Quem são os coxas com quem Chico bateu boca — e por que ele os incomoda. Por Kiko Nogueira

  Chico Buarque ama o Rio de Janeiro, entre outros motivos, porque pode circular ali à vontade. Faz caminhadas e corridas com regularidade, sem que ninguém o incomode, a não ser um ou outro fã para uma selfie. Ou fazia.  Chico vai ter de rever seus conceitos com relação a seus exercícios em sua cidade. Não são mais os paparazzi flagrando seus jantares com a namorada a uma distância regulamentar.  Agora são fascistinhas em bando que acham normal tolher o direito de ir e vir.  Uma “playboyzada” — na definição de Emicida — achou natural abordar de maneira agressiva um sujeito que vê pela TV por causa de suas posições políticas. Dois dos bobos foram identificados: Túlio Dek, um rapper que ninguém ouviu falar a não ser por seu namoro fugaz com a prima Cleo Pires, filha da atriz Glória Pires, registrado por revistas de fofoca; e o filho de Álvaro Garnero, Alvarinho. Nenhum deles faz, como diria minha tia calabresa, porra nenhuma. Também não são obrigados, claro. Estavam, ao que parece, saindo do restaurante Sushi Leblon. O filho de Garnero causou controvérsia, recentemente, com um vídeo em que aparecia, alcoolizado, acariciando Ronaldo Fenômeno, que o chamava de namorado.  O pai saiu em sua “defesa” quando o rapaz foi “xingado” de gay. Álvaro, herdeiro do grupo Monteiro Aranha e auto intitulado “empresário”, apresentava um programa de turismo jabazeiro na Rede TV, viajando e se hospedando de graça. Nunca deu Ibope, mas a intenção não era essa, e sim viajar na picaretagem. Filiou-se ao PRB. Pega uma praia com o amigo Aécio quando a agenda permite. Esses moleques inúteis perderam a modéstia, a educação e a civilidade. A coxinhada revoltada on line acabou com redes sociais, devastando as regras mais básicas, e agora atropela a Constituição.  Até prova em contrário, qualquer um tem o direito de acreditar no que quiser — no PT, na mula sem cabeça ou em bula de remédio. Não para eles. Se pudesse, esse pessoal construiria muros separando gente de “bem” e do mal. Tudo isso, obviamente, enquanto grita contra a ditadura bolivariana e manda os outros irem para Cuba. Ao Globo, Túlio Dek se disse “um grande fã”, mas não entende como o ídolo continua defendendo o PT. Chico, um homem bem sucedido, branco, rico como ele deveria ser como ele.  O Rio de Janeiro que Chico ama talvez não exista mais. Acabou o sossego. Desta vez, o encontro com a milícia do ódio terminou relativamente bem. Da próxima, quem sabe o que pode acontecer?  

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Pablo Villaça: “Não, o grupo não ‘atacou o partido’; atacou Chico num momento de lazer e no meio da rua”

por Pablo Villaça, em sua página no Facebook Em um momento de lazer, Chico Buarque de Hollanda foi cercado no meio da rua por um grupo de jovens ligados ao PSDB e insultado por “defender o PT…

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quarto

Vanessa C. Rodrigues

Pode acender seu abajur, ele disse. E ela pensou nisso de um abajur ser dela como seria aquela cômoda embaixo dele e também o livro que ela segurava com as duas mãos. Quanto falta para acabar? O livro.

Aos poucos tudo no quarto lhe pareceu estranho e familiar ao mesmo tempo. O abajur. Ela se lembra de quando escolheu justamente aquele, que ficaria perfeito no canto da cômoda, se lembra daquela tarde, quando carregou por duas linhas de metrô duas pequenas lâmpadas novas na bolsa, que chegaram intactas, e da alegria em ter constatado que tudo estava dando tão certo naquele dia, o quarto com a luz bonita do abajur e as lâmpadas pequenas que brilhariam com toda a força pela primeira vez e agora de quem era aquilo tudo? O abajur, a lâmpada já gasta e também a cômoda e os livros em cima dela. Quanto tempo ainda resta?…

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Escolas ocupadas tinham milhões em material escolar nunca distribuído. Por Mauro Donato

  Quando estive na E.E. Maria José, chamou-me a atenção uma enorme quantidade de livros novos, ainda embalados, empilhados em um corredor. Era o mês de novembro e conhecedor de como são as coisas no nosso Brasil inzoneiro, achei pouco provável que fossem materiais didáticos já do próximo ano. Mas se não eram antecipados e sim do ano corrente, o que estariam fazendo ali no final do ano, sem uso? Não pude tratar do assunto naquele dia pois a polícia havia acabado de invadir a escola, estudantes tinham sido agredidos e um forte cheiro de gás de pimenta ainda pairava no ar. Porém aquilo não me saiu da cabeça e uma aluna poucos dias depois me confirmou ser material não entregue. Averiguei nas demais ocupações e a situação não apenas se repetia como surpreendia cada vez mais. Na E. E. Diadema além de livros e cadernos, vários instrumentos musicais para fanfarra, novos, estavam escondidos e, segundo um aluno que não quis se identificar, nada menos que mil mochilas sonegadas pela diretoria que havia informado aos pais não tê-las recebido. A escola Arthur Chagas (Sapopemba), também escondia instrumentos musicais e materiais do ano de 2014 que os alunos sequer viram a cor. Lá também foram encontrados utensílios para aulas de química, embalados, boa parte deles vencidos. Utensílios que os alunos nunca tiveram acesso. Na ocupação Dep. João Doria também há materiais para química mas lá o absurdo é ainda maior: não existe laboratório na unidade. Fotografei ainda pilhas enormes de cadernos de atividades nunca entregues e materiais esportivos como sacos de boxe e raquetes de badmington, tudo novo e cuja existência era ignorada pelos alunos. Na Fernão Dias Paes, em Pinheiros, os estudantes encontraram um enorme estoque de uniformes para prática de esportes. “A gente fazia educação física com a mesma roupa e depois voltava suado para a sala de aula”, afirmou Heudes de Oliveira. Em todas, muitos livros, cadernos, canetas, lápis. Sempre negados aos alunos, que não raramente precisavam organizar-se em duplas para dividir o uso devido a ‘inexistência’ dos materiais. Na escola Orville Derby (Zona Leste), a quantidade era tanta que os alunos fizeram uma barreira na frente da diretoria com os livros novos estocados e não distribuídos. Neles, um cartaz afixado aguarda a chegada do diretor após a desocupação: “Hoje os livros que te impedem o acesso. Ontem nosso acesso é que era impedido.” Por que livros que deveriam ser fornecidos ao longo do ano letivo foram ocultados? Por que tantos materiais novos guardados sem que os alunos tivessem acesso e direito de usar? O governo federal destinou mais de R$ 1 bilhão para garantir que a rede pública de ensino básico do país recebesse obras didáticas. Para o ano letivo de 2015, mais de 150 milhões de livros didáticos foram distribuídos pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNDL) do MEC para serem utilizados por 37 milhões de alunos dos ensinos fundamental e médio. Só o orçamento de São Paulo destinado para a Educação foi de R$ 28,3 bilhões aprovados pela Assembléia Legislativa e o estado sempre teve fama de gastador. Segundo dados de 2013, enquanto pais chegavam a pagar R$ 3.253,00 ao mês para manter filhos em uma das dez escolas mais bem classificadas no Enem na rede privada, os gastos com o ensino médio na rede pública por aluno eram de R$ 3.793,52 (dados de 2013, fonte MEC). Então por que o material não chega nas mãos dos alunos? Por que tantos pais reclamam durante o ano inteiro da não entrega de material? Mesmo com o orçamento aprovado, o governo paulista reduziu a verba para a compra de materiais. A Secretaria de Educação afirmou que fez o corte porque ‘parte do recurso não era utilizado’ mas já no meio do ano nem papel higiênico tinha mais. Materiais para artes como tintas, pincéis e cartolina precisavam ser trazidas de casa. E agora, no final do ano, alunos descobrem estoques repletos. Dá para entender? Todo esse material represado em associação a uma estrutura degradada, banheiros imundos, quadras esportivas com o piso todo rachado e esburacado (isso quando não tomadas pelo mato), prédios sem pintura há anos e com o reboco do teto despencando proporcionam esses índices de aprendizagem que conhecemos. E ainda assim, com todo esse desleixo querem criminalizar os estudantes por sua revolta. Oras, criminoso é o estado. As descobertas feitas pelos ocupantes das escolas certamente explicam em boa parte as reações tão violentas de vários diretores como na escola Dep. João Doria ou na escola Maria José que buscavam dissolver as ocupações a qualquer custo. Sabiam que mais cedo ou mais tarde seus segredos seriam descobertos. Por que tanta ânsia em ‘retomar’ a escola? Haveriam coisas ainda piores em suas gavetas? Todas as denúncias na verdade são apenas a confirmação de antigas suspeitas e de um modo de governar elitista e segregador. A reorganização escolar do ensino equivaleu aos 20 centavos. Só fez transbordar um copo que já estava cheio fazia tempo.    

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APOSENTADO INVOCADO: Chico Buarque é atacado pelos filhos da mídia zika. Agora é assim na ‘República do Pensamento Único’, você não pode gostar do PT eles não querem e te atacam no meio da rua. Tod…

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