Psiu na biblioteca

Cássio Serafim

_ Hey, psiu.
_ Psssiiiiiiiiuuuuuuuu.
_ Psiu.
_ Hey, meninos, silêncio, por favor.
_ Hey, vocês que aí conversam na sala de estudo reservado, à porta aberta, poderiam…?
_ Hey, garotos, garotos, escutem aqui, por favor.
_ Hey, rapazitos, assim não dá pá.
_ Hey, caralho, vê se tu fazes silêncio, porra.
_ Hey, oh, menino surdo, moco, sem ouvido, puta que pariu.
_ Hey, porra, fala baixo, caralho.
_ Psiu, hey, psiu, hey…

Foram tantos os usuários da biblioteca a sentirem-se incomodados. Foram tantos os psius. É claro que não escutei as palavras de baixo calão. Mas não minto: eu bem tive vontade de proferir uma colecção de tabuísmo. Talvez tivessem sido mais eficientes.

Eu bem sei que, em Portugal, um psiu em público pode ser motivo de afronta para alguém. Entretanto, durante os meses em que tenho frequentado a Biblioteca da Faculdade de Letras, por vezes, o psiu…

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