MACHISMO NÃO EXISTE, NÃO!

Disseram no bar

(esse texto contém doses cavalares de ironia)
Para com isso, feminista de meia tigela. Que história mais chata, quanto mimimi, quanto vitimismo. Já deu, né? Vocês não querem direitos iguais, vocês querem é privilégio. Carregar saco de cimento no lombo, cês não querem não, né?
Eu nunca precisei do feminismo pra nada. NADA! Minha vida sempre andou sem esse movimento escroto.
Quando eu tinha dez anos, me incumbiram de todas as tarefas domésticas. Eu lavava a louça, varria a casa, passava pano no chão e tirava o pó dos poucos móveis que tínhamos  enquanto meus irmãos – machos alfa – caiam no mundo. Me diziam: “Aaaah, mas você tem que aprender cedo, como é que você vai cuidar da sua casa, dos seus filhos? Homem não gosta de mulher preguiçosa não”. É, casamento é uma pauta muito importante pra uma criança de dez anos mesmo.
Meus irmãos não precisavam ajudar…

Ver o post original 565 mais palavras

Adubar o pensamento.

Declamaria

Eu olho pra aqui, eu olho pra lá.
Por onde estará?
Pensamento miúdo
Um rabisco, inútil.

Sou mesmo sortudo,
Está em todo lugar.
Vagando confuso,
Causando absurdos.

Pensando de novo,
Estamos mesmo absortos.
Hora vai acertar.
A palavra poeta.
É a reta mais certa.
Que pode entortar.

image

Rindo, Flor. 10/06/2015.

Ver o post original

André Dahmer: “A Cabeça É A Ilha” – Antologia com 238 tiras [LIVRARIA A CASA DE VIDRO]

A CASA DE VIDRO.COM

“A CABEÇA É A ILHA” – André Dahmer
>>> http://bit.ly/2lyuS9u (R$15 + frete @ A Casa de Vidro)

Criador do fenômeno dos quadrinhos “Malvados”, André Dahmer nasceu no Rio de Janeiro, em 1974, é pintor e quadrinista. Neste livro, com prefácio de Arnaldo Branco, Dahmer sonda a solidão, o desencontro e a incompreensão em suas múltiplas formas. Nesta antologia de 238 tirinhas em preto-e-branco, repletas de sarcasmo e poesia, Dahmer revela um mundo em que “os solitários são muitos e estão em todos os lugares. Seguem morrendo aos poucos nos bares e dentro de quartos, varando madrugadas sinistras com a ajuda da pornografia em banda larga e álcool. Eles estão nos cinemas, comendo pipoca sozinhos. Despercebidos, os solitários se arrastam pelos labirintos da timidez ou vivem de um sentimento permanente de estranheza diante do mundo, com toda razão: é que hoje em dia o amor é artigo raro e…

Ver o post original 111 mais palavras

DOS LIVROS HÍBRIDOS E DAS GERAÇÕES EM TRANSIÇÃO: Naufrágio Entre Amigos, Eduardo Sabino

MONTE DE LEITURAS: blog do Alfredo Monte

(Uma versão da resenha abaixo foi publicada originalmente em A TRIBUNA de Santos em 7 de março de 2017)

Como é bom constatar que os jovens escritores recuperaram o prazer da narrativa (não menosprezando a prosa experimental, também um rico filão). Sejam autores que captam a insubstancialidade da pós-modernidade, sejam autores mais comprometidos com o mundo concreto, todos poderiam ter como música de fundo os versos cantados por Maria Bethânia: “Ou feia ou bonita/Ninguém acredita na vida real”. Por isso, no frigir dos ovos, a ficção sempre triunfa.

É o caso do ótimo NAUFRÁGIO ENTRE AMIGOS (Patuá), de Eduardo Sabino. Ele resgata o romance de geração (na verdade, trata-se de um livro de contos, porém, eu o considero uma obra híbrida, uma espécie de romance-móbile), aquela que sofreu a transição (para a qual os games contribuíram de forma decisiva) até a supremacia do mundo virtual e digital.

Na primeira parte…

Ver o post original 246 mais palavras