O “Nobel” da guerra

SENHOR X

Fernando Rosa

A histeria da mídia norte-americana, combinada com a sabujice da Rede Globo por aqui, dão a medida exata do grau de desespero da gangue imperial-bélica-rentista diante da derrota nas eleições nos Estados Unidos. Os últimos acontecimentos, por outro lado, também estão servindo para desmascarar o “amigo” Barack Obama, empenhado em deixar de herança um clima de guerra para além dos seus oito anos de terror.

Apesar das lágrimas na despedida, Obama não só é o presidente norte-americano “mais tempo em guerra”, como seus oito anos de governos, em parceria com sua fiel escudeira Hillary Clinton, foram marcados por espionagens, assassinatos e golpes de Estado. Em seus dois governos, por exemplo, ocorreram os golpes de Estado em Honduras, no Paraguai, no Brasil e, mais recentemente, a tentativa frustrada na Turquia.

Ironicamente ganhador do Prêmio Nobel da Paz, em 2009, Obama está concluindo seu governo também como o único presidente…

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O golpe e os dez passos para trás

Teoria e Práxis

Por Guilherme Boulos

Na história recente do Brasil, será difícil encontrar um período tão marcado pelo retrocesso como 2016. Num curto espaço de tempo, a democracia e os direitos sociais foram atacados de modo selvagem. Foi o ano em que a relação entre as forças sociais perdeu qualquer equilíbrio, em uma guinada a favor do 1%, sem sistema de freios.

A consumação do golpe parlamentar, em abril-maio, e sua confirmação, em agosto, abriu a caixa de Pandora, que estava à espera de uma oportunidade adequada. Velhos projetos foram desengavetados. O atrevimento da casa-grande, contido por algum tempo, voltou com força redobrada.

Empolgado, o presidente da Confederação Nacional da Indústria expressou publicamente suas saudades do século XIX, com jornadas de 12 horas diárias, e a propôs como marco para uma reforma trabalhista.

Para compreender 2016 e pensar 2017, é preciso ter a dimensão das razões que levaram ao golpe parlamentar no…

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