A representação do outro pelo olhar da incompreensão

Marcha Mundial das Mulheres

Por: Marcia Rangel Candido*

Dentro da polêmica que vem se delineando sobre as propagandas do novo programa da Rede Globo, “Sexo e as Negas”, o elemento que agora parece sobressair reside no desprezo pela opinião de parte da audiência, que ao olhar do autor, Miguel Falabella, deveria estar se sentindo bem representada. Na multiplicidade de espaços de poder dominados por homens brancos, as lutas por representação da diversidade são constantemente marginalizadas. Há dificuldade em entender que restringir a representação a estereótipos nada tem de inclusivo. Ao contrário, reforçar papéis sociais específicos se relaciona, no caso de negros e negras, diretamente ao racismo. A resposta irônica que as manifestações contra a exibição do programa receberam mostra como ainda é difícil para nós, mulheres, nos fazermos ouvir dentro de uma sociedade sexista, que ignora o quanto a mercantilização dos nossos corpos incide sobre as diversas espécies de violência cotidiana que temos que…

Ver o post original 599 mais palavras

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.