“O sertanejo é antes de tudo um forte”

Blog Cidadania & Cultura

casa-de-pau-a-pique

O sertanejo não é um degenerado como as teorias “científicas” da época o classificam, já que toda mistura entre a raça branca superior e as outras raças que só podem lhe ser inferiores, sob o próprio ponto de vista dos racistas defensores da “supremacia branca”, provocaria a degenerescência do componente superior. Walnice Nogueira Galvão, no livro Introdução ao Brasil: Um Banquete no Trópico (Lourenço Dantas Mota (org.); São Paulo; Editora SENAC; 1999), resenhando o clássico da historiografia brasileira Os Sertões de autoria Euclides da Cunha, destaca seu estudo dos trezentos anos de miscigenação que teriam resultado em uma “subcategoria étnica já constituída”.

Cunha escreve um verdadeiro libelo contra o mestiço. Este é tratado como desequilibrado e comparado ao histérico, acusado de hibridez moral, chamado de dispersivo e dissolvente, além de oscilar entre influxos opostos de legados discordes. A mestiçagem é enfaticamente qualificada como perniciosa.

O índio é declarado incapaz…

Ver o post original 485 mais palavras

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.