Brasil, país tolerantes com intolerantes

See on Scoop.itBOCA NO TROMBONE!

O Brasil tolera a vinda de todos. Inclusive de ditadores, como Alfredo Stroessner. Aqui, os intolerantes usaram fardas e armas para darem golpe em quem venceu usando apenas ideias.

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Geração nem-nem cresce no Brasil

Geração nem-nem cresce no Brasil

Eles têm entre 16 e 24 anos. Nem estudam nem trabalham e dependem de assistencialismo para sobreviver

Os gêmeos Diogo e Diego Cosmo estão sem emprego e, aos 26 anos, dependem integralmente dos pais

Os gêmeos Diogo e Diego Cosmo estão sem emprego e, aos 26 anos, dependem integralmente dos pais

Raissa Ebrahim, no Jornal do Commercio

Sicleide Oliveira tem 21 anos. É moradora do Alto do Progresso, em Nova Descoberta, Zona Norte do Recife. Com três filhos, ela parou de estudar na 8ª série. Dedica o dia a cuidar das crianças, com a ajuda da mãe, que vive do auxílio do Bolsa Família. O pai atua na informalidade, faz bicos quando dá, e alguns familiares ajudam a complementar a renda. Sicleide faz parte de um grupo que cresce em todo o mundo e que particularmente vem chamando atenção no Brasil. É a chamada “geração nem-nem”: nem estuda nem trabalha. No País, essas pessoas pertencem principalmente às classes de baixa renda.

Na capital pernambucana, representavam, em junho, 26,6% da população entre 16 e 24 anos. São 145 mil jovens totalmente fora do mercado de trabalho. Há dez anos, esse percentual era de 25,2% (148 mil). A taxa no Recife para o período supera a média de 19,4% observada nas seis localidades pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na Pesquisa Mensal de Emprego (PME). Além do Recife, também são avaliadas Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.

Alguns especialistas já falam da “geração nem-nem-nem”. Quando se avalia a fatia de jovens que nem trabalha, nem estuda e nem procura emprego, o percentual, segundo o IBGE, fecha em 22,2% no Recife e em 14,7% na média das seis localidades pesquisadas pela PME. Em 2003, esse número era de 18,6% e 14,5%, respectivamente.

Num país em que os empresários reclamam que não conseguem preencher vagas por falta de mão de obra qualificada, a situação soa até como um paradoxo. O cenário em que sobra oferta de emprego é o mesmo em que sobra gente que não trabalha nem estuda e, portanto, tem poucas perspectivas de futuro.

De cada 100 empresários brasileiros, 68 reclamam da escassez de talentos. O número é bem acima dos 35% registrados na média mundial da Pesquisa Anual Sobre Escassez de Talentos 2013 do ManpowerGroup, realizada com quase 40 mil empregadores de 42 países e territórios. O Brasil só fica atrás do Japão (85%). Nas Américas, de um modo geral, as vagas com maior dificuldade de preenchimento são as técnicas, que deveriam ter justamente o jovem como maior foco.

O desemprego juvenil preocupa e coloca em xeque o futuro econômico do País. Numa população que passa por uma grande transformação demográfica, que tem cada vez mais idosos e mais jovens que demoram para entrar no mercado, especialistas enfatizam que é preciso romper esse ciclo.

Única saída para a geração nem-nem está na educação

Jornal do Commercio – Onde está a geração nem-nem no Brasil e a quem atribuir a culpa das estatísticas?
Antonio Freitas – É possível encontrar essa geração em todos os níveis sociais. Na classe mais baixa, credito à péssima educação básica do País, que faz com que o jovem fique desmotivado pela falta de professores qualificados e de estrutura das escolas. A culpa para as classes C, D e E é dos três governos (federal, municipal e estadual), por não dar educação básica de qualidade. É preciso estimular essa população. É preciso uma ocupação para que se comece, para acender o foguete. A culpa é especialmente do governo municipal, por ser o responsável pelos primeiros anos do ensino. Esses jovens estão perdidos, muitas vezes não porque querem, mas simplesmente porque não tiveram a oportunidade mínima de se encontrar nem motivação para seguir nos ensinos médio e superior. Já nas classes A e B, sobretudo no Nordeste, a culpa costuma ser dos pais, que paparicam demais os filhos, com carro e dinheiro, por exemplo.

JC – Na prática, o que é preciso mudar na lógica educacional para quebrar esse ciclo?
Freitas – Investir principalmente no ensino tecnológico. Pela manhã, base acadêmica e, à tarde, ensino de uma profissão, como, por exemplo, marcenaria e manutenção predial. São profissionais difíceis de encontrar hoje. O problema é que os professores estão mal preparados e desinteressados e as famílias não obrigam esses jovens a nada, muitas vezes passam o dia fora trabalhando. Uma boa formação, inclusive, passa também pela educação sexual e de higiene.

JC – Quais as consequencias desse cenário para o futuro do País?
Freitas – Uma delas é a alta dependência dos programas de transferência de renda do governo. A Bolsa Família é boa para tirar as pessoas da miséria, mas tem que estar associada ao estudos para os menores e ao emprego para os adultos. Se a situação continuar sem nenhum mudança disruptiva, o Brasil vai ficar proporcionalmente para trás, principalmente em relação aos Brics. Estamos celebrando um crescimento próximo de 2%, 3%, enquanto a China tem problemas porque cresce perto de 7% ao ano. A renda per capita da Coreia dobrou desde a década de 1950. Tudo isso porque investiu-se em educação, primordialmente educação básica.

 

Benjamin Steinbruch: “Xô, pessimismo”

by luizmullerpt

Pescado do Blog do Zé

headerRecomendo a todos a leitura de mais um artigo do empresário Benjamin Steinbruch, publicado na Folha de S.Paulo de hoje. Ele vai direto ao ponto: “Se levarmos a sério discursos de alguns analistas, o país estaria à beira de uma hecatombe econômica e política”.
Steinbruch faz uma análise serena dos indicadores e aponta o que acredita serem falhas. “Temos efetivamente problemas com inflação, atividade econômica, contas públicas, contas externas, corrupção e em muitas outras áreas. Mas só pessoas impregnadas por pessimismo doentio ou mal intencionadas podem considerar esses problemas como insuperáveis.”
Sobre as manifestações de junho, ele lembra que “foi possível observar a ausência de cartazes sobre deficit público, inflação, desaquecimento e desemprego”.
Steinbruch acrescenta o mundo está em crise desde 2008, mas o Brasil criou 9,9 milhões de empregos desde então. “Imagino, portanto, que as ruas estão pedindo um novo salto de qualidade ao país. Beneficiadas pelos avanços das últimas duas décadas, reclamam por infraestrutura, educação, saúde e combate à corrupção.”

Xô, pessimismo

A pior coisa que pode acontecer a uma pessoa, a uma empresa ou a um país é se deixar levar por ondas de pessimismo. E o Brasil corre esse risco neste momento.

Se levarmos a sério discursos de alguns analistas, o país estaria à beira de uma hecatombe econômica e política.

A inflação estaria perigosamente descontrolada; a atividade econômica, no caminho inevitável da recessão; as contas públicas, totalmente desarrumadas; as contas externas, no rumo do default; a corrupção, em ritmo desenfreado em todas as esferas públicas e privadas.

Temos efetivamente problemas com inflação, atividade econômica, contas públicas, contas externas, corrupção e em muitas outras áreas. Mas só pessoas impregnadas por pessimismo doentio ou mal intencionadas podem considerar esses problemas como insuperáveis.

A inflação de fato subiu, ultrapassou a teto da meta de 6,5% ao ano. Foi puxada pela elevação dos preços dos alimentos, impulso que já passou. O último dado do IPCA-15 mostrou que estamos próximos da inflação zero, com possibilidade até de deflação no índice oficial de julho, agora sob influência da queda dos custos de alimentos e transportes.

Isso não significa que acabaram as preocupações com a inflação, até porque os preços dos serviços continuam em alta e o efeito câmbio pode impactar preços neste segundo semestre.
Mas também não é o caso de propagar a ideia de que está de volta o velho dragão dos tempos da hiperinflação.

A atividade econômica está fraca, muito aquém do desejável. A indústria, principalmente, muito prejudicada pela concorrência das importações, reduziu investimentos. Mas o país não segue a rota inevitável da recessão.

Em artigo recente, o economista Francisco Lopes mostrou que os dados trimestrais do IBC-Br do Banco Central indicam uma aceleração da economia, em ritmo anual de crescimento próximo de 4%.

Os gastos do governo preocupam, especialmente porque eles são pouco direcionados para investimentos. Mas o deficit está longe da calamidade pública. O deficit nominal, indicador usado em todo o mundo, é inferior a 3% do PIB, índice que daria ao Brasil uma condecoração se estivesse na União Europeia.

Na área externa, o déficit nas transações correntes cresceu para US$ 43 bilhões no primeiro semestre, nível muito acima dos US$ 25 bilhões do mesmo período do ano passado. Mas o ingresso de investimentos diretos, que havia caído, voltou a aumentar e atingiu US$ 7,17 bilhões em junho. E o país tem gordas reservas de US$ 370 bilhões para qualquer eventualidade.

A corrupção é uma epidemia no país há muito tempo. Eu era menino quando surgiu Jânio Quadros com o jingle “varre, varre vassourinha/ varre, varre a bandalheira/ que o povo está cansado de sofrer dessa maneira”. O fato é que a corrupção nunca foi varrida e certamente hoje é maior que na época do Jânio.

Varrer a corrupção é talvez uma das mais importantes razões pelas quais as massas foram às ruas em junho. Não quero ter a pretensão de interpretar a voz dos manifestantes, algo que os sociólogos podem fazer muito melhor. Mas foi possível observar a ausência de cartazes sobre deficit público, inflação, desaquecimento e desemprego.

Eis um ponto importantíssimo. O mundo está em crise profunda desde 2008, há desemprego por toda a parte e, nesses cinco anos, o Brasil criou 9,9 milhões de empregos formais. No mês passado, foram mais 124 mil vagas, informação que o pessimismo conseguiu divulgar de forma negativa. Para o ano, a previsão é de 1,4 milhão de novas vagas.

Imagino, portanto, que as ruas estão pedindo um novo salto de qualidade ao país. Beneficiadas pelos avanços das últimas duas décadas, reclamam por infraestrutura, educação, saúde e combate à corrupção.

As ruas estão certas e as manifestações, excluídas naturalmente as que descambam para o vandalismo e a violência, devem ser objeto de comemoração. Não podem ser usadas para alimentar pessimismo que espalha desânimo, inibe investimentos empresariais e crescimento da economia.

Nem otimismo ingênuo, nem pessimismo doentio. Essa seria uma boa norma de conduta para todos os que torcem pelo Brasil e batalham pela melhoria de vida dos brasileiros.

Benjamin Steinbruch é empresário, diretor-presidente da Companhia Siderúrgica Nacional, presidente do conselho de administração e 1º vice-presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). Escreve às terças, a cada duas semanas, no caderno ‘Mercado’ da Folha.

Se o Brasil estivesse em crise a sua vida já teria piorado

 Blog da Cidadania

Se o Brasil estivesse em crise a sua vida já teria piorado

Eduguim

Saturday, July 20, 2013, 4:05 pm

BLOGS DE POLÍTICA

 

Quem melhor definiu a atual conjuntura política do país foi, de forma surpreendentemente, o correspondente do diário espanhol El País no Brasil, Juan Arias, em meados do mês passado. Antes de abordar o que ele disse, vale explicar que a opinião desse jornalista chega a surpreender porque há anos ele vem sendo um dos grandes críticos dos governos Lula e Dilma.

Abaixo, alguns trechos do artigo de Arias em questão, publicado no diário espanhol.

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” (…) Por enquanto, o que existe é um consenso de que o Brasil, invejado internacionalmente até agora, vive uma espécie de esquizofrenia ou paradoxo que ainda deve ser analisado ou explicado.

(…)

Agora surge um movimento de protesto quando, ao longo dos últimos dez anos, o Brasil viveu como que anestesiado por seu êxito compartilhado e aplaudido mundialmente.

(…)

O Brasil está pior do que há dez anos? Não, está melhor. Está mais rico, tem menos pobres e testemunha o crescimento do seu número de milionários. É mais democrático e menos desigual.

(…)

Por que então saem às ruas para protestar contra a alta dos preços dos transportes públicos jovens que normalmente não usam esses meios porque já têm carros, algo impensável há dez anos?

(…)

Por que protestam estudantes de famílias que até pouco tempo não tinham sonhado em ver seus filhos pisarem na universidade? (…)”

—–

Quando se analisa a situação do país até ao menos o mês de maio, ganha sentido o uso do termo “esquizofrenia” pelo jornalista espanhol, de forma a caracterizar o sentimento que se formou entre grande parte dos brasileiros.

As pessoas parecem acreditar que as suas vidas estão piorando, daí as manifestações de insatisfação, ainda que restritas a um setor minoritário da sociedade, a classe média. Contudo, o mero olhar para indicadores sobre os setores que mais afetam a vida do cidadão comum mostra que o país vem melhorando, sim, e muito.

Vejamos os dados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do IBGE sobre o índice de desemprego no país de 2002 (quando foi adotada a atual metodologia de mensuração do problema) até hoje.

O gráfico abaixo foi extraído do site do IBGE e mostra que em um mundo em que a falta de postos de trabalho se tornou uma epidemia, no nosso país o nível de emprego caminha no sentido inverso, com geração de cada vez mais postos de trabalho e de salários mais altos.

Alguns dizem que a inflação teria parte da responsabilidade pelo aumento da insatisfação com o país. Contudo, ao analisarmos um dos indicadores mais usados para mensurar o impacto dos preços sobre a vida das pessoas, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), percebe-se que tampouco o aumento de preços chegou a um nível que possa explicar alguma coisa.

Abaixo, os índices anuais do IPCA entre 1998 a 2012 e os dos meses de 2013.

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Quadro inflacionário medido pelo IPCA cheio, no período 1998-2013:

1998 = 1,95%

1999 = 9,52%

2000 = 6,59%

2001 = 8,23%

2002 = 12,53%

2003 = 9,3%

2004 = 7,6%

2005 = 5,69%

2006 = 3,14%

2007 = 4,46%

2008 = 5,90%

2009 = 4,31%

2010 = 5,91%

2011 = 6,5%

2012 = 5,84%

2013 = 3,15% no ano e acumulado em 12 meses (entre janeiro e junho deste ano) é de 6,7%.

Fonte IBGE

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Como se vê, não há nenhum estouro da inflação. O nível de inflação atual permanece no patamar histórico. Contudo, o que se vê na mídia sobre o assunto induz à crença de que estaríamos à beira de uma crise de hiperinflação.

Em relação aos salários, o valor deles nunca foi tão alto. Abaixo, dados da última PME do IBGE, que mostra que, em relação a 2012, os salários continuam crescendo.

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Pessoas Ocupadas                     (abril 2012) 1.949,81   –       (maio 2013) 2.010,69

Empregados no Setor Privado (abril 2012) 1.749,34   –    (maio 2013) 1.841,51

Empregados no Setor Público  (abril 2012) 2.701,27   –    (maio 2013) 2.572,53

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O que mais impressiona é que, em 2002, o salário médio do trabalhador teve declínio de 8,3% em relação a 2001, passando a corresponder a R$ 889, valor 28,3% menor do que o registrado em 1997.

Ou seja: o Brasil de 2013 é um país infinitamente melhor do que o de 2003, quando o PT chegou ao poder.

E além dos ganhos para todos, relatório sobre as cidades latino-americanas feito pelo Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat), divulgado no ano passado, mostrou que o Brasil diminuiu a desigualdade social como nenhum outro país ao longo da última década.

Nos anos 1990, o Brasil era o mais desigual na região. Nesta década, foi o país que mais reduziu a desigualdade enquanto em outros países ela cresceu.

Nos últimos anos, a renda dos brasileiros mais pobres cresceu 70% e a dos mais ricos, cerca de 10%. E esses 10% mais pobres tiveram a renda aumentada justamente por causa do trabalho, ou seja, dos novos empregos que estão sendo gerados. E pelos aumentos reais do salário mínimo, claro.

A despeito de tudo isso, o grupo político que promoveu melhora tão expressiva na vida deste povo se encontra diante de um paradoxo que, usando o adequado termo do corresponde do jornal espanhol supracitado, pode ser considerado “esquizofrênico”.

Uma parcela imensa do povo brasileiro está sendo enganada tanto por grandes meios de comunicação quanto por partidos políticos de oposição. As pessoas acham que o país está “indo mal” apesar de estar acontecendo justamente o oposto.

Pesquisa recente do instituto MDA, feita para a Confederação Nacional dos Transportes, mostra que 84% dos brasileiros aprovam protestos de rua que desembocaram em uma imensa queda de popularidade da presidente Dilma Rousseff.

Essa grande maioria dos brasileiros, que até dois ou três meses atrás dava enorme apoio ao grupo político que fez o país melhorar tanto, de repente passou a achar que vive em um país à beira da ruína.

Tudo isso decorre de um artificialismo que, conforme entrevista de Marcos Coimbra (sociólogo e diretor do instituto Vox Populi) concedida a este Blog na última quinta-feira e conforme a mesma pesquisa MDA citada acima, implantou na cabeça das pessoas uma sensação de mal-estar.

Ora, como o país pode estar indo bem se vemos cenas de guerra como as que vimos recentemente na zona Sul do Rio de Janeiro? São cenas que só se explicam por um grave descontentamento social que só poderia decorrer de o país, de fato, estar “indo mal”. É isso que o povo pensa.

Contudo, você, leitor, tem visto muita gente reclamando de ter perdido o emprego ou de seu salário não estar comprando mais o que comprava antes? A sua própria vida piorou? Muito pelo contrário. O Brasil vive uma febre de consumo porque as pessoas têm dinheiro no bolso.

As ruas estão cada vez mais entupidas de carros zero quilômetro. As residências mais humildes, hoje, estão sendo reformadas e entupidas de bens de consumo como televisões, computadores, novos móveis etc. E, hoje, só não encontra emprego quem não quer trabalhar.

O que é preciso, portanto, é fazer os brasileiros refletirem que quando um país vai mal a vida das pessoas piora. Entretanto, quem pode dizer que sua vida tem piorado? Só o que tem piorado é a percepção sobre o futuro.

Essa percepção se fundamenta, basicamente, na informação. As pessoas vêm sendo bombardeadas pelos meios de comunicação de massa com cenas de guerra e previsões catastrofistas e, juntando umas e outras, construíram essa percepção pessimista.

Urge, portanto, que seja levada a cabo uma campanha de comunicação governamental que faça os brasileiros refletirem sobre a realidade. O povo brasileiro foi posto em pânico por ação de concessões públicas de rádio e televisão que estão sendo usadas com fins políticos.

É mais simples do que parece desmontar a campanha insidiosa que foi construída na mídia e nas ruas para apavorar a sociedade. Há fartura de dados que comprovam que o país vai bem. Mas se uma campanha em sentido contrário não for feita, o brasileiro, ano que vem, irá votar por mudança daquilo que, como se vê neste texto, está dando muito certo.

Fica a dica.

CNN International dedica um mês de pautas sobre o crescimento do Brasil

CNN International dedica um mês de pautas sobre o crescimento do Brasil

 

Redação Portal IMPRENSA | 05/06/2013 14:00
 
 
 
Durante o mês de junho, a CNN International percorrerá o Brasil com o objetivo de registrar o crescimento do país, às vésperas de grandes eventos esportivos. O canal anunciou que vai viajar por todo o país para “descobrir o que impulsiona esta potência global e econômica”.
 
O “CNN On The Road: Brazil” pretende levar os espectadores a refletir a diversidade da cultura, patrimônio, arquitetura e estilo de vida da população.

Crédito:Portal IMPRENSA
Shasta Darlington
As correspondentes Shasta Darlington e Paula Newton começam o mês fazendo uma cobertura com foco nos negócios e entrevistam os principais líderes de grandes empresas.
 
O âncora de esportes Pedro Pinto irá liderar a cobertura esportiva da Copa das Confederações, ao vivo de Belo Horizonte e Rio de Janeiro, e avaliar a forma como o país está se preparando para o evento do ano que vem.
 
“A Copa do Mundo e as Olimpíadas vão garantir que os olhos do mundo sejam voltados para o Brasil nos próximos quatro anos”, comenta Mike McCarthy, vice-presidente sênior de programação da CNN International. 
 
“Bilhões de pessoas ao redor do mundo terão a chance de apreciar suas riquezas e nós queremos garantir que os espectadores da CNN tenham o quadro completo. Além dos estádios, as pessoas, os lugares, as intermináveis culturas e estilos de vida que fazem do Brasil um distinto destino”, completa.
 
A CNN International exibe os especiais temáticos durante os programas “Global Exchange”, “Quest Means Business” e “World Sports” durante todo o mês de junho.

PARA OIT, BRASIL É EXEMPLO DE CRIAÇÃO DE EMPREGO

PARA OIT, BRASIL É EXEMPLO DE CRIAÇÃO DE EMPREGO

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Relatório da Organização Internacional do Trabalho aponta avanço no mercado de trabalho dos países em desenvolvimento. Brasil é destacado pelo crescimento de 16% da classe média entre 1999 e 2010 que, segundo a OIT, se deve ao fortalecimento do salário mínimo e do Programa Bolsa Família. Estudo conclui que, por outro lado, os países desenvolvidos estão em uma situação que pode se tornar “preocupante”, com maior desigualdade de renda. Expectativa é que haja 208 milhões de desempregados no mundo em 2015

 

3 DE JUNHO DE 2013 ÀS 10:00

 

Carolina Sarres
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O contexto econômico mundial e seu impacto sobre o mercado de trabalho tem registrado evolução positiva nos países em desenvolvimento como o Brasil, constatou a Organização Internacional do Trabalho (OIT) no relatório O Mundo do Trabalho 2013: Reparando o Tecido Econômico e Social, divulgado nesta segunda-feira (3). Os países desenvolvidos, por outro lado, estão em uma situação que pode se tornar “preocupante”, a despeito da recuperação econômica desde 2009, ano em que começou a crise financeira internacional. De acordo com o documento, na América Latina e no Caribe, registrou-se em 2012 taxa de emprego, em média, 1% superior à de 2008, ano anterior à crise. Na região, essa taxa atingiu 57,1% ao fim de 2012.

“Nos países em desenvolvimento, o desafio mais importante é consolidar os recentes progressos na redução da pobreza e da desigualdade”, informou, em nota, o coordenador do relatório, o diretor do Instituto Internacional de Estudos de Trabalho da OIT, Raymond Torres. A organização citou o estabelecimento de um piso salarial – por meio da fixação de salários mínimos – e de políticas de proteção social como essenciais para a situação atual desses países.

Sobre o Brasil, um dos destaques da organização no relatório foi o crescimento de 16% da classe média entre 1999 e 2010. Segundo a OIT, isso ocorreu devido ao fortalecimento do salário mínimo e do Programa Bolsa Família. Essas duas políticas, para a organização, explicam a redução da pobreza no país e o fortalecimento da economia nacional. Como desafios, a OIT citou a redução dos postos informais de trabalho, o aumento da produtividade, o aumento dos investimentos e o crescimento dos salários acima da inflação.

Em relação aos países desenvolvidos, constatou-se que a desigualdade de renda da população aumentou nos últimos dois anos. A principal justificativa foi o crescimento dos níveis de desemprego no mundo. A expectativa é que os atuais 200 milhões de desempregados cheguem a 208 milhões em 2015. Na última semana, a União Europeia registrou 26,5 milhões de desempregados.

“A situação em alguns países europeus, em particular, está começando a forçar o seu tecido econômico e social. Precisamos de uma recuperação global, focada em empregos e investimentos produtivos, combinada com melhor proteção social para os grupos mais pobres e vulneráveis”, disse, em nota, o diretor-geral da OIT, Guy Ryder.

Para a organização, outro fator que atrasa a recuperação da geração de empregos nos países desenvolvidos é a falta de investimentos possivelmente gerados a partir de lucros. No último fim de semana, houve manifestações em mais de 100 cidades europeias contra políticas de austeridade. Segundo a OIT, apenas um terço dos investimentos globais em 2012 foram feitos por países de alta renda. Os países emergentes, em comparação, foram os responsáveis por mais de 47% dos investimentos no mesmo ano.

“Há uma clara relação entre o investimento e o emprego. Melhorar a atividade de investimento é crucial para permitir que as empresas aproveitem as novas oportunidades para se expandir e contratar novos funcionários”, explicou o coordenador do relatório, Raymond Torres.

Como forma de reduzir os impactos negativos da conjuntura de fraco desempenho econômico e escassez de postos de trabalho, a OIT sugere que sejam eliminadas as crenças negativas sobre as intervenções dos governos no crescimento econômico e a capacidade que elas têm de diminuir a má distribuição de renda entre a população. Outro ponto importante, de acordo com a organização, é o estímulo ao diálogo social entre empregados, empregadores e o governo para gerar melhorias no mercado de trabalho.

Edição: Graça Adjuto

BRASIL QUER ENVIAR MÉDICOS CUBANOS A REGIÕES REMOTAS

BRASIL QUER ENVIAR MÉDICOS CUBANOS A REGIÕES REMOTAS

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Os profissionais devem atuar no Nordeste e da Amazônia, onde médicos brasileiros relutam em se instalar; Associações médicas brasileiras são contra a autorização, argumentando que as faculdades cubanas têm padrões inferiores aos brasileiros e que em alguns casos os cursos de medicina equivalem aos cursos brasileiros de enfermagem

 

7 DE MAIO DE 2013 ÀS 10:18

 

Reuters – O governo brasileiro pretende contratar 6 mil médicos cubanos para que trabalhem em áreas remotas do país, onde o atendimento é deficiente ou inexistente, apesar da controvérsia sobre a qualificação desses profissionais.

O chanceler Antonio Patriota disse nesta segunda-feira que as negociações para a vinda dos médicos cubanos envolvem a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

Associações médicas brasileiras são contra a autorização para que médicos formados em Cuba atuem no Brasil, argumentando que as faculdades cubanas têm padrões inferiores aos brasileiros e que em alguns casos os cursos de medicina cubanos equivalem aos cursos brasileiros de enfermagem.

Na última década, o regime comunista cubano enviou 30 mil médicos para trabalhar em bairros pobres da Venezuela, principal aliado político de Havana. Em troca, o governo socialista de Caracas envia petróleo mais barato à ilha.

No Brasil, os médicos cubanos devem ser enviados a lugares remotos do Nordeste e da Amazônia, onde médicos brasileiros relutam em se instalar.

“Cuba é muito proficiente nas áreas da medicina, farmácia e biotecnologia, e o Brasil está considerando receber médicos cubanos em negociações que envolvem a OPAS”, disse Patriota em entrevista coletiva ao lado do colega cubano, Bruno Rodríguez.

O Conselho Federal de Medicina (CFM) chamou de “irresponsável” a proposta do governo de permitir a entrada de médicos “cuja formação profissional suscita dúvidas, com respeito à sua qualidade técnica e ética.”

A entidade emitiu um comunicado exigindo que médicos estrangeiros ou brasileiros que obtiveram diplomas no exterior sejam revalidados no Brasil antes de serem autorizados a praticar a medicina no país.

Patriota afirmou que o plano vai fortalecer as relações do Brasil com Cuba, que vêm se estreitando desde que o PT assumiu a Presidência, dez anos atrás.

Ele anunciou que o Brasil irá financiar a modernização de cinco aeroportos em Cuba, onde a empreiteira Odebrecht já está construindo um terminal de contêineres, no porto de Mariel.

Também nesta segunda-feira, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, assinou em Havana um acordo que prevê um empréstimo de 176 milhões de dólares do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para melhorar e ampliar os aeroportos de Havana, Santa Clara, Holguín, Cayo Coco e Cayo Largo.

(Reportagem de Anthony Boadle)

 

 

 

Bolivia registró ganancia récord por venta de gas a Argentina y Brasil

Bolivia registró ganancia récord por venta de gas a Argentina y Brasil

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AVN/La Radio del Sur

(Foto: Archivo)

(Foto: Archivo)

Durante el primer trimestre del año Bolivia reportó una ganancia récord en las exportaciones de gas natural a Brasil y Argentina, que se elevó a 1.499 millones de dólares.

Dicha cifra representa un crecimiento de 29,53 por ciento respecto al mismo período de 2012, informó este domingo el Instituto Nacional de Estadística, citada por Prensa Latina.

“De enero a marzo de esta gestión, Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos facturó 963,88 millones de dólares por la exportación de gas natural al mercado de Brasil, en tanto que las ventas del energético a la República Argentina registraron 535,41 millones de dólares”, refirió un boletín citado por la agencia.

Este aumento en las ventas confirma que la producción de hidrocarburos continúa como la actividad económica de mayor valor en las exportaciones nacionales.

Días atrás, el embajador argentino en Bolivia, Ariel Basteiro, dijo que su país garantizará la compra de gas natural a Bolivia hasta 2027, cuando se alcanzará un promedio de exportaciones de 27 millones de metros cúbicos por día.

El diplomático afirmó que ambas naciones experimentan un crecimiento en el comercio, que subió a dos mil 250 millones de dólares en 2012, nueve veces mayor con respecto a 2003.