O analfabeto midiático

O analfabeto midiático

– ON 19/08/2013CATEGORIAS: COMPORTAMENTODESTAQUESSOCIEDADE

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“Ele imagina que tudo pode ser compreendido sem o mínimo esforço intelectual”. Reflexões em torno de poema de Brecht, no século 21

Por Celso Vicenzi


Leia, ao final do texto, O Analfabeto Político, de Bertolt Brecht

O pior analfabeto é o analfabeto midiático.

Ele ouve e assimila sem questionar, fala e repete o que ouviu, não participa dos acontecimentos políticos, aliás, abomina a política, mas usa as redes sociais com ganas e ânsias de quem veio para justiçar o mundo. Prega ideias preconceituosas e discriminatórias, e interpreta os fatos com a ingenuidade de quem não sabe quem o manipula. Nas passeatas e na internet, pede liberdade de expressão, mas censura e ataca quem defende bandeiras políticas. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas. E que elas – na era da informação instantânea de massa – são muito influenciadas pela manipulação midiática dos fatos. Não vê a pressão de jornalistas e colunistas na mídia impressa, em emissoras de rádio e tevê – que também estão presentes na internet – a anunciar catástrofes diárias na contramão do que apontam as estatísticas mais confiáveis. Avanços significativos são desprezados e pequenos deslizes são tratados como se fossem enormes escândalos. O objetivo é desestabilizar e impedir que políticas públicas de sucesso possam ameaçar os lucros da iniciativa privada. O mesmo tratamento não se aplica a determinados partidos políticos e a corruptos que ajudam a manter a enorme desigualdade social no país.

Questões iguais ou semelhantes são tratadas de forma distinta pela mídia. Aula prática: prestar atenção como a mídia conduz o noticiário sobre o escabroso caso que veio à tona com as informações da alemã Siemens. Não houve nenhuma indignação dos principais colunistas, nenhum editorial contundente. A principal emissora de TV do país calou-se por duas semanas após matéria de capa da revista IstoÉ denunciando o esquema de superfaturar trens e metrôs em 30%.

O analfabeto midiático é tão burro que se orgulha e estufa o peito para dizer que viu/ouviu a informação no Jornal Nacional e leu na Veja, por exemplo. Ele não entende como é produzida cada notícia: como se escolhem as pautas e as fontes, sabendo antecipadamente como cada uma delas vai se pronunciar. Não desconfia que, em muitas tevês, revistas e jornais, a notícia já sai quase pronta da redação, bastando ouvir as pessoas que vão confirmar o que o jornalista, o editor e, principalmente, o “dono da voz” (obrigado, Chico Buarque!) quer como a verdade dos fatos. Para isso as notícias se apoiam, às vezes, em fotos e imagens. Dizem que “uma foto vale mais que mil palavras”. Não é tão simples (Millôr, ironicamente, contra-argumentou: “então diga isto com uma imagem”). Fotos e imagens também são construções, a partir de um determinado olhar. Também as imagens podem ser manipuladas e editadas “ao gosto do freguês”. Há uma infinidade de exemplos. Usaram-se imagens para provar que o Iraque possuía depósitos de armas químicas que nunca foram encontrados. A irresponsabilidade e a falta de independência da mídia norte-americana ajudaram a convencer a opinião pública, e mais uma guerra com milhares de inocentes mortos foi deflagrada.

O analfabeto midiático não percebe que o enfoque pode ser uma escolha construída para chegar a conclusões que seriam diferentes se outras fontes fossem contatadas ou os jornalistas narrassem os fatos de outro ponto de vista. O analfabeto midiático imagina que tudo pode ser compreendido sem o mínimo de esforço intelectual. Não se apoia na filosofia, na sociologia, na história, na antropologia, nas ciências política e econômica – para não estender demais os campos do conhecimento – para compreender minimamente a complexidade dos fatos. Sua mente não absorve tanta informação e ele prefere acreditar em “especialistas” e veículos de comunicação comprometidos com interesses de poderosos grupos políticos e econômicos. Lê pouquíssimo, geralmente “best-sellers” e livros de autoajuda. Tem certeza de que o que lê, ouve e vê é o suficiente, e corresponde à realidade. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, pilantra, o corrupto e o espoliador das empresas nacionais e multinacionais.”

O analfabeto midiático gosta de criticar os políticos corruptos e não entende que eles são uma extensão do capital, tão necessários para aumentar fortunas e concentrar a renda. Por isso recebem todo o apoio financeiro para serem eleitos. E, depois, contribuem para drenar o dinheiro do Estado para uma parcela da iniciativa privada e para os bolsos de uma elite que se especializou em roubar o dinheiro público. Assim, por vias tortas, só sabe enxergar o político corrupto sem nunca identificar o empresário corruptor, o detentor do grande capital, que aprisiona os governos, com a enorme contribuição da mídia, para adotar políticas que privilegiam os mais ricos e mantenham à margem as populações mais pobres. Em resumo: destroem a democracia.

Para o analfabeto midiático, Brecht teria, ainda, uma última observação a fazer: Nada é impossível de mudar. Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo. E examinai, sobretudo, o que parece habitual.

O analfabeto político

O pior analfabeto, é o analfabeto político.
Ele não ouve, não fala, não participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe que o custo de vida,
O preço do feijão, do peixe, da farinha
Do aluguel, do sapato e do remédio
Depende das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que
Se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia política.
Não sabe o imbecil,
Que da sua ignorância nasce a prostituta,
O menor abandonado,
O assaltante e o pior de todos os bandidos
Que é o político vigarista,
Pilanta, o corrupto e o espoliador
Das empresas nacionais e multinacionais.

Bertold Brecht

Farofa de alho no azeite de dendê

 
51 Aromas e Sabores by noreply@blogger.com (Andréa Potsch)  /  8h  //  keep unread  //  preview

Farofa de alho no azeite de dendê

 
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Farofa de alho no dendê

Essa farofa bem simples feita com alho tostado fica amarelinha por causa do azeite de dendê. É ela que eu sirvo com o meu bobo de camarão. Vem receita de bobó amanhã.

Ingredientes

1 xícara de farinha de mandioca crua
2 colheres de sopa de azeite de dendê
3 colheres de sopa de azeite
2 dentes de alho amassados ou picadinhos
Sal a gosto

Como fazer

Refogue o alho nos azeites até que dourem, mas sem queimar.

Junte a farinha, misture bem, tempere com sal.

Deixe tostar por alguns minutos no fogo, mexendo sempre.

Dicas / Substituições

Você pode incluir outros temperos como cebola e salsa.
O azeite pode ser substituído por manteiga.

Paul McCartney em dia de velejador

O exclusivo balneário dos Hamptons, próximo a NY, foi o cenário eleito por sir Paul McCartney (71) para curtir feriado de sol e mar. O beatle — que tem uma propriedade no local — se divertiu em passeio de vela com um amigo de sua filha caçula, Beatrice (9), da relação com Heather Mills(45). Hoje, ele é casado com Nancy Shevell (51).

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Fonte: Caras
Via: @FlavyaPereira

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A ‘gangorra’ da velha mídia na cobertura das manifestações

Milton Alves

Mídia empenha-se de novo em desqualificar manifestações. E volta a pedir repressão

Mídia conservadora agora condena as manifestações

Via Blog do Zé Dirceu

Se fizemos uma rápida cronologia, o movimento dos orgãos de imprensa foi assim: no começo, pediam repressão contra os manifestantes que diariamente promovem concentrações em diversas cidades e capitais do país há dois meses; depois abraçaram as manifestações e tentaram cooptá-las, ignorando e em alguns casos estimulando os atos violentos; agora se posicionam de novo contrariamente aos atos públicos, justificando a reviravolta como decorrência da violência que encerra os protestos.

Em outras palavras, primeiro a mídia pediu repressão e depois tentou manipular e dirigir as manifestações. Agora quer repressão de novo. Alguns articulistas já invocam a ordem e um salvador da pátria. No fim de semana, direta ou veladamente na linha imprimida ao noticiário, a mídia pedia o fim das manifestações. Articulistas, editorialistas, comentaristas no rádio e…

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A Poem composed across the Lily Pond

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walkingwithpoets

Today Walking With Poets stumbled on a new form – a poem shouted into existence across the Lily Pond in Logan Botanic Garden.  I sat on a bench with my notebook and provided encouragement, while two lovely families who were not, up to that moment, known to each other, experimented on the stepping stones and called out lines.  Then we did a little edit.  Here it is:

 

Stepping stones: more fun

than being on the bank.

Always a wobbly one.

That faint sense of peril.

You are lured into

a sense of safety

by the third one

and then the fifth one –

wobbles.

But is there to be no risk

of falling in?

The sun shone, as I now believe it nearly always does at Logan, and I strolled around the garden talking to visitors.  Today lots of people wanted me to read them a poem, which was such…

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Le mystère de la natalité israélienne

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Benjamin Lachkar

Yom Hatsmaout-01

Update: une version actualisée de cet article a été publiée en mai 2014 sur The Times of Israel français

Tout visiteur arrivant en Israel depuis un pays occidental est généralement frappé par le nombre de femmes enceintes, de poussettes, de bébés et d’enfants dans le pays. Alors que la dénatalité frappe le monde occidental depuis les années 70, avec par exemple un moyenne d’à peine 1,5 enfant par femme en âge de procréer en Europe, et tandis que la France s’enorgueillit d’atteindre les 2 enfants, la fécondité des femmes en Israel dépasse 3 enfants.

Or, Israel est un cas unique, en fait le seul pays développé à dépasser le seuil de renouvellement des générations qui tourne aux alentours de 2,1 enfants par femme en âge de procréer. Il y a un lien de corrélation clair entre niveau de vie et natalité. Comme le montre le graphique ci-dessous, plus le PIB…

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