Racismo e ciência no Brasil pós-abolição (1888-1930) – Oliveira Vianna: o racismo decadente (2)

blog da Revista Espaço Acadêmico

AUGUSTO C. BUONICORE ***

oliveira-viana-na-ablOliveira Vianna (1883-1951) foi professor da faculdade de direito do Rio de Janeiro e, em 1920, iniciou a publicação do seu primeiro e mais importante trabalho Populações Meridionais do Brasil. Logo em seguida elaborou o ensaio de apresentação do censo oficial de 1920, Evolução do Povo Brasileiro. Estas duas obras o projetaram no cenário intelectual brasileiro. Após a Revolução de 1930 foi indicado para consultoria jurídica do Ministério do Trabalho e ajudou na elaboração da nova legislação sindical e trabalhista.

Ele foi o último grande expoente do racismo pseudocientífico brasileiro. No seu primeiro livro não deixou dúvidas sobre quais eram suas referências teóricas mais importantes: “o grande Ratzel” e “os gênios possantes e fecundos” dos Gobineau e Lapouge (ambos racistas). Vianna foi, essencialmente, um apologista das oligarquias rurais brasileiras, procurando reconstruir idealmente como teriam sido os primeiros colonizadores. Entre outras coisas, escreveu: “Pela…

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A vida de Carolina Maria de Jesus, autora de “Quarto de Despejo”, em quadrinhos – Saiba mais @ A Casa de Vidro Livraria | A CASA DE VIDRO.COM

[A vida de Carolina Maria de Jesus, autora de “Quarto de Despejo”, em quadrinhos – Saiba mais @ A Casa de Vidro Livraria | A CASA DE VIDRO.COM] é bom. Dê uma olhada! https://acasadevidro.com/2017/03/05/a-vida-de-carolina-maria-de-jesus-autora-de-quarto-de-despejo-em-quadrinhos-saiba-mais-a-casa-de-vidro-livraria/

Seja forte

Manual do Pedro

Não há boa palavra que indique o fim.

Ainda assim, de todas elas, ele achou que as dela foram as piores: Seja forte.

Quem é que te deseja algo assim?

Ele ficou olhando pra ela, ainda incerto de que aquilo tinha mesmo sido dito em voz alta. E naquele momento.

Era o fim dos dois.

Sentiu-se tonto. As coisas não iam tão bem entre eles, é verdade. Mas entre o não tão bem e o adeus ainda tinha um bom caminho, não? Buscou em sua memória os sinais que indicavam o fim. Tédio, rotina, silêncio. Pensou que pudesse ter ignorado alguns desses.

Ainda assim…

Ninguém termina nada do dia pra noite. Muito menos desse jeito. Com um tom de voz normal. Sem sinal de choro, nem nada.

Aquelas palavras dançavam em sua mente: seja forte.

Como?

Seu coração batia devagar, porque quem o fazia acelerar estava ali, dizendo que…

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DREAMER

UNOBTAINIUM

 

dreamer

 

DREAMER

por Cláudio El-Jabel

 

Quem diria do imaginar,

Rever,

Visitar,

Passear pela fantasia,

Sorrir de alegria,

Deixar a dor do viver de lado,

Sair da triste realidade,

Antes tarde,

Como bem diria a bela amizade,

Olhar de forma diferente,

Saber que não há mudança real,

Mas sim uma tendência,

Que tal?

Esse é o mundo que criamos para nós,

Um mundo multidisciplinar,

Onde há o que aceitamos e queremos,

E o que repudiamos e não podemos acreditar.

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CONSOANTE DE APOIO – A PROPÓSITO DE UM POEMA DE CHARLES BAUDELAIRE

Gaveta do Ivo

charles

Acabo de ganhar de presente uma edição maravilhosa de “Les Fleurs du Mal”, de Charles Baudelaire (Diane de Selliers – éditeur), generosamente ilustrada com reproduções de pintores simbolistas e decadentes, e corro para a página 210 onde está o Spleen-LXXVII: Je suis comme le roi d’ un pays pluvieux, desde sempre um dos meus poemas preferidos. De imediato, recordo-me que em 1993 eu fazia parte do conselho editorial da revista Poesia Sempre, da Biblioteca Nacional, cujo primeiro número havia sido lançado em janeiro daquele ano. O Editor-chefe, de então, Antônio Carlos Secchin, solicitara em carta a todos os conselheiros uma apreciação por escrito sobre o que achavam da revista e a indicação de eventuais medidas que a pudessem aprimorar. Resolvi manifestar-me sobre a seção Verso e Versão, que apresentava várias traduções de um mesmo poema (no caso, precisamente o Spleen-LXXVII), sem qualquer análise crítica, mas apenas para proporcionar ao leitor…

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Oi, tudo bem? Sou demissexual

Universo Nerd

Dias desses uma amiga veio falar comigo no WhatsApp:

_ E aí? Tudo bem? Como tá na França?
_ Oi, tudo bem e aí? Aqui tá tudo certo, muito frio. (:
_ Que bom! Mas, e os gatinhos?
_ Nem pensei nisso. Tô trabalhando bastante, bem feliz com o estágio.
_ Nossa, mas não rolou nem uma paquerinha?
_ Hum… não.
_ Nossa, como você é calma.

Então, não é calma. Eu sou demissexual, mas por mais que eu tente explicar, ninguém entende. Mais do que não entender, tem gente que não respeita.

Esses termos são relativamente novos e ninguém é obrigado a saber, isso não é ignorância. Ignorância é não querer saber. É achar ridículo, achar que é bobagem, que tem cura, que dá pra mudar. Não. Nasci assim, tô muito bem com isso e não quero mudar.

Mas, afinal, o que é ser demissexual? Tia Lidia te explica.

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Desabafo das ciências sociais e artes

Tres Chic

Estou cansada.

Pra começar, vamos estabelecer alguns fatos: Eu não digo para um engenheiro como ele deve construir um prédio. Eu não digo para um cirurgião médico no meio da cirurgia qual corte ele deve fazer. Eu não digo para um pedreiro como fazer a massa de cimento que ele está faz a séculos. Eu não digo para um matemático como ele deve resolver um problema de álgebra. Também não ensino um biólogo como distinguir uma foca de um leão marinho. Eu confio que cada uma dessas pessoas estudou e se especializou na sua determinada área e sabe exatamente o que está fazendo. Eu sei que engenheiros erram e prédios caem, que médicos não conseguem salvar todas as vidas, que o pedreiro pode colocar água demais na massa e que o matemático pode deixar problemas sem soluções. Mas confio no saber deles. Eu sei que não são perfeitos, mas eu acredito que…

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