3 poemas de Jefferson Pereira

LOID

Já não caibo em mim,
Ando escuro de alma.

Já não caibo nos meus
Silêncios…

Os muros que
Ergui gritam que fugi.

Ando cinza de vida,
Arrastado de anseios.

Beijou a boca
De lamúrias,
Tocou o ventre
Da solidão.
Esperou o amor
Bater à porta.
Esqueceu-se que
Amor é verbo:
Precisa se movimentar;
Fazer a carne repousar.

Reescrevo a poesia
Do tempo em versos
Manchados de agonia.

Dedico-me aos assuntos
Da alma com frieza e
Desprezo ao servilismo.

Já tomei a decisão errada:
Sou solidão de cabo a rabo,
Palavra solta no dicionário.

★★★★

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