Prognósticos

Colunista do 247 Alex Solnik opina sobre o desenrolar de pontos que deverão marcar a agenda política de 2016; para Solnik, o impeachment já subiu no telhado em definitivo; o afastamento de Eduardo Cunha (PMDB) pelo Supremo Tribunal Federal não deve avançar; o PMDB continuará na base do governo do PT e o vice Michel Temer será reconduzido à presidência do partido; leia íntegra

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Tijolaço: Globo precisar gritar ‘crise’ a cada minuto

Jornalista Fernando Brito, editor do ‘Tijolaço’, afirma que, para o jornal O Globo, é preciso é preciso gritar a cada minuto “é crise”; ele classifica como “ridícula” a reportagem do veículo, intitulada “Crise econômica faz público trocar o branco pelo amarelo no réveillon”; “Algumas pessoas, por superstição, sempre vestiram amarelo para “chamar dinheiro” no Ano Novo. Mas, por causa da crise, quem trocou foi o ‘público’. Público, como se sabe, são aquelas seis pessoas que são selecionadas pela reportagem “cumpre pauta”, diz ele; (A reportagem) Não tem espírito de confraternização. Só espírito de porco”

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Marta Suplicy foi a Marta Suplicy do ano. Por Kiko Nogueira

  Marta Suplicy foi a Marta Suplicy do ano. Em janeiro, numa entrevista ao Estadão, falou dos “desmandos” do PT, do “Volta, Lula”, da incompetência e Dilma, de como perdeu poder e prestígio na legenda. Em 28 de abril, desfiliou-se do partido no qual militou durante 34 anos. Em tese, a situação poderia ser resumida de maneira simples: ela não via mais espaço e procurou outro caminho. Do jogo. O ressentimento de Marta, porém, a transformou numa Rachel Sheherezade de calças. E o ressentimento, como se sabe, é um veneno que você toma esperando que o outro morra. A Marta que nasceu de sua filiação ao PMDB guarda todas as características da encarnação anterior, especialmente a arrogância, mas agora é também um pote até aqui de mágoa. Embarcou no discurso moralista mais rasteiro, topou o impeachment, apostou no cavalo do Temer. Meses antes, era ministra da Cultura. Haja vontade de tratar o eleitor como idiota. “A gente quer um Brasil livre da corrupção, livre das mentiras, livre daqueles que usam a política como meio de obter vantagens pessoais. Afinal, estou no PMDB do Doutor Ulysses, que democratizou o país. E no PMDB do doutor Michel, que vai reunificar o país”, disse ao se filiar. “Doutor Michel” é de um sabujice linda. Como ela se referia a Lula? Ao seu lado, naquela noite, Eduardo Cunha e Renan Calheiros sorriam como répteis. Em outubro, chegou a diminuir as acusações contra Cunha. “Tem [denúncias contra ele], como tem em qualquer partido de relevância. Tem contra o PSDB. Acho que só o PSol não deve ter, né? Não sei. Mas partido grande, me diga um que não tenha. Tem no PSB, com o Bezerra, né? Todos têm, não passa por aí. A contaminação é grande na política brasileira. O que importa é nós termos uma união diferente do que está acontecendo.” Ué, mas a ideia não era dizimar o câncer da corrupção? Ou não é um problema tão grave, dependendo do autor do delito? Marta vai concorrer à prefeitura de São Paulo em 2016. Continuará colocando suas fichas na falta de discernimento dos paulistanos. Em sua coluna na Folha de hoje, mistura alhos e bugalhos, direita, esquerda, centro e um tal cônego Severino. Como exemplo de “renovação diante das crises”, elenca “movimentos” como Brasil Livre e Vem pra Rua, juntamente com o Podemos e o Cidadãos da Espanha. São grupos que defendem uma “nova ordem política e social e preservação de direitos”, segundo a autora. “Bem vindos. Viva a democracia!”, vibra a senadora. Pobre Podemos, pobre Syriza. Que direitos os kataguiris querem preservar é um mistério que Marta e seus amigos terão de responder em algum momento. 2015 foi pródigo em rancores, manifestações de ódio, oportunismo e maus perdedores. Marta Supicy juntou a isso uma impressionante quantidade de laquê e de falta de visão ao embarcar na canoa do Doutor Michel e do Achacador em seu desespero para não sumir.  

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Um leitor à espera de notícias sobre um bebê indígena assassinado

Por Alceu Castilho. Publicado no Outras Palavras   Ele tinha 2 anos e foi assassinado. Um homem o atacou enquanto sua mãe o amamentava. Passou a faca em seu pescoço. Estivesse no Guarujá, ou na Barra, sua morte teria gerado uma comoção nacional. Mas não. Ele estava numa rodoviária. Em Imbituba, no litoral sul de Santa Catarina. Chamava-se Vitor Pinto, morava em Chapecó, na divisa com o Rio Grande do Sul. Era um bebê indígena. Vi ontem a notícia no G1, o portal da Globo: Menino indígena de 2 anos é morto em frente a rodoviária no Sul de SC. Na hora, pensei: isso é uma notícia nacional. Internacional. Mania de jornalista. Pensar na repercussão. isso não significa indiferença, pelo contrário. Significa querer que essa vida seja percebida. Que os indígenas sejam respeitados. Outros casos, evitados. Por isso fiquei esperando os jornais, nesta manhã de quinta-feira, último dia de 2015. Sem muita esperança. Pensei: vai virar uma notinha. Em pé de página. Um registro protocolar na Folha, no Estadão, talvez um pouco mais no Globo, já que foi o G1 que deu a notícia. Sem exclamação – sem chamada de primeira página, a condição para que um fato seja considerado realmente importante pelo jornal. Abri a Folha. Caderno Cotidiano. Nada. Nem uma linha. Li de novo. Não achei. Pensei: bom, talvez tenha ido somente para a última edição, de São Paulo, já que eu não estava na cidade. Muito embora, ao lado, a edição de esportes registrasse o jogo do Barcelona no campeonato espanhol – que aconteceu depois. Tinha Neymar, tinha Messi, tinha a São Silvestre. Mas nada de Vitor. Nada também na última edição da Folha. E no Estadão? Caderno Metrópole. Nada. Textos sobre monotrilho, escolas “invadidas”. Um abre de página sobre uma obra no porto, no Rio, que “causa problemas a turistas”. Abaixo, uma não-notícia sobre a lentidão na Imigrantes na saída do feriado. Esportes. “Jean não vem mais”. “Lugano está perto”. Vítor? Um bebê indígena de 2 anos esfaqueado? Nem um registro. O Globo. Pensei: aqui teremos uma nota. Talvez um título no meio da página. A foto da RBS (retransmissora da emissora na região Sul) com os chinelos de Vítor. Procuro. Vejo a capa. Uma queniana com um cocar – uma competidora da São Silvestre. A foto principal é de guardas armados na Praia de Copacabana. Na manchete, a alta do dólar. Pedaladas. Vinhos chilenos. O arremedo do mundo na capa de um jornal. Internamente, estará lá – decido. Folheio. Um artista plástico diz que as fronteiras “mudam com o passar das nuvens”. Abaixo, foto dos 30 jornalistas escalados para cobrir o réveillon no Rio. Páginas seguintes: microcefalia. Médicos cubanos. El Niño – não o menino Vítor, mas o fenômeno climático. Aécio recebeu propina? Anúncio da Tele Rio: “Feliz 2016”. Uma série sobre os dez crimes que chocaram o Rio. “Estudante é morto a tiros no Jacarezinho”. Abaixo da previsão do tempo. Wesley levou três tiros. Mais uma vítima da polícia pacificadora. 15 anos. Devo estar chegando na notícia sobre Vítor. Mas não. Vejo o obituário. Preço para avisos religiosos e fúnebres. Em um dia útil, o valor mínimo é de R$ 1.062,00, para uma coluna com altura de 3 centímetros. O valor máximo é de R$ 14.340,00. Três colunas de 10 centímetros. Quantos centímetros tinha Vítor? Nos principais jornais brasileiros, não ganhou nenhum. Pelo site do Zero Hora, o jornal gaúcho da rede RBS, sou informado de que o assassinato teve endereço certo. “A suspeita dos policiais militares é que o homem estaria incomodado com a presença dos indígenas no local“, diz o texto. A mãe pertence à etnia Kaingang. É de Iraí (RS). Ou seria de Chapecó? Vende artesanato no litoral catarinense. No dia 22, o site Desacato informava que famílias Kaingang – também do Rio Grande do Sul – estavam sendo “convidadas a se retirar” da rodoviária de São Miguel do Oeste, no outro extremo de Santa Catarina. Todo ano eles vendiam artesanato no local. Mas deram a eles lonas para continuarem o comércio num ponto atrás do cemitério. “Choveu, nós molhamos tudo, e lá na rodoviária não se molhava porque a gente ia na rodoviária se proteger”. NEONAZISTAS SÃO SUSPEITOS, DIZ CIMI A seção regional Sul do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) emitiu nota hoje, 31 de dezembro, manifestando indignação com o assassinato. O texto traz o seguinte parágrafo: “Informações colhidas na delegacia por um advogado que acompanhou a família Kaingang dão conta de que esse cruel assassinato pode estar relacionado a ações de grupos neonazistas ou de outras correntes segregacionistas, que difundem o ódio e protagonizam a violência contra índios, negros, pobres, homossexuais e mulheres”.  

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Dilma pode usar reservas para crescer e mudar cenário que anularia pregação pró-impeachment

  Retomada do desenvolvimento   com reservas cambiais de R$ 1,5   trilhão cria novas expectativas e   expulsa os golpistas antidemocráticos   da cena política artificial que se   armou em 2015, ameaçando a   estabilidade política brasileira,   crime de lesa pátria   Na última reunião dos governadores, em Águas Claras, Brasília, emergiram…

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