Soneto do Desamparo

Contos sobre nada

O mundo egoísta me consome
Diante a mim a solidão cresce;
No lugar que a tristeza floresce.
É onde toda esperança some.

Me distancio de almas divinas
Nascidas em egos e latrinas.
Sinto náusea do ser semelhante
Uma vertigem tão angustiante.

Igualdade torna diferença
Sinto cada vez mais a descrença
Sou ser incapaz da indiferença.

Esses dias que o sol brilha forte,
Mas nada afasta o frio da morte
Sorrir se torna um ato de sorte.

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Um pensamento sobre “Soneto do Desamparo

  1. The selfish world consumes me
    Before me, loneliness grows;
    In the place where sadness blossoms.
    It is where all hope disappears.

    I am distant from divine souls
    Born in egos and latrines.
    I feel nauseous about being similar
    A vertigo so distressing.

    Equality makes difference
    I feel more and more disbelief
    I am being incapable of indifference.

    These days the sun shines bright,
    But nothing removes the cold from death
    Smiling becomes an act of luck.
    Yay I found a translator.

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