para que o ex-diretor da BR Distribuidora João Augusto Henriques possa esclarecer denúncia publicada pela revista Época sobre a existência de um suposto esquema de corrupção na Petrobras, o qual teria favorecido parlamentares, partidos políticos e campanhas eleitorais. Protocolado na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA), o requerimento é subscrito pelo senador Aloysio Nunes (PSDB-SP).

– Se estas denúncias forem confirmadas, o mensalão está mais presente do que nunca na administração federal, como consequência deste sistema promíscuo instalado em Brasília há 12 anos, com o objetivo de cooptar forças políticas, especialmente partidos, para consolidar uma ampla base de apoio ao governo do PT. Trata-se de um sistema que instala um balcão de negócios para lotear os cargos públicos, e se torna a matriz de governos incompetentes, abertos à corrupção – afirmou.

Alvaro Dias disse que o desmonte atual da estatal petrolífera é decorrente do declínio apontado pela oposição já em 2009, quando foi proposta a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras. O senador observou que as denúncias, “que se renovam, circulavam no ambiente da comissão, e o trabalho imposto pelo Executivo para impedir que a comissão investigasse apenas confirmavas as suspeitas”.

Uma seleção de denúncias de irregularidades, prosseguiu, justificava a instalação da CPI da Petrobras, “que se transformou em uma verdadeira farsa, e investigar era impossível”, disse Álvaro Dias. A oposição retirou-se da comissão e protocolou 18 representações junto ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, algumas das quais deram origem a inquéritos, a exemplo do caso da refinaria Getulio Vargas, em Araucária, no Paraná, ainda não concluído.

Em aparte, o senador Humberto Costa (PT-PE) disse que o fato de existirem denúncias não significa que as acusações sejam verdadeiras. Ele também recomendou que Álvaro Dias estendesse a convocação a Adilson Primo, ex-presidente da Siemens no Brasil e hoje secretario da Prefeitura de Itajubá (MG), “que sabe muitas coisas sobre escândalo que supostamente envolveria empresas multinacionais e agentes públicos do governo de São Paulo”.

Em resposta, Alvaro Dias disse está satisfeito com as providencias adotadas pelo governo paulista para tratar da questão, e com as investigações da Polícia Federal e o Ministério Público Estadual sobre o caso, que envolve o fornecimento de trens para o metrô.

 

 

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