IGF – Imposto Sobre Grandes Fortunas: Regulamentação Já!!

by luizmullerpt

Impostos no Brasil

IGF – Impostos sobre Grandes Fortunas Foi introduzido no Brasil em 1988, através da Constituição Federal. Até hoje não foi regulamentado, motivo pelo qual ainda não é cobrado.

Vários são os motivos pelos quais o IGF não é criado, de verdade.

Na realidade este imposto não é criado porque o governo não tem interesse.

Dizem que este imposto provocaria uma fuga de investidores, causando uma revoada de capitais.

Dizem também que, caso o imposto fosse aprovado, os patrimônios se deslocariam para outras partes do mundo.

Mas esta história da fuga de capitais cai por terra, quando se toma como exemplo a França. Este país foi o que mais cresceu na Europa.

Sua Bolsa de Valores foi a que mais valorizou.

No entanto, lá existe um vigoroso imposto sobre fortunas.

O argumento de que os patrimônios se deslocariam para outros países é ridículo.

É dizer que os patrimônios possuem asas, que esses patrimônios já têm passaporte de saída, prontos para a fuga.

É dizer que o patrimônio transferido não seria taxado no país de destino, quando se sabe que na maioria dos países o tributo sobre o patrimônio é bem mais alto que no Brasil.

O verdadeiro motivo pelo qual este imposto não é regulamentado é porque este tributo é direto e intransferível.

Este é cobrado diretamente dos ricos, sem possibilidade de ser repassado.

É uma ameaça implacável ao patrimônio dos ricos; além disso, submeteria os maiores patrimônios ao controle, visibilidade e transparência Fica evidente que os argumentos são mentirosos. Isto demonstra que a não instituição do IGF, no Brasil, se deve ao fato de ele recair integralmente nas costas da elite mais rica da população.

Com informações do Portal São Francisco