Dez anos sem o Doutor Roberto

 

Dez anos sem o Doutor Roberto

PAULO NOGUEIRA 11 DE AGOSTO DE 2013

 

O legado do nosso companheiro.

O companheiro  Roberto Marinho

O companheiro Roberto Marinho

Então são dez anos sem o Doutor Roberto Marinho, um homem nas próprias palavras “condenado ao êxito”, completados agora em agosto.

Lembremos sua jornada quase centenária sobre esta terra, contritos, e agradeçamos a ele por:

1) conspirar contra um governo democrático e abrir as portas para uma ditadura militar que matou, perseguiu e fez do Brasil um campeão mundial de desigualdade;

2) fazer um pacto com essa ditadura pelo qual em troca de receber uma rede de tevê a apoiaria incondicionalmente;

3) ocupar o Estado brasileiro, de tal forma que sucessivos governos o brindaram com empréstimos multimilionários a juros maternos ou pagáveis, eventualmente, até com anúncios;

4) ocupar também o legislativo nacional, de maneira que quando o Brasil se abriu à concorrência internacional a Globo permaneceu protegida por uma reserva de mercado que contraria o capitalismo de que nosso companheiro tanto falava;

5) criar, na captação de publicidade, uma propina chamada “BV”, pela qual a Globo mantém até hoje acorrentadas as agências de propaganda e com a qual mesmo com audiências cada vez menores a receita da empresa continua a aumentar;

6) levar ao estado da arte o merchandising, com o qual os brasileiros são estimulados subrepticiamente a tomar cerveja em todas as ocasiões em cenas de novela pelas quais os fabricantes de cervejas pagam um dinheiro muito além da propaganda normal;

7) montar uma programação à base de novelas que ao longo do tempo tanto ajudaram a entorpecer a alma e o espírito crítico de tantos brasileiros;

8) abduzir o judiciário nacional com relações promíscuas, com as quais a emissora pôde montar um esquema bilionário de sonegação sem risco de pagar por isso;

9) manter por tantos anos João Havelange e Ricardo Teixeira na CBF por causa das relações especiais, e com isso conseguir coisas como o pior horário de futebol do mundo, ainda hoje mantido por causa da novela;

10) criar uma cultura de jornalismo da qual derivariam, ao longo do tempo, figuras como Amaral Neto, Alberico Souza Cruz, Merval Pereira, Ali Kamel, William Wack e Arnaldo Jabor.

Por tudo isso, e muito mais, como Galvão e Faustão, Huck e Ana Maria Braga, Saia Justa e Manhattan Connection, Proconsult e Diretas Já,  BBB e Jô Soares, nós lembramos o legado do companheiro Roberto Marinho e lhe rendemos graças.

Rede Globo contra-ataca para salvar Aécio, Serra, Alkcmin e FHC.

 
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Rede Globo contra-ataca para salvar Aécio, Serra, Alkcmin e FHC.

 
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Época: o império contra-ataca. Mas faz gol contra  – Tijolaço.

10 de Aug de 2013 | 16:13
As denúncias da “Época” sobre suposto caso de corrupção eleitoral na área internacional da petrobras, se são uma reação ao escândalo tucano da Alston-Siemens, acabam virando uma oportunidade para a Presidenta Dilma Rousseff.
Porque, embora o estilo romanceado – veja aqui uma amostra do “jornalismo de ambiente”– já deixe a gente imaginando quanta criatividade pode haver na matéria – salvo uma menção sem qualquer prova, não há elementos senão quanto a negócios que beneficiassem o PMDB.
 

 

E o PMDB é hoje o principal foco de tensão interna da base aliada do Governo, pressionando sem cessar a Presidenta e ameaçando uma rebelião parlamentar.
Dilma não terá o menor problema em mandar apurar tudo, o que a presidente da Petrobras, Graça Foster fará sem nenhum constrangimento.
Agora, é pra lá de estranho que um Augusto Henriques, ex-funcionário da BR Distribuidora, aposentado há vários anos, que não trabalhava na área internacional na época das eleições – aliás, também o diretor internacional, Jorge Zelada foi afastado ano passado por Dilma Rousseff – tenha vindo fazer denúncias – contra si mesmo – a esta altura.
Ambos eram ligados à influência do PMDB.
Ou a denúncia é uma manobra de setores do partido para tentar abiscoitar cargos na estatal ou é assunto que a Época tinha guardado para usar em emergências, tanto que nem deu o destaque de capa, o que é inacreditável quando a matèria pode enfraquecer o governo Dilma, embora seja normal quando o caso é contra os tucanos.
E não há dúvidas que o caso Siemens-Alstom é uma baita emergência para o conservadorismo do qual a revista é porta-voz.
Seja como for, sangraram na veia da saúde. Dilma e Graça vão mandar brasa na apuração.
Vale a regra que Lula explicitou ontem: “quem fizer o erro vai ter de pagar”.
 
Por: Fernando Brito
 
 
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CADE VAI ATRÁS DA GLOBO NOS EUA ?

CADE VAI ATRÁS 
DA GLOBO NOS EUA ?

Tijolaço segue o Cafezinho e encontra a Globo do Ataulfo em Delaware.

 

 

Saiu no Tijolaço:

O PASSO A PASSO DA MARACUTAIA GLOBO-NET-SKY NOS EUA

O Miguel do Rosário, em seu blog O Cafezinho, topou com uma estranha empresa que pertenceria à Rede Globo, nos EUA, mencionada no processo de concordata que a empresa sofreu, no início da década passada, nos Estados Unidos.

Era a DTH Usa Inc, que é citada neste processo como “podendo valer milhões de dólares”.

Ninguém fora da Globo sabia, até agora, desta DTH Usa, Inc.

Bem, DTH quer dizer “Diretc to Home”, nome usado para as operadoras de televisão via satélite, as mini-parabólicas que todo mundo conhece hoje.

Falando com Miguel, fui avançando na história desta empresa.

E o que obtive é – ou deveria ser -de grande interesse para o Cade, que aprovou a fusão entre a Sky e a DiretcTV no Brasil.

A DTH Usa Inc foi criada em setembro de 1996, sob as leis do estado americano de Delaware e registrada na Flórida, tendo como diretores os senhores Roberto Pinheiro e Emilio Pascual. O primeiro dá como endereço o centro administrativo da Globo, no Leblon;  o segundo o da Net-Sat, em Cerqueira César, São Paulo.

Trata-se, portanto, de um negócio das Organizações Globo, não um arranjo de esperteza medíocre como a empresa “fundada” pelo Ministro Joaquim Barbosa, para comprar um apartamento de  novo rico na cidade das celebridades, Miami.

Em novembro do mesmo ano, surge a Sky, operadora de DTH no Brasil, numa sociedade entre as  Organizações Globo, a British Sky Broadcasting, a News Corporation e a Liberty Media International.

Claro, mera coincidência.

No ano seguinte, segundo os registros feitos na Flórida, aparece a figura do sr. Paulo Mendes, diretor da NET Serviços de Comunicação S/A, que dá também o endereço da sede global localizada no Leblon.

Ele é registrado como vice-presidente da empresa offshore e oferece o mesmo endereço da Globo no Leblon nos documentos.

Hoje, é um dos principais dirigentes da emissora e nas horas vagas exerce o cargo de vice-presidente do Botafogo de Futebol e Regatas.

E segue a saga da DTH Usa, Inc.

Em 1999, desaparece Emilio Pascual e ficam apenas Roberto e Paulo Mendes como presidente e vice-presidente da empresa.

Apenas dois dias depois do registro dessa nova composição diretiva, a secretária responsável pelos registros, a americana Cynthia Hicks, renuncia ao cargo na direção da empresa.

A empresa fica no “freezer” durante ao ano de 200o e ressurgiu em 2001, já agora “dirigida” pela advogada Valdenise Menezes, que trabalhou na Infoglobo e hoje é controller da Gol e por um até agora desconhecido Jorge Vieira de Souza.

O endereço de Valdenise é o da sede administrativa da Globopar e o de Jorge, o da Rua do Verbo Divino, 1356,  na Chácara Santo Antonio, São Paulo.

Jorge desaparece no ano seguinte, sendo substituído por Luiz Carlos de Souza Sá, que oferece como endereço a rua Professor Manoelito de Ornellas, 303, 8° andar, bem próximo à sede paulista da Net.

Em 2006, porém, tudo muda.

Saem os funcionários da Globo e entra Michael Hartman, vice presidente da Direct TV Latin America.

O documento é registrado em 3 de julho de 2006.

E ele fecha a DTH Usa, Inc.

Mera coincidência?

O Cade havia aprovado, em 25 de maio, a fusão entre a Sky e a Directv, que passou a ser a controladora da emissora.

Em agosto de 2006 a Sky adquire juridicamente o status de controlada da Directv, que tem ligações completas com o grupo de Rupert Murdoch, da News Corporation.

Está evidente que a DTH Usa, Inc. desempenhava papel importante nos negócios da Sky, tanto que foi transferida quando a Globo deixou de ter o controle acionário da empresa de TV brasileira.

Qual era esse papel?

Isso está nas informações dadas ao Cade?

Os negócios feitos por ela relativos a atividades desenvolvidas no Brasil estão registrados na Receita Federal e pagaram impostos?

A empresa é registrada em Delaware não por acaso. O estado é um “paraíso fiscal” dentro dos EUA, onde são feitos milhares de negócios, desde grandes corporações até traficantes de armas russos e ladrões de todo tipo, como destaca o The New York Times.

A CT Corporation System, que serve de endereço e plataforma legal para a DTH Usa, Inc. é um grande galpão, da foto, em Willmington, que abriga, segundo o Times, nada menos que 285 mil empresas!

O endereço não podia ser mais irônico: Orange Street, 1209. Rua Laranja, 1209.

Porque a Globo escondia essa  empresa “de fachada”, colocando e retirando homens e mulheres de confiança da empresa como diretores “fantasmas”, já que era nas subsidiárias da Globopar que trabalhavam?

A DTH Usa Inc. fazia negócios aqui, através de outras empresas sediadas em Delaware. Em breve, o Cafezinho de Miguel do Rosário trará novas informações sobre isso.

Será que fraude no Brasil, usando empresas offshore não é crime?

Ou crime é só o que cometem funcionários de oitavo escalão, quando surrupiam processos de sonegação fiscal da Globo?

José Eduardo Cardoso, o ministro da Justiça,  que peitou Serra para garantir as investigações do Cade sobre o caso Siemens-Alstom, vai ter coragem de mandar o Cade apurar o que é a DTH Usa, Inc. parte do negócio de fusão que o órgão aprovou?

Por: Fernando Brito

Clique aqui para ler “As maracutaias da Globo offshore”. 

Aqui para ler “Siemens denuncia Cerra. A casa caiu !”. 

Aqui para ler “Tijolaço e a fraude da Globo: cadê o corruptor ?”. 

aqui para votar na enquete “O que o Ataulfo não considera corrupção ‘nacional’?”. 

Merval Pereira vai cortar o pulso

 
 
Merval Pereira, “calunista” da Globo, ainda vai cortar o pulso. A sorte é que ele é “imortal”, segundo a Academia Brasileira de Letras (ABL). No sábado (3), ele confessou certa decepção com Marina Silva e a sua Rede, que não expulsou sumariamente o dirigente Pedro Piccolo Contesini, flagrado participando na depredação do Itamaraty, em 20 de junho. Já nesta terça-feira (6), o jornalista mostrou-se muito preocupado com o futuro do PSDB, abatido pelas recentes e graves denúncias do propinoduto em São Paulo. É tocante o sofrimento do Merval Pereira!
 
Ele desabafa: “A denúncia de formação de um cartel nas licitações de obras do metrô em São Paulo desde a gestão do governador Mario Covas colocou na agenda eleitoral um obstáculo importante para o PSDB. Os principais caciques do partido estão sendo atingidos pelas denúncias, que cobririam os governos Covas, Alckmin e José Serra… A denúncia de cartel partiu da multinacional alemã Siemens, que teria apresentado provas às autoridades do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), num acordo de leniência que preservaria a empresa de punições”. 
 
Apesar das provas já apresentadas, o “calunista” global ainda se mostra incrédulo. Ele torce para que tudo seja apenas uma armação da blogosfera e que as denúncias não atinjam o governador Geraldo Alckmin. E lamenta: “O pior dos mundos para a democracia seria ficar provado o que os petistas chapas-brancas já dão como certo nos blogs e noticiários oficiais: que o esquema seria uma espécie de irrigação permanente de dinheiro ilegal para as campanhas eleitorais dos tucanos desde o governo Covas”. Mesmo assim, Merval Pereira está atormentado:
 
“A reação do PSDB paulista, de acusar o Cade de estar atuando como ‘polícia política’ do governo petista, fazendo vazamentos seletivos do processo para prejudicá-lo, é comum a todos os partidos denunciados, que costumam posar de vítimas para acusar adversários de perseguição política. É evidente que as investigações contra os governos do PSDB são prejudiciais ao partido, assim como o processo do mensalão prejudica o PT. Não há dúvidas de que os vazamentos são ataques perversos, pois não dão a ideia de um quadro geral e jogam a suspeita sem que seja possível uma defesa coerente”. Abatido, o “imortal” pode até cortar o pulso!

*****

DO BLOG DO CADU

 

 
 
 

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Globo sonega seis mensalões e ainda passa a mão na bunda

 
 
 
As mobilizações em torno da Proposta de Emenda Constitucional número 37 de 2011, a famosíssima PEC 37. Que foi chamada de “PEC da impunidade” por retirar (?) o poder de investigação do Ministério Público (MP); que muitos cartazes nas manifestações de junho continham frases por sua derrubada; que promotores dos quatro cantos do país, em conluio com a “grande imprensa”, fizeram muita gente acreditar que apenas o MP era “corajoso e limpinho” o suficiente para investigar “cachorro grande”.
 
Pois bem, então cadê a investigação sobre a sonegação da Globo?!
 
Documentos comprovam que a emissora da família Marinho deve R$ 615.099.975,16 à Receita Federal, através da Globopar, empresa que controla a emissora de tevê. A Globo criou uma empresa fantasma nas Ilhas Virgens chamada “Empire” para contratos de transmissão da Copa do Mundo de 2002. Nessa operação foram sonegados R$ 183.147.981,04, mais os juros de R$ 157.230.022,58 e a multa de R$ 274.721.971,54.
 
 
Cristina Ribeiro, funcionária da Receita Federal, furtou, em 2007, o processo da emissora da ditadura que continha a sugestão de investigação penal contra José Roberto Marinho, dono da Globo. Ribeiro foi condenada a quatro anos e onze meses de prisão, mas o STF, através do ministro Gilmar Mendes (sempre ele!) concedeu um habeas corpus. Ribeiro também foi acusada de afanar e criar processos na Receita Federal para beneficiar empresas. No processo coordenado pelo MP federal do Rio de Janeiro não há menção de parceiros. Ou seja, para o MPF fluminense ela agia sozinha.
 
O promotor que comandou a investigação se chama Rodrigo Ramos Poerson. A polícia Federal não foi aciona para investigar as ações de Ribeiro na Receita Federal, nem houve quebra de sigilos bancários e telefônicos para saber como ela agia e como recebia, se recebia, propina das empresas que livrou do leão. Poerson solicitou esclarecimentos de empresas que teriam sido ajudadas por Cristina Ribeiro, nenhum deles dirigido à Globopar.
 
Tudo isso você pode ver na excelente reportagem do também excelente Luiz Carlos Azenha,clicando aqui.
 
Parece que, mesmo com a derrubada da PEC 37 e o Ministério Público mantendo (?) seu poder de investigação penal, os grandes da elite continuarão sem serem tocados. Se fosse um processo de sonegação fiscal do Lula, como você acha que agiria o MP?
 
Os valores supostamente desviados, do suposto mensalão do PT, são de R$ 100.000.000,00. O que a Globo deve, apenas nessa ação – pode haver outras! – é SEIS vezes maior que “o maior caso de corrupção da História do Brasil”.  E o MP sequer dá uns petelecos na “poderosa”.
 
Existem muitos problemas nesse país. E de toda ordem, mas entre os maiores está o poder que tem as Organizações Globo. Seja na qualidade da informação que circula no Brasil, seja na influência nas instituições do Estado, seja pela relação subserviente com os detentores do capital internacional, seja pelo mal gosto de sua programação de tevê e seja por fazer os brasileiros assistirem a Miriam Leitão assim que acordam e o Sardenberg quando vão dormir.
 
E ainda por cima te faz achar que ela é um poço de moralidade, faz você vociferar contra governos e partidos trabalhistas ao tempo que passa a mão – desculpem a expressão chula – na sua bunda o tempo todo.
 
Postado por às 10:13