Poema de Fim de semana: Pedrinhas

Brasília, por Chico Sant'Anna

lencois-ma-dez-2013-editado-86Poema de Luiz Martins da Silva. Foto de Chico Sant’Anna

Seixos. Ame-os, ou, deixe-os
[Parafraseando Leminski].
E convidando, de súbito,
Que não sejamos corruptos
E voltemos ao mundo das crianças.

Riquezas, quantas as tínhamos,
Incontáveis na conta do faz de conta.
E que até poderiam contábeis,
Guardadas, conchinhas do mar,
Ou figurinhas de álbum.

Dormíamos abraçados a tesouros
De fazer babar a Ali.
Mas, caso prefiram areias,
Podem ir até às madeixas
Rememorando castelos, no ar.

Para quem for infinito
No seu azul de janelas,
O céu nunca é limite.
E até compramos na planta
Condomínios de nuvens.

Pode também ser que alguém
Cisme de nos acordar
Com perguntas de gente séria,
Ao som de “Que país é este?”
Mas, o Éden nem fica a Leste.
Vem, vamos brincar?

Ouvi dizer que em Pedrinhas,
Pessoas perigosas esfaqueiam
Lembranças de seus melhores dias:
Aqueles em tinham tudo
Sem ‘nada no bolso…

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