Prefeitura vai rasgar páginas de livros do MEC por pressão de fanáticos religiosos | Brasil 24/7

Indiferentes ao avanço ocorrido na maioria das sociedades, o prefeito de Ariquemes, Thiago Flores (PMDB), decidiu junto à Câmara de Vereadores que todas as páginas de livros didáticos produzidos pelo Ministério da Educação (MEC), que tratem da diversidade sexual, casamento homossexual ou uso de preservativos devem ser rasgadas

Fonte: Prefeitura vai rasgar páginas de livros do MEC por pressão de fanáticos religiosos | Brasil 24/7

Diário do Centro do Mundo Criticado por seu guru, Doria é o prefeito que conseguiu deixar São Paulo mais cinza e mais burra. Por Kiko Nogueira

  João Doria passará para a história como o prefeito que conseguiu a proeza de deixar São Paulo mais feia e mais estúpida. Não há dia em que Doria não faça alguma idiotice midiática em sua hiperatividade estéril. Esgotou o guarda roupa com seu fetiche por uniformes de operários. Já se fantasiou de gari, pedreiro, jardineiro, operador de motor de compressão. A última jogada populista foi sair de cadeirante, uma ofensa a quem não tem como se locomover com as pernas. Doria é deficiente, mas de sensibilidade e de caráter. Seu estilo não tem nada a ver com privatizar a capital paulista e dar uma “eficiência” à máquina estatal. Isso é blablabla. Ele é um lobista. À frente do grupo Lide, especializou-se em organizar almoços e jantares juntando políticos e empresários — o que tentou fazer na prefeitura e recuou — e gincanas em resorts baianos. Parece que ele está “trabalhando”. À frente de uma megalópole, o resultado é um palhaço pagando mico para gente que não aguenta mais assistir a um show vagabundo que não leva a nada. A ideia de descolorir a Avenida 23 de Maio é antológica. O secretário de Cultura se confessou abismado pelo fato de a via ter ficado “muito cinza”. Temos que conviver com “gestores” — palavra que foi destruída pelo mau uso dos marqueteiros — que ficam embasbacados diante de uma lei universal e inegável, por enquanto: se você jogar tinta cinza sobre uma superfície, ela vai ficar cinza. Doria, de quebra, está chamando a atenção para a obra de seu antecessor. Quem não tinha notado como a 23 havia ficado colorida e até bonita agora depara com um pesadelo da cor da poluição de um lugar inóspito. A sensação, agora, é de desolação. A grande ideia desses farsantes é criar um museu da arte urbana. Ora, se você vai confinar pinturas de rua, está desfigurando-as. É como vender um zoológico como um safári na África. É uma administração permanentemente voltada para os baixos instintos e a subestimação da inteligência da população. Nem o guru de Doria, citado por ele em seu discurso de posse, o leva a sério. Em boa entrevista à BBC Brasil, Robert Greene, autor de “As 48 Leis do Poder”, criticou aqueles que se elegem com o discurso do “não político”. “Não acho que pessoas assim vão ter muito sucesso porque a política é um ofício, uma profissão e envolve compromisso e anos de aprendizado sobre como construir alianças”, afirmou, referindo-se também a Donald Trump. Sobre o alcaide paulistano, deu-lhe um conselho. “Diria que em vez de se fantasiar de gari, de pedreiro, que ele entregue mais. Se fantasie menos e entregue mais. Precisa se comprometer e ser muito prático – e não viciar na atenção que você acaba tendo ao dizer coisas ousadas”, declarou. “Eu tendo a pensar que pessoas assim não tem o controle de suas ousadias”. João Doria sequer entendeu o livro de Greene — se é que leu, mesmo. Em se tratando desse personagem, tudo é mentira e mistificação. A única verdade é que ele se acabou antes do que se esperava.

Fonte: Diário do Centro do Mundo Criticado por seu guru, Doria é o prefeito que conseguiu deixar São Paulo mais cinza e mais burra. Por Kiko Nogueira