Sube la demanda de funerales laicos: “He visto brindar con cava y música heavy”, dice un orador – Observatorio del Laicismo – Europa Laica

Fonte: Sube la demanda de funerales laicos: “He visto brindar con cava y música heavy”, dice un orador – Observatorio del Laicismo – Europa Laica

DIFERENÇA SOCIAL NA ALMA: JORNALISTA DIZ NO TWITTER QUE MÉDICAS CUBANAS PARECEM EMPREGADAS DOMÉSTICAS

Maioria dos moradores de rua são homens desiludidos com o amor

See on Scoop.itBOCA NO TROMBONE!

Há 30 anos, João de Paula Ribeiro, 52, tinha um casamento aparentemente feliz, quatro filhos, casa, carro, um comércio e uma profissão em Serrana (313 km de São Paulo), sua cidade natal.

See on www1.folha.uol.com.br

Des fiançailles d’homosexuels perturbées par des violences en Haïti

Des fiançailles d’homosexuels perturbées par des violences en Haïti

Le Monde.fr avec AFP | 12.08.2013 à 02h33 • Mis à jour le 12.08.2013 à 02h34

Abonnez-vous
à partir de 1 € Réagir Classer Imprimer Envoyer

Partager facebook twitter google + linkedin

 

Procession dans les rues de Port-au-Prince, le 30 mai.

 

Des dizaines de riverains en colère ont violemment perturbé samedi 10 août au soir les fiançailles d’un couple d’homosexuels célébrées en Haïti dans une résidence privée sur les hauteurs de la capitale, a-t-on appris de source policière. Plusieurs personnes ont été blessées et deux véhicules incendiés.

Les manifestants “sont arrivés en lançant des cocktails molotov et des pierres sur la maison. La police est (intervenue) juste à temps pour éviter des morts”, a déclaré un inspecteur de la police haïtienne. Des vitres de la résidence où la cérémonie se déroulait ont été brisées à coups de pierre et des pare-brises de véhicules cassés. “Les gens voulaient mettre le feu (…) samedi soir et ce dimanche, ils ont tenté de saccager” l’endroit, a ajouté la même source.

“C’est un acte criminel et homophobe. Rien ne peut justifier que des gens qui se retrouvaient dans une résidence privée soient attaqués. J’espère que la justiceréagira contre les auteurs de cet acte”, a réagi Charlot Jeudy, responsable d’une organisation de défense des droits des homosexuels “Kouraj” (en français, Courage).

Max, l’un des deux fiancés, coopérant anglais de la Croix-rouge, a déploré de son côté “un événement malheureux”. “Mais il n’y a pas eu trop de dommages corporels”, a-t-il tempéré, refusant de révéler le nom de son ami haïtien. “Citer son nom le mettrait en danger. Je peux quitter le pays, lui non”.

En juillet dernier, des milliers de fidèles d’églises protestantes d’Haïti avaient manifesté au rythme de chants religieux dans les rues de Port-au-Prince pour dire“non au mariage gay en Haïti”, alors que des organisations d’homosexuels s’alarment du traitement qui leur est réservé.

‘Cómo ser mujer’ y hacer feminismo pop

jenesaispop.com by Joric  /  22min  //  keep unread  //  preview

‘Cómo ser mujer’ y hacer feminismo pop

 
Delicious

TwitterFacebookLinkedInBufferMail

+TAG
 

caitlin moranCaitlin Moran es una influyente periodista británica especializada en cultura pop. Desde su columna en The Times y su muy seguida cuenta de twitter abandera a una generación de periodistas culturales (Hadley Freeman, Miranda Sawyer, Julie Burchill) que están sacando el feminismo a la calle, fuera de los círculos académicos. Moran es algo así como la hija petarda, maliciosa y desenfadada de la enfurecida Germaine Greer. Alguien capaz de colocar a Lady Gaga y demás divas de la música pop actual en “la vanguardia cultural del cambio social” y de reivindicar la igualdad de derechos de las mujeres con la misma ironía con la que despotrica contra celebrities como Katie Price.

Ahora bien, para disfrutar de su exitoso ‘Cómo ser mujer’ (Anagrama), mezcla de libro de memorias y manifiesto feminista, hay que salvar dos escollos. El primero tiene que ver con el localismo. La novela está tan plagada de referencias a la cultura pop británica, sobre todo a series y programas de televisión (Moran es crítica de televisión), que es difícil comprender algunos de sus chistes y reflexiones. Gracias al esfuerzo de la magnífica traducción de Marta Salís, llena de notas aclaratorias, ese obstáculo es fácilmente salvable.

El segundo problema tiene que ver con las (molestas) generalizaciones. Como me ha apuntado una amiga lectora, si te tomas el libro como un manual de instrucciones feminista, estás perdida. Las típicas frases de “todo que lo que una mujer debería…”, de claro regusto chick-lit, pueden hacer cerrar el libro –y tirarlo por la ventana- a más de una. Para evitar eso, lo mejor es tomarse esas sentencias como lo que realmente son: latiguillos irónicos de periodista frívola.

Salvados esos escollos, la lectura de ‘Cómo ser mujer’ se convierte en un placer. Desde la distancia que me proporciona mi género, leer las reflexiones de Moran sobre temas como la menstruación, las bragas (la “bragorexia”), la depilación íntima (“el IVA del coño”), el sobrepeso (la teoría de la “forma humana”) y los tacones (quiere zapatos con los que “pueda bailar Bad Romance y me permitan huir de un asesino”), resulta tan revelador como divertido. La autora escribe con tanta gracia, descaro y lucidez, que podría estar hablando sobre cualquier tema aburrido –el nacionalismo catalán, cómo meter un barco en una botella- y resultaría igual de entretenido.

Como libro de memorias, Moran hace de su biografía el lugar desde donde articular su discurso. A través de las experiencias, los acontecimientos y las anécdotas de su vida, la autora reflexiona sobre el hecho de ser mujer en la Gran Bretaña de hoy. Y lo hace con valentía (el capítulo sobre el aborto ha causado un enorme revuelo, sobre todo en Sudamérica), predicando con el ejemplo sobre su teoría de que un injustificado pudor impide a las mujeres hablar sobre ciertos temas. Como diría el masterchef Jordi Cruz, Moran le pone rock’n’roll al feminismo y lo hace “con un pelo realmente asombroso”. 8

   

 Bê Neviani Blog – RSS

Homoafetividade – Eduardo Almeida Reis‏

Noreply@blogger.com (helena Neviani Guarani-kaiowá)

Sábado, Agosto 10, 2013, 9:03 am

DE TUDO UM POUCO

Vem acontecendo no planeta gay algo que ocorria no mundo hétero durante o boom da bolsa de 1970/71 

Eduardo Almeida Reis

Estado de Minas: 10/08/2013 

O mundo inteiro acompanhou a declaração de Daniela Mercury sobre a jornalista Malu Verçosa, sua esposa: “É o meu amor, a minha inspiração, a minha vida”. Portanto, começa a fazer sentido o entusiasmo que famosa lésbica americana, de nome italiano, sempre demonstrou pela baiana, mesmo quando casada à antiga com um cavalheiro do sexo masculino. Declaração que foi vivamente festejada pelos “famosos”, com ênfase para os ex-BBBs, que no Brasil de hoje a condição de BBB e ex-BBB dá um prestígio que não têm, na França, os membros de L’Academie.

Vem acontecendo no planeta gay algo que ocorria no mundo hétero durante o boom da Bolsa de 1970/71. Naquele tempo houve separação de casal muito famoso, riquíssimos ela e ele, família dela respeitadíssima, família dele conhecida como grande ganhadora de dinheiro.

Antes de assentada a poeira da separação bilionária, a desquitada passou a namorar jovem conquistador apelidado Coelho. Desquitada, sim: o divórcio no Brasil data de janeiro de 1980. Coelho era sócio de uma corretora de valores e operava, com os outros três sócios e 16 funcionários, imensa mesa de open. Os 20 pendurados nos telefones aos berros, fazendo negócios de milhões, pois ainda não havia monitores de computadores.

Até o governo operava no black – mercado negro, câmbio paralelo, mercado paralelo –, o que fez surgir o comentário sobre as estranhezas do Brasil, comento modificado com o passar dos anos. Dizia-se, então, que neste país assaz tropical “puta goza, gigolô tem ciúmes e governo opera no black”.

Deu-se que o Coelho começou a contar que namorava a senhora recém-separada, que telefonou, furiosa, para a corretora, às onze da matina, hora em que a mesa de open fumegava. O namorador tapou o bocal do seu telefone e gritou: “Pessoal, linha 135”. Os dezenove operadores entraram na linha 135 a tempo de ouvir a descompostura que ela passava no rapaz, que se defendia: “Mas, Fulana, transar é tudo igual; o bom é contar”. 

Nesse mesmo dia, almocei no Rio com um dos operadores, bom amigo, que me contou do telefonema. Hoje vejo que o planeta gay adotou a divisa do Coelho: não basta namorar, o bom é contar, como fez a cantora baiana. Ainda bem que Ivete, minha musa, gosta muito do marido.

Historieta 

É voz corrente que ele não aceita desaforo e é certo que não tem pátria, vergonha, caráter. Por ele, que não tem cara, quase todas as pessoas, em todos os países, fazem os piores papéis: brigam, enganam, furtam, roubam, matam, corrompem e são corrompidas. Daí a admiração que sempre tive pelo irmão do doutor Alberto, que me contou o caso.

Família de classe média alta em Ipanema, no Rio dos anos 50. Quando completou 18 anos, o irmão do doutor Alberto arranjou logo três empreguinhos, trabalhou feito um mouro durante seis meses, juntou uns cobres, que hoje talvez correspondessem a R$ 10 mil, reuniu a família, despediu-se filial e fraternalmente de cada um e anunciou: “Vou pescar”.

Gastou as economias na compra do material de pesca e se mandou para Angra, então muito próxima do fim do mundo. Construiu um rancho modestíssimo, pendurou rede e mosquiteiro, viveu ali até morrer muitos e muitos anos mais tarde.

Como era inteligente e divertido, vivia sendo convidado para jantar, passear de barco e pescar com os milionários que tomaram de assalto aquele trecho do litoral fluminense. Aceitava os convites e os drinques, jantava, passeava de barco, pescava e voltava para dormir em seu rancho. Viveu décadas da venda dos peixes que fisgava: dava para comprar sal, óleo, aguardente e cigarros.

Ali por volta de 1970, com a morte de seus pais, herdou dois bons apartamentos em Ipanema. Avisado pelo irmão, declarou: “Não quero, não preciso de dinheiro e não vou ao Rio. Pode trazer o tabelião, que assino abrindo mão dos apartamentos para vocês”. 

Assim se fez; tabelião, livro, testemunhas no rancho angrense, desistência da herança com firma reconhecida. Mesmo sem precisar dos apartamentos, que recebeu junto com os outros irmãos, o doutor Alberto sempre chorava ao contar o caso do irmão. E tinha por ele, o pescador de Angra que não ligava para dinheiro, uma admiração que nunca teve pelos outros irmãos, empresários bem-sucedidos, profissionais liberais famosos no Rio.

O mundo é uma bola

10 de agosto de 1500: após dobrar o Cabo da Boa Esperança, Diogo Dias, descrito por Pero Vaz de Caminha como “homem gracioso e de saber”, descobre uma ilha a que deu o nome de São Lourenço, mais tarde chamada Madagáscar. Em 1519 Fernão de Magalhães parte de Sevilha para a primeira viagem de circum-navegação. Morreria flechado nas Filipinas, coitado. Em 1792, começa em Paris a Jornada de 10 de Agosto, que culminaria na Revolução Francesa. Sempre ouvi dizer que a revolução começou em 1789. Parece que a Jornada de 10 de Agosto resultou na Primeira República Francesa em setembro de 1792. Não tenho tempo de esmiuçar o assunto e o leitor, felizmente, se lixa para a Revolução Francesa.

Ruminanças

“Os republicanos não são todos ladrões, mas todos os ladrões são republicanos” (Gustave Flaubert, 1821-1880).

Papo de Homem | Seu corpo quer movimento + 2 novo(s) post(s)

Link to Papo de Homem - Lifestyle Magazine

Seu corpo quer movimento

Posted: 07 Aug 2013 08:00 PM PDT

Se nosso escritório falasse, ele bocejaria.

Eu, pelo menos, sempre trabalhei em um escritório, cercado de colegas, em uma mesa cheia de papéis e diante do computador.

Apesar de aproveitar as férias para (após muita economia) viajar por lugares díspares como Nova Déli, Istambul, Catar, Agra e Toledo, minha rotina de trabalho sempre foi sair de casa, chamar o elevador, entrar no escritório, sentar na cadeira e ler, ler dezenas de páginas para depois escrever outras dezenas de páginas no processador de texto, olhando o dia passar por uma janela.

Às vezes nos sentimos como o protagonista de "Se meu Apartamento Falasse", de Bylli Wilder

Às vezes nos sentimos como o protagonista de “Se meu Apartamento Falasse”, de Bylli Wilder

E eu estava nessa quando me convidaram para fazer um trabalho diferente: sair em viagens quase todas as semanas nos próximos dois anos, conhecendo novos lugares e me relacionando com pessoas diferentes a cada viagem. Apenas nos fins de semana poderia voltar para casa, e isso só para me preparar para outra jornada, abastecendo minha mala com roupas limpas, novos livros e material de consumo. Algo muito diferente de planejar uma viagem nas férias, de modo esporádico e bem controlado.

Usei tudo como desculpa para recusar a nova atribuição: meus familiares, meus amigos, meu apartamento, meu projeto de escrever um livro e, até mesmo, os textos no blog e no PdH. “Além disso, quem vai alimentar minhas tartarugas?”, cheguei a apresentar como último argumento.

Um homem não faz viagens: são as viagens que fazem um homem.

Foi aí que compartilhei minhas dúvidas com um amigo cujo pai é um velho russo que viveu muito tempo na França e passou por muitas aventuras pelo mundo. Ao dizer-lhe que estava com dúvidas sobre se faria as viagens, meu amigo respondeu com uma frase que seu pai costumava falar aos filhos:

“Você não faz uma viagem, são as viagens que fazem quem você é.”

A frase, ele me esclareceu, era de um tal Nicolas Bouvier, fotógrafo e escritor suíço que, no final das faculdades de Letras e de Direito, sequer esperou o resultado final de seus exames e abandonou tudo para, aos 24 anos, viajar pelo mundo. Assim, em 1954, partiu para sua primeira viagem — na qual passou pela Iugoslávia, Turquia, Irã e Paquistão — contando sua jornada em seu primeiro livro, concluído em 1955.

Em 1956, partiu em nova aventura em direção ao Afeganistão, Paquistão, Índia e Ceilão, uma viagem terrível e cujos registros deram, anos depois, origem a outro livro, dessa vez um romance. E assim prosseguiu pela vida inteira, viajando, escrevendo e capturando imagens com sua velha Pentax.

Nicolas Bouvier pagando de badass em algum lugar do Afeganistão.

Nicolas Bouvier pagando de badass em algum lugar do Afeganistão.

A historia de Nicolas Bouvier e sua frase me lembraram A Arte de Viajar, de Alain de Botton, um sujeito que parece fisicamente o Humpty Dumpty de Alice no País das Maravilhas (me desculpem os calvos: chego lá um dia!) e que ficou famoso por abordar questões modernas do cotidiano sob a ótica da filosofia de  grandes pensadores europeus.

Nesse livro ele escreveu essa incrível passagem:

“Não é necessariamente em casa que encontramos nosso verdadeiro eu. A mobília insiste que não podemos mudar porque ela não muda; o ambiente doméstico nos mantém amarrados à pessoa que somos na vida comum, mas que talvez não sejamos essencialmente.

Viagens são parteiras de pensamentos. Há uma relação quase mágica entre o que está diante de nossos olhos e os pensamentos que podemos ter.”

Nossa mente é venturosa, quer viajar.

Talvez seja importante pararmos, com alguma regularidade, para refletir se não estamos ficando demasiado amigos da mobília que decora nossa rotina, se não estamos tão imóveis em nosso cotidiano quanto a mesa de trabalho em nosso escritório, se nossos pensamentos não estão presos a movimentos mecânicos e unidirecionais como os de um elevador.

Sempre que sentimos certo desconforto diante daquilo que rompe com a previsibilidade do cotidiano, é sinal de estamos diante de uma oportunidade de aprendizado e crescimento. Podemos, nesse caso, escolher entre nos fechar como uma ostra ou nos abrir a uma vivência inusitada.

O estranhamento, mesmo aquele de chegar a uma cidade desconhecida, a ligeira perturbação dos sentidos decorrente do contato com um ambiente pouco familiar são os parteiros de novos pensamentos, pois sacodem nossas percepções dormentes.

É claro que nem tudo dá certo em uma viagem. Pelo menos em duas ocasiões eu passei por maus bocados no exterior, sendo que em uma delas foi quase traumatizante. Porém, sem dúvida são nas ocasiões em que tudo dá errado que nos colocamos à prova. Sobre isso, Nicolas Bouvier fez uma observação sensacional:

“Uma viagem não lhe ensinará nada se você não aceitar que é direito dela acabar com você. Uma viagem pode ser como um naufrágio, e aqueles cujo barco nunca afundou jamais saberão qualquer coisa sobre o mar.”

Nosso corpo é venturoso, quer mobilidade.

Foto da coleção pessoal do autor, de sua viagem à Agra

Foto da coleção pessoal do autor, de sua viagem à Agra

Se nossa mente precisa de novos cenários, também é verdade que nosso corpo é seu veículo, e precisa ser posto em movimento.

Como já disse faz pouco tempo, a única coisa que você verdadeiramente possui neste mundo é seu corpo. É a primeira coisa que lhe pertence já nos primeiros momentos de vida e lhe acompanha sempre durante toda a sua jornada pela Terra. Então é evidente que você deve sempre escutar o que seu corpo lhe diz, seu fiel companheiro de todas as aventuras e desventuras de sua vida.

Aceitar o convite de seu próprio corpo significa tornar sua vida mais enxuta, mais simples e mais flexível. Exige que esqueçamos, ainda que por algum tempo, todos aqueles nossos objetos que pesam como uma âncora, impondo-nos a mobilidade. Não depositaremos nossa confiança em nada que não caiba em nossa mala ou mochila.

Então pergunte o que ele quer, fique em silêncio por um minuto e escute o que seu corpo está pedindo. E você escutará uma resposta: “eu quero movimento”.

De todas as características de seu corpo, a principal é a mobilidade. Com ele, você consegue tudo o que realmente quer e importa na vida, bastando lhe dar, por seu turno, o que ele quer. E ele quer movimento, quer estar sempre de prontidão, preparado para aventurar-se quando a oportunidade surgir.  Os únicos bens que você precisa para viver plenamente são aqueles que cabem em uma mala.

Sentar seu corpo em um sofá, guardá-lo dentro de um escritório ou pendurá-lo em uma rotina paralisante sem dar espaço para que ele exercite sua inerente mobilidade ao menos nos fins de semana, ao menos nas férias, é ofender justo aquilo que está sempre pronto a lhe servir, a atender suas vontades, a mover-se na busca de seus sonho.

A vida de uma geração inteira cabia em uma mala.

Como se viu, não basta o deslocamento físico, é preciso estar com a mente e os olhos abertos para se deixar transformar pelos novos caminhos. Mente e corpo viajando em sintonia, a última deslocando-se e a primeira pronta a aprender, parece ser uma receita explosiva. E uma geração inteira é testemunha do que ocorre quando as pessoas decidem seguir essa filosofia.

Não é exagero dizer que o século vinte não seria culturalmente o mesmo se uma geração inteira não tivesse caído na estrada. O movimento beat, precursor dos hippies e da contracultura das décadas de 60/70 do século passado, deixou marcas profundas na mentalidade ocidental contemporânea formou-se das vivências de compulsivos viajantes como Jack Kerouac, Allen Ginsberg e Lucien Carr.

Passaporte de Kerouac

Passaporte de Kerouac

Para Jack Kerouac, criação, vida e mobilidade  eram uma só coisa:

“Nossas surradas malas estavam novamente empilhadas na calçada; tínhamos caminhos mais longos adiante. Mas não importava, pois a estrada é a vida.”

Por tudo isso, as tartarugas terão de ser alimentadas pela zeladora do meu prédio. Já está tudo acertado.

Mecenas: Nordweg

Banner-PdH

A falácia travestida de um pseudo saber

 CHE MOURA

A falácia travestida de um pseudo saber

Tuesday, July 16, 2013, 6:27 am

DE TUDO UM POUCO

 

A falácia é algo chocante. Diariamente a cometemos ou sofremos em razão dela. Seja por motivos fúteis ou grandiosos. Há algum tempo venho observando as pessoas – O que é comum em mim,- e noto o grande uso de falácia. Tornou-se algo tão comum, tão nosso, que já nem sei se é errado, certo ou sei lá o quê.

Apresentarei alguns exemplos, onde eu mesmo fui atingido por lindos argumentos – Falaciosos, por demais! – Não é novidade para ninguém minhas ideologias, principalmente se tratando de política. Alguns comentários – Se é que posso considerar – a mim proferidos, realmente me impressionam. Pelo simples motivo de, ali, ao ouvir, notar o alto grau de animalice ou burrice da pessoa. Quando me perguntam, por exemplo, qual a minha ideologia política, digo que sou de esquerda. Enfatizando, claro, o socialismo e o comunismo ( Um ou outro me bastam). Até porque, para quem conhece as raízes de tais ideologias, sabe que ambos nunca foram implantados em plenitude, apenas algo parecido. Não existe, nem nunca existiu. Mas a intenção deste post não é conceituar e tentar trazer à prática tais ideologias, o foco é a jumentice das pessoas. Ao receber a minha resposta, a anta logo me diz: “Poxa, não sabia que comunista comia McDonald’s”   (…)

Acima, o famoso 

 

Bem, desde quando comunista, socialista ou esquerdista não pode comer McDonald’s? Alto lá! Eu não nasci na URSS Stalinista, tão menos na Cuba do Movimento 26 de Julho. Nasci no Brasil pós-Ditadura, em uma cultura completamente dominada pelos EUA. Tudo bem, eu poderia “levar à sério” minha ideologia e não comer McDonald’s. Poderia deixar de comer este hambúrguer. Afinal, assim os EUA iriam, com a minha ajuda, com o meu zelo ao comunismo, naufragar em uma crise econômica e, assim, eu liquidaria o imperialismo ianque! Não é mesmo?! Não! No way! A mesma carne que o Mc utiliza em seus deliciosos hamburguers, o açougue de esquina da minha casa também utiliza. Ou seja, se eu não comer no Mc, também não poderei mais comer em qualquer lugar, não poderei mais me alimentar. Isso é lógica. Assim, vou morrer.

Algum espanto?

 

Agora, irão pensar: “Isso é mentira! A carne do Mc é melhor, não é a mesma, e o Mc representa os EUA!” Mas, afinal, o que não representa os EUA? Estamos em 2013, o mundo nunca foi tão globalizado. Tudo que compramos, ou quase tudo, reflete no capital estrangeiro, em Wall Street, principalmente.

Outro belo argumento, após saberem que sou comuna: ” Aaai, comuna não pode usar tablet, celular, computador…” Claro, assim como em 1423, eu posso muito bem me comunicar com as pessoas via pombo correio, ou nadar até a Espanha para abraçar um amigo. Afinal, comunista além de não poder se deliciar com McDonald’s, não pode se comunicar com ninguém.

Tabletear ou não tabletear? Eis a comuna questão!

Aqui, uma piada que demonstra uma falácia travestida de humor

               (…)

Bem, ante o exposto, sempre respondo à uma falácia com outra falácia. Acho justo, nada mais comum do que uma forma comuna de se responder. Quando me dizem que comuna que se preze não come isso, não come aquilo, não toma isso, não toma aquilo, não veste isso, não veste aquilo, uso e abuso do meu velho dom de contra atacar. Bem, já que eu não posso comer meu delicioso McDonald’s, não posso ter computador, não posso usar tal marca de roupa (Isso é outra falácia, pois o mesmo algodão utilizado na blusa da marca famosa, é o mesmo utilizado na blusa do brechó da esquina. A matéria prima é a mesma trabalhada até chegar ao fabricante, igual. Da produção em diante é que se dividem as marcas e tendências, com suas regras de comércio) , a pessoa que me diz isto e, provavelmente é fã do capitalismo, ou até mesmo liberal ou neoliberal, deveria trabalhar de 12 a 16 horas por dia, no mínimo, como era a jornada de trabalho antes do socialismo(Ou de ideias com viés socialista) . Sim, quem tem um pouco de noção de história, pra dizer o mínimo, sabe que na Idade Média, a jornada de trabalho era de 8 a 15 horas, expandindo tal jornada, fixamente, para 12 a 16 (alguns casos até 18 a 20) no auge da Revolução Industrial, já no século XIX.

 

Em 1865, com a criação da Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT) , mais conhecida depois como Internacional Comunista, pensadores com ideais socialistas conseguiram disseminar a importância do trabalhador, a exploração do capital, e dar importância à redução da jornada de trabalho. Os que me taxam de falso comuna por usar a marca tal de roupa, e usar computador, deveriam então, trabalhar 12,16,18 ou 20 horas por dia, como manda o figurino de um capacho dos capitalistas. 

Abaixo, Chaplin no clássico Tempos Modernos

Deveriam ter seus direitos sociais revogados pelo estado democrático de Direito, haja vista que se eu não posso usufruir de benesses capitalistas, os pró- capitalistas, liberais, neoliberais, anti-esquerdistas e anti-comunistas também não podem usufruir de benesses sociais (Socialistas, com viés de esquerda, direitos sociais conquistados pelas lutas da esquerda). Falácia gera falácia.

 Acima, a ilustração dos anti-esquerda, turminha que deveria voltar a ser escravizada, explorada pelo capitalismo. Um milhão de pessoas sustentando quatro vagabundos.

 

O que me motivou a escrever este post, é o fato de que todas as pessoas que usam e abusam de falácias como as expostas acima, são desinformadas, incultas e, na maioria dos casos, apenas burras. Pensam que atingirão outras pessoas com suas pieguices pseudo redundantes, com suas tiradas legais, descoladas. Neste caso, muitos nem sabem o que é comunismo, socialismo, anarquismo, capitalismo, liberalismo, filhadaputismo, etc. Fingem saber o que gostariam que as outras pessoas pensassem que elas soubessem. Um bando de analfabeto funcional. Que por devaneios, fetiches mentais, pensam que comunista deve viver embaixo da ponte, vivendo de esmolas, no relento. Isso não é comunismo, isso é miséria! – Ou pode ser um adepto da filosofia cínica, o cinismo, onde viver com pouco era a verdadeira vida.- Sem se dar conta, este mesmo que imagina o comunismo como algo miserável, não vê ali, naquela miséria, uma consequência do capitalismo.