Após 2ª dose da coronavac, Lula começa viajar pelo país — Brasdangola Blogue

Da Coluna de Guilherme Amado na ÉPOCA: Lula planeja começar suas viagens pelo país após tomar a segunda dose da vacina. O ex-presidente tomou a Coronavac, portanto a segunda dose deve ser por volta do dia 3 de abril. A partir daí, Lula irá viajar principalmente para ter conversas políticas, evitando ao máximo gerar aglomerações. (…) […]

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How to Multiply the Power of Grit Before You Crash and Burn — Leadership Freak

I’d rather work with persistent leaders than quitters. But grit crashes and burns if it can’t change direction. Persistence in a bad thing multiplies disappointment. What if it’s better to quit? Angela Duckworth says grit is more important than brains and twice as important as talent. But what if persistence limits your potential? Two ways […]

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Lavrov reveals new way to reduce risk of US sanctions | Yemen Press Agency — Piazza della Carina

SANAA, March 22 (YPA) – Russian Foreign Minister Sergei Lavrov has called for the use of national currencies instead of the US dollar in mutual dealings  between countries to reduce the risk of US sanctions. “To minimize the risk of sanctions, we need to strengthen our technological independence,” Lavrov said in an interview with Chinese […]

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Sem mais…

Alceu Castilho
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A fumaça preta no crematório em Porto Alegre é, desde já, uma das imagens da pandemia.
Habemus genocídio.
Em dobradinha com as dezenas de covas abertas a toque de caixa, no ano passado. Enterra-se ou queima-se nesse ataque macabro. São cenas de terror que contaremos para os netos e bisnetos. De uma investida política macabra. Insistamos: política. Amparada pela economia. Mas uma investida política.
“Ah, mas não é genocídio, porque genocídio é o extermínio específico de uma raça”. Meu caro senhor ou minha cara senhora purista, foda-se. Chame de genocídio aleatório, de crime em massa contra a humanidade, escreva na lousa de sua casa seu glorioso conceito — mas não seja cúmplice, não participe publicamente da minimização de um massacre.
Quais as medidas mais concretas que podem ser tomadas hoje para diminuir a matança? Não deveríamos ter dúvidas em relação à primeira e mais urgente, mãe de várias outras: a deposição imediata do gestor, do presidente perverso. Não somente um inepto, que deixa a pandemia se espalhar por incompetência, mas alguém que tem prazer com isso. Como todo genocida.
A fumaça preta no crematório em Porto Alegre (pois as chaminés estão saturadas) pode ser o símbolo que faltava para gritarmos ao mundo que determinados cúmplices com gravata e toga estão a impedir a deposição emergencial desse monstro. Que não aceitamos mais esse silêncio covarde dos deputados e senadores (acreditem, Kim Kataguiri foi quem fez uma fala contundente em relação a isso) e procuradores e governadores e líderes com qualquer espécie de poder, esse silêncio assassino.
Tem uma cena do filme “A Noite de São Lourenço” (1982), de Paolo e Vittorio Taviani, que retrata a explosão de uma igreja pelos alemães, durante a Segunda Guerra. Metade do povo na aldeia tinha sido convencida a ficar ali, pois seria o lugar mais seguro. A outra metade desconfiou e fugiu. Em determinado momento, um dos que marchavam em fuga retorna, logo após a igreja ser explodida, e vê as pessoas saindo, mutiladas. Era uma cilada. Ele carrega o corpo da mulher grávida em um carrinho de mão e grita, grita de uma forma quase muda.
Em outro momento do filme esse personagem, que se forçara a esquecer a perda (o crime e a perda), é convidado a escolher um codinome, tarefa necessária na resistência contra os nazistas. Ele pensa um pouco, por alguns instantes seu olhar some dali, até que ele exclama o nome do filho — o nome do filho morto na barriga da mãe.
Ou seja, a resistência aos fascistas (e tem gente ainda que também se recusa a utilizar a palavra fascista, como se estivéssemos em um encontro de linguistas conservadores) precisa ocorrer em nome de cada morto, de cada vítima.
De cada pessoa, no limite, explodida intencionalmente pelo grupo que está no poder. O presidente que imita um paciente de Covid-19 com falta de ar é o mesmo que fazia gestos de arminhas e que distribuiu cloroquina e ameaçava mulheres no Congresso e homenageou um torturador. É esse presidente normalizado por cretinos e cúmplices que precisa ser o alvo primeiro de uma reação coletiva implacável.
Chegamos a um momento em que cada cretino e cada cúmplice, amalgamados como verdugos, precisa ser enfrentado como cada fascista era enfrentado na resistência europeia ao horror. A proclamação de certos pudores (como se não estivéssemos lidando com incendiários) significa uma aliança com o comandante psicopata e com a mencionada fumaça preta.
Que cada um desses cretinos e cúmplices tenha seu nome gravado ao lado do nome de Bolsonaro e cada ministro, Bolsonaro e cada congressista (com raras exceções), Bolsonaro e cada empresário que patrocinou o golpe e sua eleição e a necropolítica ainda em curso. Mas que não esqueçamos de uma coisa: para cada um desses nomes infames (pelo menos os infames entre os infames) há já dezenas ou centenas de nomes a serem contrapostos, nomes de gente que não está mais aqui para resistir e cujas vidas precisam nos servir de força na luta contra esses chacais.
A fumaça preta no céu de Porto Alegre significa um chamado eloquente para a guerra.
Para cada crematório real há dezenas de crematórios simbólicos. São ciladas erigidas por gente que quer nos calar, ou nos fazer crer que o país ainda tem de girar como se em uma guerra não estivéssemos, gente a minimizar a violência — e esses também compõem os cretinos e cúmplices antes mencionados.
Jair Bolsonaro precisa ser deposto e preso. Depois a gente discute o que fazer com as vísceras dos resquícios de sua alma.