Diário do Centro do Mundo Como a Lava Jato alterou a data do empréstimo do BNDES a Bumlai para pegar Lula. Por Kiko Nogueira

  A cruzada da Lava Jato para apanhar Lula ganhou mais um capítulo. O pedido do Ministério Público Federal na operação que resultou na prisão do pecuarista José Carlos Bumlai declara, textualmente, o seguinte: “Em 3/02/2005, pouco tempo depois de BUMLAI auxiliar na obtenção de empréstimo em favor do Partido dos Trabalhadores, quando ainda estava inativa, a SÃO FERNANDO AÇUCAR E ALCOOL LTDA (CNPJ Nº 05.894.060/0001-19) recebeu R$ 64.664.000,00 de crédito do BNDES . A empresa voltaria a obter créditos do BNDES em 12/12/2008, quando recebeu investimentos de aproximadamente R$ 388.079.767.” Trocando em miúdos, fala-se de um empréstimo em 2005, pouco tempo depois de Bumlai dar dinheiro ao PT. Acontece que não houve nada naquele ano. Os 64 milhões são de 2009. Por que 2005? Para fazer caber na narrativa de que o “Barba”, o “Brahma”, sabia de tudo no auge do mensalão. “Os personagens são basicamente os mesmos do mensalão, José Dirceu e Pedro Correa. E agora temos essa tipologia de concessão de empréstimos que jamais são quitados”, disse o procurador Diogo Castor de Mattos na coletiva. Os dados estão disponíveis no site do BNDES, neste link. Por que ninguém checou? Na sanha de estabelecer conexão de qualquer coisa com qualquer coisa, a realidade vai sendo atropelada. “A Receita constatou que a empresa estava inativa na época, não tinha empregado, nem receita operacional quando ocorreu o primeiro empréstimo”, disse Mattos, baseado numa data fantasma. Uma nota do BNDES esclarecendo a questão está sendo completamente ignorada em nome da histeria coletiva. “Com relação ao contrato de R$101,5 milhões, celebrado em 23/07/2012 com os agentes financeiros Banco do Brasil e BTG, para repasse de recursos a São Fernando Energia, trata-se da implantação do segundo sistema de cogeração, também acoplado aos demais processos produtivos da unidade São Fernando Açúcar e Álcool”, afirma o comunicado. “Portanto, não faz sentido a afirmação de que o financiamento teria sido direcionado a uma empresa que possuía menos de uma dezena de funcionários.” Como ninguém apura nada quando o assunto são os eternos suspeitos, Eliane Cantanhêde já fala, em sua coluna no Estadão, na “prisão do amigão do Lula que recebeu milhões do BNDES para uma empresa inativa”. Não haverá correção porque, em casos assim, o erro é permitido e estimulado. Depois de decretar a prisão de Bumlai, Moro enviou um ofício à CPI do BNDES pedindo desculpas por inviabilizar o depoimento dele aos parlamentares. O banco entrou de carona na Lava Jato. Qual a justificativa para um juiz do Paraná colocar o BNDES nessa história? A resposta está na caçada a Lula.

Fonte: Diário do Centro do Mundo Como a Lava Jato alterou a data do empréstimo do BNDES a Bumlai para pegar Lula. Por Kiko Nogueira

CONFLUÊNCIAS: Festival de Artes Integradas, 3ª Edição: Domingo, 02 de Abril, na Trip

A CASA DE VIDRO

Vem aí o Confluências: Festival de Artes Integradas, 3ª edição, chegando para unir as tribos e somar as vertentes artísticas em um mesmo caldeirão efervescente! Neste Domingão (02 de Abril), lá na Trip (Rua 115e, Setor Sul), teremos vários MCs mostrando toda a força do rap de Goiânia em shows com Tati Ribeiro, A Jay Ajhota e Subversão Feminista.

Vai rolar também uma exposição com algumas das melhores ilustrações de Heitor Vilela, da Rabiscos e Escarros, além de roda-de-prosa com o artista. Além disso, discotecagens timbradas com os DJs Bruno Vieira Batista (Caveira) e Eduardo Carli de MoraesVão rolar ainda intervenções poéticas com Walacy Neto, William Trapo, Ma Ha (Siririca Poética), Goitacá Escafandrista, Kesley Rocha Dias. Complementando as artes visuais, teremos o Vinícius Yano grafitando a entrada da Trip.

Não perca!

Abertura da casa: 16h. Ingresso: R$ 10. Conflua!

Endereço:…

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Histórico da pena – das sanções corporais à pena de prisão

Pedro Magalhães Ganem

O texto de hoje será sobre o histórico da pena, desde as sanções corporais à atual pena de prisão, buscando demonstrar a evolução do modelo adotado.

O HISTÓRICO GERAL

Nesse sentido, importante destacar que nos idos da civilização não existia a prisão como sanção, de modo que a punição era exercida como uma vingança praticada pelo ofendido ou por seus familiares. (1)

Desse modo, pode-se afirmar que até o final do século XVIII a prisão era apenas um meio de manter resguardados os indivíduos que aguardavam julgamento, sendo que a decisão proferida determinaria a sanção a ser aplicada, quase sempre corporal, podendo determinar inclusive a pena de morte. (2)

Em que pese a inexistência da utilização da prisão como sanção penal a ser cumprida, dois importantes entes (Estado e Igreja) a utilizavam, cada um a sua maneira. (3)

Ao soberano (Estado) cabia a fixação da pena…

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Raiva

Gustavo Serrate

“Raiva pode ser uma forma de desespero. Um som tão alto, que você não precisa ouvir suas próprias inseguranças”

Retirado do belo video-ensaio do Nerdwriter a respeito da atuação raivosa de Jack Nicholson. Me identifico, apesar de não gostar desse aspecto da minha personalidade.

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