“Quem pode parar a dor?”

Cássio Serafim

“Quem pode parar a dor?” foi uma resposta incisiva dada pela escritora porto-riquenha Yolanda Arroyo Pizarro a uma pessoa que estava na plateia. Era uma mesa-redonda num congresso de escritoras africanas em Acra, Gana, em maio de 2013. Após a explanação de cada escritora que compunha a mesa, uma jovem ganesa – também escritora – solicitou a palavra, questionou por que mulheres escritoras africanas e da diáspora narravam histórias de sofrimento e dor e, por fim, recebeu aquela resposta de Pizarro.

A intervenção de ambas as escritoras gerou muitos posicionamentos por parte de outras participantes. Em um momento, o debate parecia encaminhar-se para corroborar a constante presença da dor nas narrativas de escritoras africanas e a urgência de expressá-la.

No entanto, apesar de sermos conscientes da capacidade de a literatura expressar muitos sentimentos para além da dor, quando Pizarro lançou aquela questão, referia-se às dores causadas durante anos, décadas, séculos…

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Listão da Odebrecht cita dono do avião de Aécio

Diálogo de 19 de setembro de 2014, entre Marcelo Odebrecht e o presidente da Odebrecht Infraestrutura, Benedicto Junior, trata de uma doação de R$ 15 milhões para um personagem identificado como “Mineirinho”; os recursos são viabilizados por Sergio Neves, diretor da construtora em Minas Gerais, preso nesta semana na Operação Xepa, para repasse a uma pessoa identificada como “Oswaldo”; ao que tudo indica, trata-se de Oswaldo Borges da Costa Filho, um dos personagens mais próximos ao senador Aécio Neves (PSDB-MG), que foi nomeado por ele presidente da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemig) e é um dos donos do jato usado pelo presidente nacional do PSDB para voar pelos céus do País; listão da Odebrecht, que mostra os repasses ao “Mineirinho”, teve seu sigilo determinado pelo juiz Sergio Moro, que conduz a Operação Lava Jato

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‘Por que eles querem que eu renuncie? Por que sou uma mulher fraca? Eu não sou’

Em entrevista a jornalistas estrangeiros, presidente Dilma Rousseff diz que se “mantém firme” no cargo e que é alvo de um golpe no País; “Por que eles querem que eu renuncie? Porque eu sou uma mulher fraca? Eu não sou”, afirmou Dilma, segundo o jornal britânico The Guardian; “Nós apelaremos a todos os meios legais disponíveis”, acrescentou, sobre o processo de impeachment no Congresso; a presidente criticou ainda o que chamou de “métodos fascistas” por parte da oposição e voltou a acusar os adversários de não aceitar o resultado das eleições; segundo Dilma, a paz reinará no Brasil durante as Olimpíadas no Rio de Janeiro

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Flávio Dino critica OAB: ‘estão usando prova ilegal’

Governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), criticou a decisão da OAB, presidida por Claudio Lamachia, de enviar à Câmara um novo pedido de impeachment da presidente Dilma com a inclusão da delação do senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS); “Acho que eles esqueceram que nenhuma condenação pode se basear apenas em delação. Nem por crime de responsabilidade”, afirmou Dino, que é ex-juiz federal e ex-presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe); “Andamos mal quando até a OAB resolve usar delação sem provas”, acrescentou; ele criticou as acusações de que o governo interferiu na Lava Jato

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