Poema para um lugar estranho

Máquina de Escrever

Há algo de profundamente perturbante logo nas primeiras sequências do filme, mesmo perante a placidez do mar (sobretudo nas imagens subaquáticas) que envolve a paisagem que serve de cenário a tudo o que se segue. E não é pela estranha descoberta que o pequeno protagonista acaba de fazer e que comunica a uma mãe que, imperturbável, lhe serve a refeição e indica que é hora de dormir… Com o evoluir das imagens apercebemo-nos que estamos numa ilha vulcânica (a cor das rochas e das areias indica-o), algures num futuro indeterminado, e com apenas mulheres (quase todas elas aparentemente enfermeiras e com sobrancelhas rapadas, o que adensa a carga inquietante do seu retrato) e jovens rapazes por habitantes. Não há meninas. Não há homens. E uma atmosfera de tensão não nos abandona, mesmo perante os aparentes gestos de zelo maternal das mulheres pelos filhos.

Com um tom de mistério sempre inquieto…

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