Como a Estatística Perdeu seu Poder

Cidadania & Cultura

O seguidor deste blog pessoal percebe que sempre tento mostrar estatísticas para comprovar meus argumentos. Aprendi isto com a mestra Maria da Conceição Tavares: “Nunca afirme nada sem ter evidências empíricas para embasar sua afirmação”. E pratiquei no meu primeiro emprego: IBGE de 1978 a 1985.

Porém, nesta tenebrosa Era da Pós-Verdade, deparamo-nos com algo inesperado desde o Iluminismo racionalista do Século XVIII. Pós-verdade é um neologismo que descreve a situação na qual, na hora de criar e modelar a opinião pública, os fatos objetivos têm menos influência que os apelos às emoções e às crenças pessoais.

Na cultura política, se denomina política da pós-verdade (ou política pós-factual) aquela na qual o debate se enquadra em apelos emocionais, desconectando-se dos detalhes da política pública, e pela reiterada afirmação de pontos de discussão nos quais as réplicas fáticas – os fatos revelados pela evidência estatística – são ignoradas

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