Perdoando a si mesmo

Papo de Fran

Entre contemplativa e autônoma em sua caminhada, jogaram-lhe diante de si um ser repugnante: um rato. Esse impacto violento para o qual não estava pronta leva, na verdade, a uma reconstrução de si mesma. E para se reconciliar com o mundo, com Deus e consigo mesma, talvez seja necessário cometer seus próprios crimes.

monks-1077839_960_720

A cena é sóbria e desnuda: uma mulher caminha pela avenida Copacabana, tentando ser algo que poucos conseguem. Essa mulher dedica-se a ser livre.

O personagem anônimo de Clarice Lispector, em Felicidade Clandestina, no conto “Perdoando Deus”, figura em seu monólogo interior e abre a demanda para novas inspeções da realidade.

Essa mulher sente-se livre ao perceber o mundo ao redor e repara que tal ato mal precisa de suor; prestar atenção nas coisas é passivo, já que em um curto momento de epifania, torna-se ela responsável pelo mundo.

Ver o post original 372 mais palavras

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.