Na Argentina – Agora foi a vez do Papa criticar os meios de comunicaçao

Deu no Argentinaetc Depois da polêmica envolvendo uma carta enviada pelo Papa Francisco à Cristina Kirchner para felicitar a Argentina pela comemoraçao do dia 25 de maio, data que marca o início do processo de Independência do país, foi a vez do…

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No desespero, revista Time quebra paradigma e publica seu primeiro anúncio na capa

  A Time Inc., maior editora de revistas dos EUA, está quebrando um paradigma para tentar mitigar a crise: dois de seus maiores títulos, Time e Sports Illustrated, estão publicando anúncios na capa. É o rompimento de uma tradição de décadas. Esse tipo de publicidade viola as diretrizes da Associação Americana de Editores de Revistas, destinadas a enfatizar e proteger a independência editorial do comercial. A decisão acontece duas semanas antes da Time Inc. começar a ser negociada na Bolsa de Nova York, desmembrada da Time Warner, que é  a parte rentável do grupo.   SAIBA MAIS AD AGE      

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Por que o G1 tem que responder pelos comentários criminosos que publica

Tentei, como repórter, entender a política de comentários do G1. Me chamou a atenção um comentário no qual uma pessoa dizia que já era hora de invadir a casa de Genoino e matar as pessoas. Escrevi um texto antes de me lançar ao trabalho de repórter. Perguntei o básico: como um site podia permitir uma coisa delas, o que os acionistas da Globo pensavam sobre isso – e como anunciantes colocavam sua marca num produto frequentado por celerados, bárbaros, selvagens. Este é um ponto que particularmente me intriga: a postura passiva dos anunciantes do G1. Um site, afinal, é os seus leitores, e os leitores do G1 são aqueles. Num mundo menos imperfeito, os anunciantes rejeitam um portal como o G1 – e qualquer outro site que abrigue e incentive brasileiros desagregadores e, usemos a palavra justa, criminosos. Não só isso. Neste mundo menos imperfeito, os cidadãos também rejeitam com a melhor arma que existe: o boicote. Cada clique dado ao G1 vai ajudar na venda de anúncios, posteriormente. E claro, nesta utopia possível de que falo, a justiça já teria identificado e processado – exemplarmente – os meliantes digitais. Bem, fiz meu papel de repórter. Procurei o editor chefe do G1, Renato Franzini. Depois de inúmeros telefonemas, e só quem liga para a Globo sabe o caos que é tentar achar alguém lá, encaminharam minha chamada a Franzini. Ele foi pego de surpresa, notei. Não havia uma secretaria de anteparo. Me apresentei e disse o que queria saber: qual era a política de comentários do G1. Franzini me pareceu desconcertado. “Justo pra mim esse cara vai telefonar”, ele deve ter pensado. Ele titubeou e fugiu da resposta. Disse que só a Central Globo de Comunicação – uma espécie de RP da empresa – poderia dar a resposta. Tentei. “Somos jornalistas nós dois. Uma frase é tudo que eu quero. Nem que seja: nós não temos política de comentários.” Ele estava desconfortável, talvez intimidado por mim – embora eu tenha sido delicado. Mas nada. Ele me passou o telefone da Central de Comunicação. Depois de mais uma minimarotona ao telefone, cheguei a  uma das funcionárias do diretor Sérgio Valente. Expliquei tudo de novo. Ela não tinha nada a dizer naquele momento, por não saber qual era a política do G1. Me orientou a escrever a pergunta num email e remeter a ela. Ela se informaria e me responderia. Evidentemente, jamais recebi resposta. Dias depois, veio o caso do ônibus, e os comentários assassinos no G1. Alguma surpresa para mim? Nenhuma. Fui integrante do Conselho Editorial das Organizações Globo, o Conedit, comandado por João Roberto Marinho. Alguns minutos numa reunião no Conedit e teria sido resolvida a questão dos comentários homicidas. No DCM, fizemos isso em minutos, tempos atrás. Criamos regras de decência e civilidade. Quem as infringe não é publicado. Quem instila ódio é banido: não queremos leitores assim. Simplesmente não queremos. Existem sistemas modernos de moderação que tornam a filtragem fácil: o nosso, o Disqus, é usado por grandes sites internacionais. Vejo agora que a justiça enfim se movimentou, sob a comoção do achincalhe às vítimas do acidente, e decidiu pedir o IP dos internautas canalhas. É um passo. Mas outro tem que ser dado: incriminar também quem publica. E exemplarmente. Imagino, candidamente, o que aconteceria na Inglaterra se a BBC publicasse um e apenas um comentário como os do G1. Haveria uma comoção imediata na opinião pública. O roteiro está dado. O cidadão, para exigir mudança, tem que agir com sua maior arma: boicote. O anunciante tem que rejeitar sites lidos por facínoras. E a justiça tem que cobrar não só quem produz comentários criminosos – mas quem os publica. Isto feito, o universo digital brasileiro rapidamente se civilizará.

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