O ‘cinematográfico’ triplex de Lula é menor que a sala de Roberto Civita. Por Paulo Nogueira

Vem cá. Do que os caras não acusam Lula? Virtualmente todos os dias os jornais publicam, espalhafatosamente, denúncias contra ele. Contra ele e tudo que o cerca: família, amigos etc. Daqui a pouco vão incluir o cachorro de Lula nas acusações. Alguns casos são como assombrações: aparecem, desaparecem por falta de sustentação e mais tarde ressurgem. É o que acontece agora com o já famoso triplex do Guarujá. Quem publicou essa história primeiro foi o Globo. Segundo o jornal, Lula seria dono desse triplex. A maldade já se iniciava com a palavra tríplex. Você é induzido a achar que se trata de um apartamento cinematográfico, tal como o de um Civita ou de um Marinho. Mas a metragem é inferior a 300 metros quadrados, o que pode ser frustrante para quem tem em mente um tríplex hollywoodiano. Ou mesmo para quem, como eu, tenha conhecido as salas de Roberto Civita e de Roberto Marinho, ambas com muito mais de 300 m2. A primeira vez que fui à sala de RC atravessei uma barreira de secretárias (quatro) e seguranças (quatro). Quando vi uma sala, fui entrando. Era um pouco maior do que a minha de diretor de redação da Exame. Fui entrando, automaticamente. A secretária me avisou que aquela era a sala dela. A de RC era um duplex – este sim – de cinema. A sala de Roberto Marinho parecia um campo de futebol, com vista para o Corcovado. Não me pergunte o que ele fazia com tanto espaço. Como cavalo era uma de suas paixões, ele poderia equitar ali, se quisesse. Com sua morte, os três filhos ocuparam, com extremo conforto e incomparável beleza, a sala do pai. As primeiras acusações sobre o alegado tríplex diziam que a construção dos apartamentos atrasara e Lula recebera sua unidade antes dos outros. As fontes do Globo eram anônimos vizinhos e um funcionário também não citado. (Contra Lula transeuntes são fontes. Contra Aécio sequer um delator é levado em conta, mesmo que ele não consiga redução de pena nenhuma se falar uma mentira.) Lula respondeu que tinha comprado uma cota, como um plebeu que adquire algo em prestações. Não que precisasse: com o dinheiro que ganhava para falar, bastariam três ou quatro palestras para quitar o negócio. Lula disse também que havia uma cláusula de compra que ele não exercera. Não negou, portanto, ser proprietário de uma cota do triplex. Isso não impediu que, agora, ele seja acusado de ocultação de patrimônio. Um patrimônio publicamente declarado foi definido como oculto, o que mostra o vale tudo contra Lula. Patrimônio oculto, você talvez pudesse dizer, foi o que a Abril fez ao vender 30% da editora aos sul-africanos da Naspers. Nem a Caras e nem a Superinteressante entraram no negócio. Foi graças a elas que os Civitas puderam, em anos duros sob as vistas rígidas dos novos sócios, continuar a manter suas retiradas faustosas. Eles sabiam? Como diria a Veja, talvez sim, talvez não. Não podemos confirmar e nem desmentir. É esta a lógica que vigora contra Lula. Denúncias contra Lula são invariavelmente publicadas – mesmo que não possam ser confirmadas. Desde Getúlio Vargas com o infame Mar de Lama inventado por Carlos Corvo Lacerda, nenhum político brasileiro era tão perseguido. Enquanto isso, Eduardo Cunha – para ficar num só caso – teve as mãos livres durante quase 30 anos de carreira para promover seu gangsterismo político que transformou o Congresso numa casa de comércio indecente. A imprensa jamais o importunou porque ele defendia os interesses dos barões, como a terceirização e a supressão de qualquer debate sobre a regulamentação da mídia. Isso conta muito, ou tudo, sobre ela, a imprensa.

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Global Economic Prospects

The global economy is still struggling to gain momentum as many high-income countries continue to grapple with legacies of the global financial crisis and emerging economies are less dynamic than in the past.

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Quem é o promotor da Veja que vai indiciar Lula? – TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

A Veja publica que o promotor de Justiça Cássio Conserino, mesmo sem ter sequer ouvido Lula, diz ter elementos para abrir inquérito contra o ex-presidente Lula pela “compra” de um apartamento que, afinal, jamis…

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Além de advogados, Defensoria Pública diz que “lava jato” atropela direitos

Consultor Jurídico – Notícias, 23/1/2016 – Além de advogados, Defensoria diz que “lava jato” atropela direitos [Advocacia, Criminal]

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Florianópolis, poluída por esgoto, dissimulação e ódio de nordestinos. Por Aline Torres

  Florianópolis é uma das cidades mais bonitas do Brasil. Tem praias de mar gelado e bravio, outras de águas mansa, cachoeiras escondidas por montanhas, trilhas pela Mata Atlântica, onde na primavera florescem os guarapuvus, árvores símbolo. Tanta exuberância vira isca para os turistas. A capital de Santa Catarina recebe em média 1,5 milhão de pessoas no verão. A alta procura favoreceu a vitória no prêmio Viagem e Turismo, da Editora Abril, como “a melhor cidade de praia do país”, divulgado no final do ano passado. E a fama não é apenas nacional. O Ministério do Turismo publicou que o município está entre os três destinos mais visitados por estrangeiros. O Norte da Ilha é reduto de argentinos e uruguaios. Na Lagoa da Conceição estão os europeus e norte-americanos, fisgados pela badalação e pelo surfe. No Tripadvisor, Florianópolis aparece em 4° lugar nas buscas. A descrição no site internacional acentua a visão comum “É um destino cada vez mais procurado devido às suas praias perfeitas, os frutos do mar deliciosos e a combinação de uma cidade grande e moderna com fortificações coloniais”. Mas o que os turistas não sabem, e as autoridades fingem não saber, é que Florianópolis é uma cidade poluída. Das 42 praias da Ilha, 30 estão contaminadas, ao menos em algum ponto. A realidade oposta à publicidade tem provocado protestos. No dia 18, cerca de cem jovens argentinos caminharam pelas areias de Canasvieiras gritando “Vamos lutar pela nossa praia!”. Não foram ouvidos. Os outros hermanos estão cancelando as diárias desde que descobriram que a epidemia de virose pode ter relação com o esgoto jogado a céu aberto. Em um extremo da praia fica o Riacho Beatriz, assoreado e alvo de ligações clandestinas; do outro, o Rio do Brás, contaminado pela Casan (Companhia Catarinense de Água e Saneamento), órgão responsável pelo tratamento dos dejetos, mas que por ineficiência os despeja no mar. No centro desse cenário de descaso estão os banhistas. Mascarados. Segundo a coordenação da Unidade de Pronto Atendimento do Norte da Ilha, desde o dia 7 foram atendidas mais de mil pessoas com diarreia, dor abdominal, febre e vômito. A Dive (Diretoria de Vigilância Epidemiológica) informou que 70% dos infectados frequentaram praias do Norte da Ilha. Na contramão, a Prefeitura de Florianópolis divulgou que 80% dos casos de virose não têm relação com o mar. O motivo seria a má alimentação. O presidente do Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Florianópolis, Tarcísio Schmidt culpou os nordestinos. Em entrevista à Rádio Gaúcha, disse que a poluição não é tão grave, que as pessoas exageram, e que o problema é o queijo coalho vendido pelos migrantes. “Eles vendem esses negócios. Vai saber se está limpo. Eu na praia só como picolé”, disse. Porém, não é o cheiro do queijo que faz os turistas usarem máscaras em Canasvieiras. Essa foi a solução encontrado contra o fedor de esgoto. Enquanto empresários e moradores do bairro protestam por saneamento, para que a qualidade da vida e dos negócios seja mantida, o secretário estadual de Turismo Filipe Mello afirma que essa é a melhor temporada dos últimos anos. Ele disse que não há motivo para insatisfação, já que há outras praias além de Florianópolis. Esqueceu que uma a cada três de Santa Catarina, analisadas pela Fatma, também estão degradadas. Uma mancha escura no Rio Perequê, em Porto Belo, pode interditar as cidades da Costa Esmeralda- Bombinhas, Porto Belo e Itapema. E nesse mar de sujeiras os principais envolvidos são órgãos vinculados ao governo. A Fatma é alvo de ações do Ministério Público Estadual por liberar a ampliação da estação de tratamento da Casan, em Canasvieiras, sem qualquer estudo de impacto ambiental. E ignorando o relatório entregue pelo ICMBio (Instituto Chico Mendes de Biodiversidade). As pesquisas dizem que o vazamento de esgoto não atinge apenas as praias, mas o Rio Papaquara, que deságua na Estação Carijós, uma das maiores reservas ambientais do Estado, cujos cursos d’água estão conectados com a principal bacia hidrográfica de Santa Catarina, a do Rio Ratones, que por conseqüência polui a Baía Norte, tão contaminada quanto a Baía Sul. Nessas fazendas submersas crescem as maiores produções de ostras e berbigões do Brasil. Banhados por águas infectadas, os alimentos são importados, inclusive, para o Nordeste.  

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Advogados do Rio lançam nova charge para responder ataque da Globo

Na página do Coletivo dos Advogados do Rio de Janeiro. A pedido do CDA-RJ o cartunista Vini produziu essa charge. Ela representa o sentimento do Coletivo e dos Advogados de um modo geral: O de que …

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