A RADIOGRAFIA DO GOLPE (Entenda Como e Por Que Você foi Enganado) – Conheça o novo livro do sociólogo Jessé Souza (Leya, 2016, 160 pgs)

A CASA DE VIDRO

No calor da hora, em Julho de 2016, quando o golpe de Estado estava prestes a consumar-se, Jessé Souza tornou pública esta obra que pretende ensinar ao Brasil que “o objetivo real nada teve de novo em relação a todos os outros golpes de Estado praticados no passado nacional: atender aos mesquinhos interesses políticos e financeiros da pequena elite do dinheiro.” Em A Radiografia do Golpe (Leya, 2016, 160 pgs, compre aqui), o sociólogo Jessé Souza, de 56 anos, analisa e denuncia o complô midiático-parlamentar-jurídico que serviu, em 2016, para estuprar a frágil democracia republicana brasileira em prol das velhas aves de rapina da Plutocracia.

jesse“A articulação entre mídia – como braço dos endinheirados que cuida da violência simbólica -, comandando e estimulando as manifestações de rua da fração mais conservadora da classe média, e a facção mais conservadora e corporativa da casta jurídica formou a linha de frente do golpe reacionário. A…

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Por mais palavrões, carajo!

Telha do Tiago

carolglobo Shit happens

Dias atrás Donald Trump falou alguns absurdos sobre as mulheres, vocês devem ter visto. Absurdos que fizeram alguns aliados pularem de sua campanha, além de provocar certo asco em pessoas socialmente racionais. Dia 10, a GloboNews repercutia o caso transmitindo ataques dele (que serviam para justificar o que havia sido dito) pouco antes de as imagens voltarem à repórter Carolina Cimenti, que, obviamente, sem saber que estava ao vivo, desabafou:

Convenhamos: “Puta que pariu” é o mínimo a se dizer diante do caminhão de absurdos que o candidato republicano dispara volta e meia. De pronto a gafe ganhou as redes sociais. Mas a tônica ficou mais na iminente demissão da repórter, que tem nas costas diversas coberturas complicadas, do que na repercussão dos fatos em si.

Ainda na TV, mas dias antes…

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Feira de arte contemporânea leva obras para as ruas de Paris

Diego A. Fonseca- MonoArt

streetart13-obey-itinerrance-1.jpgObra do street artist americano Obey, dentro do percurso proposto pela Galeria Itinerrance, no 13° distrito de Paris.

Durante quatro dias, a partir desta quinta-feira (20) até domingo (23), Paris se torna a capital mundial da arte moderna. A Feira Internacional de Arte Contemporânea (Fiac) acolhe todos os anos uma seleção de galerias internacionais. Mas, na edição de 2016 do prestigiado evento, programações paralelas tomam conta da cidade com um objetivo particular: levar as obras para as ruas.

A Fiac atrai há décadas milhares de visitantes ao Grand Palais (este ano foi estendida também ao Petit Palais), no centro da cidade. Frequentar museus, exposições e espaços artísticos é um programa quase obrigatório para parisienses e turistas que visitam a capital francesa. Nos últimos anos, no entanto, artistas, galeristas e a própria prefeitura de Paris vêm investindo no caminho contrário: levar as obras até o público, utilizando a rua como um…

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A volta do poder teológico-político não é risco apenas em países muçulmanos

Teoria e Práxis

Por Vladimir Safatle

A consolidação de um poder teológico-político a comandar o Estado não é algo que seja um risco apenas em certos países muçulmanos ou na Polônia.

Ele é um fato cada vez mais evidente no Brasil com seus pastores-deputados aliados de saudosos da ditadura militar. Tal consolidação do poder teológico-político alcançará um grau inaudito caso o pastor Marcelo Crivella seja eleito prefeito da segunda maior cidade do país.

Crivella tentou se vender como um político “normal”, mesmo relatando lei que obriga bibliotecas a terem uma Bíblia e pune funcionários que desrespeitem tal privilégio (por que não obrigá-las a terem também um Corão, a “Ilíada” ou o “Tratado Teológico-Político”, de Spinoza?).

No entanto, ele é, na verdade, o principal representante político de um megaempreendimento religioso chamado Igreja Universal do Reino de Deus, comandado por seu tio, o arquiconhecido Edir Macedo. Sua eleição significa que a cidade mais emblemática do…

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Solidão

Histórias em Português

bosque-f

Se um homem caminhar pelos bosques, durante algumas horas por dia,
simplesmente para apreciar a sua beleza,
corre o risco de ser considerado preguiçoso. 

Mas, se passar os dias como especulador, a cortar esses mesmos bosques
e a desertificar a terra antes do tempo,
é considerado um cidadão ativo e empreendedor.

Thoreau

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