Antônio Mariano e seus Jailsons: as grades da existência social

MONTE DE LEITURAS: blog do Alfredo Monte

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(uma versão da resenha abaixo foi publicada originalmente em A TRIBUNA de Santos, em 25 de agosto de 2015)

   «Teu nome é Jailson, deve ter sido a única frase que pronunciaram para me prender de voz a esse destino». A passagem do terceiro (Estas Imagens) entre os treze contos que integram O dia em que comemos Maria Dulce, representa bem o diapasão através do qual vibram as notas da prosa de Antônio Mariano: Jailson, nome tão “popularesco”, o filho (son) nascido no interior de uma prisão (jail) não só da condição humana como dos inelutáveis dados sociais[1], é um ser genérico que se multiplica pelos relatos, em diversas faixas etárias, profissões ou localidades, geralmente negro, excluído, no máximo “remediado”, como se costumava dizer. Em situações mais favorecidas, como em Chocolate Quente (onde um filho “fraco” adquire autoridade sobre…

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