Eu Faço Versos Como Quem Morre

Feira das Poesias

photo4994835189456807874 Eu, como sempre, cobrindo o rosto.

Quando a noite reproduz um estranho azul na janela do meu quarto,

me vejo presa entre pensamentos, não persianas.

Se sujar o meu coração, cuidado, existem coisas que jamais foram polidas.

Há magias que não foram feitas, grande pena.

Há beijos que talvez não façam parte dessa realidade, ou de mim.

A garota que mora na minha rua escreve em pequenas rosas

mortas, como as folhas do velho cajueiro plantado entre o asfalto.

Poemas? Nenhum se dirige a ela.

É cansativo ser triste e sorridente quando o peso da mania

de sonhar cativeiros molhados e vermelhos ofusca o seu nada interior.

A vela acesa do lado da cama marca o tempo perdido lendo o próprio teto.

Os discos caindo da prateleira são a prova de que a vontade se manteve intacta.

Travesseiro, cigarro, calçada.

Kariane

(Caros colegas, o título desse escrito ”eu faço versos…

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