Na galeria dos esquecidos, Gondin da Fonseca

Blog da Boitempo

Por José Paulo Netto.

Pense o leitor num ativo e polêmico personagem da cena político-cultural brasileira que, em aproximadamente quinze anos (1950-1965), vendeu cerca de um milhão de exemplares de seus livros. Repita-se: um milhão de exemplares – feito cuja magnitude se avalia melhor se se leva em conta que, num justamente famoso ensaio de 1969, Roberto Schwarz, ao tematizar à época a “cultura brasileira”, estimava que, “com regularidade e amplitude, ela não atingirá 50.000 pessoas, num país de 90 milhões”. Pois bem: esse ativo e polêmico personagem, cuja morte, em julho passado, completou quarenta anos, está praticamente esquecido – e não registro, depois da primeira metade dos anos 1970, reedições de quaisquer de seus livros. Ele está em algum lugar da enorme galeria dos esquecidos do Brasil e julgo que não é inoportuna uma referência a ele.

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