Estimativa para inflação cai, pela terceira semana seguida, para 5,75% este ano

 Agência Brasil

Estimativa para inflação cai, pela terceira semana seguida, para 5,75% este ano

Jose.romildo

Monday, July 22, 2013, 8:55 am

BRASIL

Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A projeção de analistas de instituições financeiras pesquisadas pelo Banco Central (BC) para a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), caiu pela terceira semana seguida. Desta vez, a estimativa passou de 5,80% para 5,75%. Para 2014, a estimativa foi reduzida de 5,90% para 5,87%. As estimativas estão acima do centro da meta de inflação, 4,5%, e abaixo do limite superior de 6,5%.

A projeção para a taxa básica de juros, a Selic, usada pelo BC como instrumento para controlar a inflação, segue em 9,25% ao ano, ao final de 2013. Para o fim de 2014, a mediana (desconsidera os extremos nas projeções) das expectativas caiu de 9,50% para 9,38% ao ano. Atualmente, a Selic está em 8,50% ao ano.

A pesquisa do BC também traz estimativa para a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe), que foi ajustada 4,68% para 4,57%, este ano, e de 5,04% para 5,35%, em 2014.

A projeção para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) caiu de 4,96% para 4,94%, este ano, e segue em 5,50%, em 2014. Para o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), a estimativa permanece em 5%, este ano. Para 2014, houve ajuste de 5,47% para 5,50%.

Edição: José Romildo
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Muhammad Yunus: “É necessário alterar o sistema bancário mundial”

16 DE JULHO DE 2013 – 8H15 

Muhammad Yunus: “É necessário alterar o sistema bancário mundial”

 

Para evitar as crises financeiras mundiais é necessário alterar o sistema bancário mundial, declarou em entrevista exclusiva à Voz da Rússia o mundialmente conhecido economista do Bangladesh Muhammad Yunus. Em 2006, ele recebeu o Prêmio Nobel da Paz pelo seu esforço em criar condições para o desenvolvimento econômico e social de grandes camadas da população.

Por Natalia Benyukh, na Voz da Rússia

 

Global Mind Symposium

Muhammad Yunus

Muhammad Yunus

Os bancos não querem dar oportunidades de negócio aos desfavorecidos, diz Yunus. O sistema bancário se deve tornar inclusivo, incluir a possibilidade de fornecer serviços bancários a um vasto leque da população. O sistema bancário mundial hoje existente é exclusivo: ele exclui da sua esfera de atuação os mais desfavorecidos. Isso é um sistema bancário errado, ele condena a maioria das pessoas à miséria. Foi o sistema vicioso de créditos interbancários que provocou a crise financeira. Ele só é dedicado e atencioso para os que ganham muito dinheiro. É preciso alterar o estado atual das coisas.

Em 1983, Muhammad Yunus fundou no Bangladesh o Grameen Bank, especializado na concessão de microcréditos. Ele explica essa prática do microfinanciamento:

“Ela teve um desenvolvimento a nível mundial. Mais de 160 milhões de pessoas em diversos países conseguiram obter microcréditos. No Bangladesh, nós concedemos empréstimos a partir dos 20 dólares, incluindo a pessoas na miséria e mendigos. Isso dá um apoio às pessoas, ajuda-os a começar uma atividade própria, apesar de pequena.”

Os microcréditos são necessários no Bangladesh, na Índia e noutros países asiáticos, assim como em África e na América Latina. Além disso, as filiais do Grameen Bank, fundado por Muhammad Yunus, também funcionam na Europa e até nos EUA. Claro que aí as dimensões dos créditos variam de acordo com o nível de bem-estar da população local:

“Em Nova York temos seis dependências do nosso banco. O empréstimo médio é de mil e quinhentos dólares. Para os Estados Unidos isso não é nada, é um valor muito pequeno. Aí nós temos 12 mil mutuários e todos eles são mulheres. No total, por toda a parte, 97% dos nossos mutuários são mulheres. O sistema de concessão de microcréditos também se estendeu à Rússia. Eu vim por diversas vezes à Rússia para participar em conferências e para consultas sobre o microcrédito. Esse sistema é suficientemente eficaz e permite às pessoas com poucos rendimentos se tornarem financeiramente independentes.”

Neste novo mundo globalizado, a base do seu bem-estar financeiro, que é o sistema bancário, deverá sofrer alterações substanciais e realizar um apoio real ao desenvolvimento das capacidades criativas de cada indivíduo, considera o laureado com o Prêmio Nobel. Ele participou no simpósio internacional “Espírito Global”, que se realizou a 11 e 12 de julho na cidade russa de Ekaterinburgo. Muhammad Yunus saúda a ideia de se realizar a Expo 2020 nesse grande centro econômico, científico e cultural dos Urais:

“Eu apoio essa ideia. Esse é um local formidável! O mundo pouco conhece sobre Ekaterinburgo e poderá vir a conhecer essa cidade e a sua rica história. Estou convencido que o mundo irá descobrir uma nova região surpreendentemente interessante.”

No simpósio internacional “Espírito Global” de Ekaterinburgo participaram conhecidos representantes do mundo de negócios, políticos, economistas, cientistas de todos os continentes. Na opinião do Prêmio Nobel Muhammad Yunus, a sua tarefa é unir esforços para que o espírito global se sobreponha aos estreitos interesses corporativos.

 

 

Economia chinesa cresce menos de abril a junho

 Agência Brasil

Economia chinesa cresce menos de abril a junho

Talita.cavalcante

Monday, July 15, 2013, 8:00 am

BRASIL

Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Pelo segundo período consecutivo, houve diminuição no crescimento econômico da China. O Escritório Nacional de Estatísticas da China informou hoje (15) que o Produto Interno Bruto (PIB) referente ao período de abril a junho cresceu 7,5%, percentual inferior ao primeiro trimestre do ano, que registrou 7,7%. Oficialmente, o governo informa em comunicado que a economia do país promoveu um desenvolvimento sustentado e cresceu a um ritmo moderado.

Os dados indicam que as exportações caíram de forma acentuada. O yuan (moeda chinesa) registrou alta em comparação às moedas dos principais países industrializados. As autoridades chinesas, segundo analistas, também estão pagando o preço de reduzir os investimentos na proteção e preservação do meio ambiente.

As informações oficiais são que o governo da China prepara reformas estruturais na tentativa de retomar o crescimento econômico estável. Internamente, as autoridades adotam mecanismos para manter o consumo doméstico ao expandir os gastos dos consumidores.

Em nota, o Escritório Nacional de Estatísticas da China diz que o menor crescimento, nos últimos trimestres, é explicado pelo reajuste do modelo econômico chinês, dependente das exportações e da demanda externa. O total de investimentos do PIB cresceu em 24,8 trilhões de yuan, segundo os dados oficiais, volume elevado para a maioria das nações, mas que indica queda para os chineses.

O comunicado do governo também se refere à produção de grãos, registrando aumento de 1,5% ao ano. Porém, a produção de carne suína, bovina, de carneiro e de aves registrou queda de 0,2% na totalidade, embora tenha apresentado exceções isoladamente. A produção de carne suína, por exemplo, aumentou 1%. A nota menciona ainda o crescimento na produção industrial de forma constante.

De acordo com o texto, as vendas no varejo mantiveram crescimento estável, registrando aumento de 0,3%, no segundo semestre, em comparação aos três primeiros meses do ano. Houve aumento nas vendas de carros, móveis, eletrodomésticos e equipamentos eletrônicos.

O comunicado completo pode ser obtido na página do Escritório Nacional de Estatísticas da China.

Edição: Talita Cavalcante

Preços do boi gordo devem subir no 3º trimestre, diz Rabobank

 Valor Econômico – Brasil

Preços do boi gordo devem subir no 3º trimestre, diz Rabobank

Tuesday, July 09, 2013, 3:42 am

BRASIL

Baixa disponibilidade de bovinos criados no pasto e a limitada oferta de gado engordado em confinamentos exercem forte pressão altista

Morgan repete alemães: Brasil vai bem

Morgan repete alemães: Brasil vai bem

 

 

Fernando Brito, Tijolaço

“Enquanto a nossa mídia aqui pinta o caos econômico, o pessoal da grana lá fora começa a se manifestar e dizer: opa, estão indo “longe demais”, com essa história.

Depois dos alemães do Deutsche Bank, ontem foi a vez do JP Morgan, a partir de um relatório feito pelo seu parceiro Gávea Investimentos – dirigido por ninguém menos que o ex-presidente do BC na gestão FHC, Armírio Fraga -dizer que as oportunidades de ganhos no Brasil continuam boas, sobretudo pelo potencial de consumo.

Diz ele, segundo o Estadão:

“”Estamos vendo criação de riquezas”, disse Chris Meyn, sócio na Gávea Investimentos, que é controlada pelo JP Morgan. “A classe média é robusta e há crédito.” Diante disso, a Gávea tem uma visão positiva de empresas expostas a consumidores, em especial de setores como vestuário e cosméticos, comentou Meyn.”

E este não é o único exemplo.

Domingo, Miriam Leitão pintou um quadro trágico na área de petróleo. Diz que “desde que o ex-presidente Lula anunciou a autossuficiência energética do país, ela nunca esteve tão distante”.
 
Hoje, a Agência Internacional de Energia divulgou que espera que o ano termine com uma produção recorde de 2,35 milhões de barris diários e aponta as paradas de manutenção – necessárias à segurança dos poços – como razão de uma queda temporária do volume extraído no país.
 
O mais incrível, porém, é que é preciso que alemães e americanos venham dizer que “estão pegando pesado” com o clima econômico brasileiro.
 
Os nossos mídio-economistas têm olhos de madrasta – perdoem-me as madrastas pela expressão  – para como Brasil.”

O jogo da direita em marcha. De novo

O jogo da direita em marcha. De novo

9 de Jun de 2013 | 08:53

Os números que Folha publica neste domingo pode ser considerada o ponto de partida da batalha que vamos enfrentar até as eleições, na qual as pesquisas serão, como de outras vezes, as armas mais terríveis da luta pelo poder.

Como você vê na ilustração, não foi diferente o que tentaram fazer com Lula em março de 2009, mais ou menos o mesmo tempo antes da eleição.

Mas as pesquisas, que são a artilharia, dependem da comunicação para serem abastecidas.

A suposta “queda” da aprovação de Dilma, embora ainda se situe em patamar confortavelmente alto (57%) e bem maior do que o do início do seu governo (47%), seja ela real ou fictícia, tem uma cobertura de legitimidade na preocupação com a inflação.

Preocupação com a inflação não é o mesmo que inflação, mas a percepção que se forma é a de que ela é um perigo não a uma estabilidade econômica teórica, mas ao dia-a-dia das pessoas.

Mas porque o terrorismo inflacionário promovido pela imprensa, que não é novo, pode agora estar sendo aceito como causa para uma mudança na percepção  coletiva de, ao menos, parte da população.

Para especular sobre isso, é conveniente ver quais são os dados novos nesse processo e, sem dúvida, o maior deles é a mudança de atitude do Governo que, pela primeira vez, demonstrou receio de que as previsões do mercado financeiro e da mídia pudessem corresponder – ou se tornarem –  à realidade.

O discurso desenvolvimentista perdeu , dando espaço à cantilena de uma crise que está a léguas de ser real.

Tanto é assim que, em meio a um cenário terrível da economia mundial, o número de pessoas que crê que a situação econômica não vai mudar (39%) ou que vai melhorar (38%) soma quase quatro quintos dos entrevistados.

Não há uma escalada inflacionária, o nível de emprego prossegue alto e, se o governo assumir uma atitude de maior comunicação com a população, sinalizando que não mudou a ideia de fazer do consumo interno a mola do crescimento econômico, essa impressão forjada pela mídia se dissipará.

Resta ver se haverá a coragem que Lula teve de, contra a posição do Banco Central, dizer claramente: confiem, comprem, o país crescerá.

No que diz respeito ao quadro eleitoral, a situação de Dilma permanece sem alterações significativas. Ela aparece com patamar muito semelhante ao que teria  Lula se fosse candidato (51% e 55%, respectivamente). Considerando que há 8% que não respondem ou dizem votar nulo ou branco, os 51% equivalem a 55,4%.

Aécio, mesmo com a superexposição na mídia e o programa de TV do PSDB, ainda fica atrás de Marina (16 a 14%). Mas é curioso como Marina aparece apenas com 1% quando a declaração de voto é espontânea. É sinal de pouca solidez.

Sinal contrário do que apresenta a dupla Dilma/Lula, que tem um terço das menções espontâneas.

Em resumo, a pesquisa só serve para estimular o discurso que a mídia assumirá esta semana, o de que “Dilma está caindo”.

Que precisa de uma resposta forte do Governo para que o desejo da direita não saia dos jornais para as ruas.

Por: Fernando Brito

Standard&Poor’s coleciona erros históricos em suas avaliações

Standard&Poor’s coleciona erros históricos em suas avaliações

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Em meio a polêmicas sobre o andamento da economia brasileira, a notícia da expectativa de redução por parte da agência de classificação de risco Standard&Poor’s bota mais lenha na fogueira. Vale destacar que a informação foi anunciada um dia antes da divulgação da inflação oficial, que apresentou nesta sexta-feira (7) desaceleração para 0,37%. Ainda nesta semana, a produção industrial apresentou crescimento de 1,8%, no segundo resultado positivo consecutivo. 

Voltando as atenções para um passado recente, não é difícil detectar desalinhos entre os índices divulgados pela agência de risco e os números concretos da economia no mundo.

Agência enfrenta processo de fraude por parte do governo dos EUA
Agência enfrenta processo de fraude por parte do governo dos EUA

O mais clássico deles aconteceu em 2008, nos Estados Unidos, quando a grande crise econômica mundial explodiu. A Standar&Poor’s, alinhada com outras agências, indicava que os títulos da dívida do banco Lehman Brothers eram negociados com um ‘rating’ de “A+” até 180 dias antes da sua falência. Um gigantesco erro de avaliação que veio à tona em setembro de 2008, quando a instituição americana fechou com prejuízos de 485 mil milhões de euros, detonando a mais grave crise econômica dos tempos modernos.

O Departamento de Justiça norte-americano deu início, este ano, a um processo de fraude contra a Standard & Poor’s, por considerar que a agência de rating ignorou as fragilidades dos investimentos em produtos financeiros hipotecários durante o período que antecedeu a crise econômica de 2008.

Como se não bastasse, em 2011, quando a S&P rebaixou de AAA para AA+ a nota da dívida americana, mais uma vez vieram à tona erros de avaliação. O governo dos Estados Unidos emitiu nota afirmando que a agência havia cometido um erro em seus cálculos na singela casa dos US$ 2 trilhões.

Também em 2011, um erro fez com que o site da S&P divulgasse um comunicado rebaixando a nota da França. As autoridades de mercados financeiros do país e da Europa iniciaram uma investigação e a agência retirou a informação do ar, alegando ter sido um equívoco. O “incidente” foi definido como “grave” pela União Europeia. 

 

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