Aos 50: a singularidade e maestria da ficção de João Anzanello Carrascoza

MONTE DE LEITURAS: blog do Alfredo Monte

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(uma versão da resenha abaixo foi publicada originalmente em A TRIBUNA de Santos, em 20 de agosto de 2013)

Em Aquela Água Toda, coletânea que, com justiça,  ganhou o prêmio APCA 2012 (outorgado pela associação de críticos paulistas), encontramos o curto e maravilhoso Grandes Feitos, no qual é narrado o despertar, num sábado, de uma família (um casal e seu filho). Nada acontece de especial (“foram fazer essas coisas que todos fazemos enquanto estamos vivos”), mas tudo parece ganhar o cunho do recém-criado: “Era a mesma cena, cotidiana, mas a mulher a mirava com olhos demorados, e assim as coisas ganhavam uma nova aura—ou a aura podia agora ser vista”.

Aí reside singularidade de João Anzanello Carrascoza. Se Baudelaire era o lírico no auge do capitalismo, como queria Walter Benjamin, o autor do recém-lançado Aos 7 e aos 40 (seu primeiro romance “adulto”)…

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