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Em dados preliminares, Cristina Kirchner sofre a pior derrota política na Argentina

Em dados preliminares, Cristina Kirchner sofre a pior derrota política na Argentina

Em discurso à meia-noite a presidente, visivelmente abalada pelo resultado, falou brevemente, convocando a militância a fazer “maior esforço”; ela obteve 25% dos votos

 
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Cristina Kirchner, presidente da Argentina

Os dados preliminares destas eleições que definem os candidatos que participarão das parlamentares de outubro sustentavam que o kirchnerismo teria obtido 25% dos votos em todo o país
PUBLICADO EM 12/08/13 – 07h52
DA REDAÇÃO

A contagem parcial das urnas das eleições primárias argentinas indicava neste domingo (11), à noite, que o governo da presidente Cristina Kirchner sofreu a pior derrota política do kirchnerismo em uma década.

 

Os dados preliminares destas eleições que definem os candidatos que participarão das parlamentares de outubro sustentavam que o kirchnerismo teria obtido 25% dos votos em todo o país. Desta forma, a oposição, embora fragmentada, reuniria 75% dos votos.

Em discurso à meia-noite a presidente Cristina, visivelmente abalada pelo resultado, falou brevemente, convocando a militância a fazer “maior esforço”. A presidente não reconheceu a derrota.

Na província de Buenos Aires, tradicional feudo político do kirchnerismo, de acordo com 45% das urnas apuradas, o candidato kirchnerista que lidera a lista de deputados para as eleições parlamentares de outubro, Martín Insaurralde, prefeito da cidade de Lomas de Zamora, teve somente 28% dos votos.

Seu rival, Sergio Massa, ex-chefe do gabinete de ministros de Cristina, que passou há poucos meses para o peronismo dissidente da oposição, era vitorioso com 34% dos votos.

A província de Buenos Aires é considerada o principal campo de batalha eleitoral, já que concentra 37,3% dos eleitores argentinos. Massa é considerado um potencial presidenciável que poderia reunir o peronismo dissidente e setores do kirchnerismo insatisfeitos com a presidente Cristina.

Na cidade de Buenos Aires, que concentra 8,8% dos eleitores do país, o candidato do governo, o ex-ministro Daniel Filmus, teria reunido 20% dos votos, tornando-se a terceira força em território portenho.

Os candidatos da coalizão UNEN, de centro-esquerda, reuniram 35% dos votos, enquanto que os representantes do partido de centro-direita Proposta Republicana (PRO), do prefeito Maurício Macri, conseguiram 30%.
 

Agencia Estado

 

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Fallece el folclorista argentino Eduardo Falú a los 90 años

 
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El compositor y guitarrista Eduardo Falú, el influyente músico argentino que tocó junto a sobresalientes artistas como Atahualpa Yupanqui y Mercedes Sosa, falleció este viernes a los 90 años, anunció la Academia del Folclore de ese país suramericano.

Con su voz grave característica, Falú fue considerado una figura indispensable en la música popular argentina, con un amplio cancionero de más de 200 piezas, entre las que destacan “La tonada del viejo amor” y “Zamba de la Candelaria”.

“Trago de sombra”, “Canción del jangadero”, “Romance de la Muerte de Juan Lavalle”, sobre textos del escritor Ernesto Sábato, “Choro del caminante” y “Camino a Sucre” son otras de sus obras emblemáticas.

La vida artística del compositor fue llevada a la pantalla en el documental “Eduardo Falú, canto al paisaje soñado”, realizado en 2009 por los directores suizos Oliver Primus y Arno Oehri.

Falú, quien falleció este viernes a los 90 años en su casa, había nacido en la provincia norteña de Salta el 7 de julio de 1923, donde vivió hasta que en 1945 se radicó en Buenos Aires para convertirse allí en un guitarrista de trascendencia internacional.

Durante su larga carrera, ofreció conciertos tanto dentro como fuera de Argentina, en países como Estados Unidos, Francia, Japón, España, Reino Unido, Alemania, Austria, Suiza, Suecia, Holanda y Noruega.

Entre otros artistas, trabajó junto a Jaime Dávalos, su compañero de ruta, y le puso música a textos de grandes escritores como Jorge Luis Borges y Ernesto Sábato. Además, acompañó con su guitarra a sus compatriotas Atahualpa Yupanqui y Mercedes Sosa.

“Siempre sostuve que la música es importante, pero si no estuviesen estos poetas magníficos que pintaban el paisaje con señorío, hoy mi obra no sería popular”, había dicho el artista en una entrevista.

Falú logró unir el folclore con la música clásica académica y realizó conciertos con la Orquesta Sinfónica Nacional.

“Mis obras tienden un puente entre lo popular y la música culta, a través de la guitarra”, decía.

“Sólo podemos detenernos a escuchar su música y a sentirlo más grande cada día”, escribió la Sociedad Argentina de Autores y Compositores (Sadaic), que lo tuvo como socio y directivo.

T/TeleSUR / La Radio del Sur
 
 
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OBITUÁRIO DO GEISEL ARGENTINO

Publicado em 18/05/2013

OBITUÁRIO DO GEISEL 
ARGENTINO

Agora só lhe restará o consolo dos obituários que seguramente muitos sobrenomes ilustres publicarão no jornal La Nación, sintoma de que a oligarquia argentina chora o último de seus bandidos.

 

Conversa Afiada reproduz texto da Carta Maior:

MORRE VIDELA, O ÚLTIMO BANDIDO DA OLIGARQUIA ARGENTINA

 

 


Oscar Guisoni, especial para Carta Maior

Nasceu entre baionetas e armas e morreu só, em uma cela, ao amanhecer, como costumam morrer algumas ratazanas. O ex-ditador argentino Jorge Rafael Videla chegou ao mundo em 2 de agosto de 1925 em uma pequena cidade da província de Buenos Aires. Seu pai era militar e seu avô havia sido governador na província de São Luis, no final do século XIX, em um período onde era amo e senhor da Argentina outro assassino, Julio Argentino Roca, o homem que conduziu a campanha militar que exterminou os indígenas na Patagônia e que instaurou o projeto oligárquico e liberal reivindicado pelos ricos produtores agropecuários do porto de Buenos Aires para impor seu projeto de república bananeira.

Foi assim como seu destino esteve ligado desde o início à casta militar a que pertencia. Uma casta que, durante o século XX, se erigiu em guardiã da ordem conservadora, interrompendo pela força os processos democráticos populares desde 1930, sempre sob as ordens dessa oligarquia portenha que se acreditava dona do país, que havia se aliado com a Inglaterra no século XIX e que, partir de 1955, se aliaria com os Estados Unidos.

E como as armas sempre estão acompanhadas pela cruz, o futuro assassino dos pampas se transformou desde jovem em um católico devoto. Ele se casou com uma senhora de pomposo sobrenome anglo-saxão, filha de um embaixador, com quem teve sete filhos, e em poucos anos ascendeu como estrela fulgurante entre a dura hierarquia das baionetas. Em 1960 – enquanto a Argentina mergulhava em um dos períodos políticos mais instáveis, com o peronismo proscrito desde 1955 e os militares interrompendo a vida civil do país de forma contínua -, dirigiu a Academia Militar, até que o então ditador Alejandro Agustín Lanusse o nomeou diretor do Colégio Militar da Nação, uma das instituições aristocráticas nas quais se formavam os futuros generais que depois conduziam os golpes de estado.

Em 1973, o ex-presidente Juan Domingo Perón consegue que se movimento político possa participar nas eleições depois de 18 anos de proibição e regressa ao país em meio a uma agitada situação política, com os militares em retirada em um punhado de movimentos guerrilheiros surgidos nos anos sessenta que ameaçavam encerrar também pelas armas a luta de poder no país. São os tempos da Guerra Fria e em todo o continente as castas militares e seus aliados econômicos se preparam para executar o que logo se conheceria como Plano Condor, uma repressão sistemática e generalizada coordenada pelos Estados Unidos para acabar para sempre com a insurgência armada e qualquer possibilidade de estabelecer alianças e sistemas econômicos diferentes na América Latina em relação aos então vigentes. Nesse ano, Videla se transformou o chefe do Estado Maior do Exército, promovido pelos seus próprios pares.

Em 1974, o envelhecido Juan Domingo Perón morre e assume o governo sua mulher, a direitista María Estela Martínez de Perón, “Isabelita”, que abre o caminho para a formação de grupos de ultradireita como a Triple A, que, à sombra do Estado, começam a executar dirigentes de esquerda, deputados, intelectuais, abrindo as portas ao terrorismo de estado. Em 1975, “Isabelita” o nomeia comandante em chefe do Exército, o lugar a partir do qual executará no ano seguinte o último golpe de estado na história contemporânea argentina.

Desde o começo, ditadura inaugurada por Videla em 1976 teve muito claro seus objetivos: “reorganizar” o país através de um “processo” sangrento (o governo se autodenominou “Processo de reorganização nacional”), capaz de extirpar pela raiz toda possibilidade de instaurar outro projeto econômico que não o apoiado pelas elites portenhas proprietárias das ricas terras expropriadas a força dos povos indígenas, um século antes.

O novo ditador assumiu com gosto sua função de exterminador, tal como havia feito um século atrás Juan Lavalle, o primeiro militar argentino que colocou à disposição dos latifundiários as armas do exército para dirimir pela força os diferentes projetos de país em disputa que tinham surgido da Revolução de Maio e da independência da Espanha, em 1816. Ele se sentia tão cômodo em sua nova função que até se permitiu conceber um novo método para assassinar inimigos políticos: a desaparição forçada de pessoas. Dessa maneira, explicou, se poupavam o aborrecimento de ter que fuzilar os seus opositores. Para isso, os militares sob seu comando criaram uma rede de campos de concentração clandestinos nos quais os prisioneiros eram torturados primeiro e depois lançados ao mar ou em uma fossa comum, impedindo que seus familiares encontrassem seus corpos. Para completar o horror, as Forças Armadas se apropriavam não só das propriedades dos presos desaparecidos, como também de seus filhos, que eram distribuídos entre militares e empresários amigos.

O regime que inaugurou e que dirigiu até 1980, afundou na própria infâmia depois da derrota na Guerra das Malvinas, em 1982. Em 1983, junto com o retorno da democracia, chegam também os primeiros ares de justiça e, em 1984, começa o mítico processo judicial das Juntas Militares que culmina com a condenação à prisão perpétua de Videla e seus capangas. Em 1991, o peronista Carlos Menem os indulta, como parte de seu projeto político neoliberal que implica ter as Forças Armadas contentes enquanto os setores oligárquicos continuam desfrutando do modelo econômico instaurado em 1976.

Em 2003, assume a presidência Néstor Kirchner, um peronista mais próximo da esquerda, que anula os indultos e abre a porta para a continuidade dos julgamentos. Videla volta á prisão e é envolvido em um punhado de julgamentos, dos quais sai condenado. O mais simbólico ocorre em 2010, quando é apontado como um dos principais responsáveis pelo roubo de bebês, um dos crimes mais repugnantes da ditadura.

Passou seus últimos anos na cadeia, já que seu excelente estado de saúde não permitiu que gozasse dos benefícios da prisão domiciliar, usufruído por alguns de seus cúmplices. Da sua solidão e ostracismo até se permitiu questionar o atual governo por ter permitido que se retomassem os julgamentos, mas nunca quis pedir perdão nem se mostrou arrependido de seus crimes. Ao cair da noite da quinta-feira, sentiu-se mal e comunicou o fato a seus carcereiros. Na madrugada de 17 de maio morreu como havia nascido, entre armas, na solidão e no ostracismo, tal como devia morrer: na prisão, condenado por seus crimes contra a humanidade. Agora só lhe restará o consolo dos obituários que seguramente muitos sobrenomes ilustres publicarão no jornal La Nación, sintoma de que a oligarquia argentina chora o último de seus bandidos.

Tradução: Marco Aurélio Weissheimer