POEMINHA DE GUERRA, de Marcelino Freire

LOID

 

a quem para o brasil
me pediu

um poeminha
sobre o golpe

não serve
um serrote?

uma bala?
o sangue na praça?

hoje aqui só
palavra de desordem

fogo de favela vingada
a cabeça de um índio

a fúria do mais antigo
assassino

o pau a língua a unha
o bote

a lava de um vulcão
que escorre

latindo latino
o ódio canino

de um justiceiro a praga
de um cangaceiro

a pomba branca
quando gira

a resistência de
antônio conselheiro

só o que tenho
este espinho no peito

este corpo de poeta
franzino

pronto para a guerra
cobra morta

já e agora pelas mãos
de um passarinho

marcelinofreire

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