Aécio, o “ininvestigável” e o “impublicável”

Jornalista Fernando Brito, do Tijolaço, destaca que, “como, até agora, prevalece o pedido de arquivamento das investigações sobre o senador e ‘presidente moral’ do Brasil feito pela Procuradoria Geral da República, pode-se dizer que ele não é investigado” e “como os jornais e revistas não publicam, ou publicam discretamente, sem qualquer iniciativa de aprofundar suas pesquisas, Aécio também não é ‘publicado'”

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Kennedy: ‘Aécio deve mais explicações’

Sobre a nova revelação do lobista Fernando Moura, de que o senador Aécio Neves, presidente do PSDB, foi destinatário de “um terço” da propina arrecadada em Furnas, o colunista Kennedy Alencar lembra que não é primeira vez que o nome de Aécio aparece na Lava Jato e disse que é “frágil” o argumento de que o PT tenta envolver o PSDB nas investigações; “Se tivessem algum poder sobre a Operação Lava Jato, os petistas não estariam na situação atual de extrema dificuldade, alguns presos em Curitiba”; “Do mesmo jeito que são cobradas explicações de Lula, também devem ser cobradas de Aécio”, afirmou

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A prova do pudim da Lava Jato nas mãos de Janot

Todos os jornais impressos esconderam a declaração do doleiro Alberto Yousseff à CPI da Petrobras, de que o senador Aécio Neves recebia US$ 150 mil mensais de Furnas. Após o impeachment de Fernando Collor, um jornal se vangloriou de não ter escondido seu passado: a Folha de S.Paulo.

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A ânsia de vômito causada pela mídia

A caçada do cartel ao ex-presidente Lula supera em sordidez e canalhice até mesmo o cerco midiático que levou Vargas ao suicídio. Os barões da mídia mandaram às favas quaisquer resquícios de pudor. Uma amiga jornalista diz sentir vergonha alheia da imprensa. Da minha parte, o caso é mais grave. É clínico

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Justiça fiscal: Câmara aprova MP que altera imposto sobre ganho de capital de mais ricos

Os líderes do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), e da Bancada do PT, deputado Afonso Florence (BA), consid…

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Os vôos “oficiais” de Lu Alckmin e família para o sítio em Pinda e o palácio em Campos. Por Kiko Nogueira

  Em janeiro, a Folha noticiou que a primeira dama do estado de São Paulo, Maria Lúcia Alckmin, utilizou as aeronaves oficiais em mais ocasiões do que os 25 secretários juntos. Ela fez 132 viagens de 2011 a 2015, enquanto o secretariado ficou com 76. Uma resposta do governo foi produzida imediatamente. “É fato público e notório que a primeira-dama Lu Alckmin é presidente do Fundo Social de Solidariedade, entidade oficial voltada à assistência social e geração de renda e de emprego”, diz a nota. “De cada dez deslocamentos, apenas um contou com o uso de aeronaves.” Tudo muito “transparente”, apesar de não haver registro dessas incursões no site da entidade que Dona Lu comanda. Mas a história ficou pela metade. O DCM obteve a planilha dos vôos através da Lei de Acesso à Informação. Embora a justificativa da assessoria de imprensa para os deslocamentos de Lu seja seu trabalho à frente do tal Fundo, a maioria deles foi para dois locais onde a agenda era outra: Pindamonhangaba, onde a família tem um sítio, e Campos do Jordão. Em Campos está situado o Palácio Boa Vista, residência de inverno e de descanso. Os passeios de Lu a esses destinos ocorreram, em sua imensa maioria, no helicóptero Sikorsky, modelo S-76 A, estacionado no Palácio dos Bandeirantes (seu concorrente é um turbo hélice King Air, tornado famoso por Aécio Neves). O registro das comitivas só passou a ser adicionado a partir de junho de 2012. Até então havia apenas data, destino e “passageiro principal”, na verdade o requisitante, identificado por uma sigla — GE para Alckmin, PE para a mulher, VGE para o vice. Não tem regra clara. Aécio baixou um decreto em 2005 regulamentando o uso desses aparelhos. Em São Paulo, há apenas normas da Casa Militar, subordinada ao gabinete de Geraldo, sobre “diárias”. Cabe à CM “planejar o uso e a operação” para usufruto do “Governador do Estado e da Primeira-Dama, bem como, excepcionalmente, de Secretários de Estado e agentes públicos a serviço”. Pinda é o berço político de Geraldo, onde ele nasceu, foi criado, virou prefeito e conheceu Lu Alckmin. Nos relatórios, a cidade está identificada pelo nome ou pelo aeroporto (Fazenda Santa Helena). Fica a 146 quilômetros de SP, ou uma hora e meia de carro. No patrimônio declarado de Geraldo, de pouco mais de 1 milhão de reais, estão um apartamento no Morumbi, um carro, aplicações financeiras e a supracitada propriedade rural, sobre a qual pouco se sabe, a não ser que existe. Lu Alckmin voou para lá na companhia dos filhos Sophia, José Geraldo Alckmin Neto e Thomaz (falecido em abril de 2015), além de agregados. 2012 foi especialmente frutuoso. Em julho e agosto, Lu e filhos pegaram carona para Pinda e Campos. O marido de Sophia, Mário Sérgio Ribeiro, estava entre os passageiros. Campos é um dos points preferidos do amigo João Doria, pré-candidato à prefeitura de SP e favorito de Geraldo. Doria faz “passeio” de cães tradicional na cidade. Na gestão anterior (2001-06), Lu organizava missas aos domingos na capela projetada por Paulo Mendes da Rocha. Em 2006, a mulher de Claudio Lembo, então vice, se recordou de ter voado com o pitbull da colega para as montanhas. Em dezembro do mesmo anos de 2012, Alckmin e Lu foram buscar filho, nora e dois netos em Cumbica. A turma desembarcava do México. Lu postou uma foto no Instagram, apagada posteriormente. De Guarulhos a galera se encaminhou para o Palácio dos Bandeirantes. Recentemente, Paulo Maluf falou sobre Geraldo Alckmin à revista piauí. Primeiro citou Churchill, segundo o qual “não há opinião pública, há opinião publicada”. Explicou: “Por isso se diz que em Minas não tem governador ruim, porque o que O Estado de Minas fala é bíblia. No news is good news. E o Alckmin é um pouco isso. Como não tem escândalo, o governo dele é tido como sério, e é sério.” Não consta que Lula tenha mergulhado no lago do sítio dos Alckmin em Pinda. Portanto, está tudo nos conformes.  

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